“O conjunto de normas morais é denominado moralidade objetiva (existem como feitos sociais acima do fato de a pessoa decidir obedecer às mesmas). Em contrapartida, os actos através dos quais a pessoa respeita ou viola a norma moral conformam a moralidade subjetiva”
Moral é uma palavra de origem latina, que provém do termo moris (“costume”). Trata-se de um conjunto de crenças, costumes, valores e normas de uma pessoa ou de umgrupo social,.
Ou seja, é uma Instituição com definições peculiares, ou seja, é possui uma organização ou mecanismo social que controla o funcionamento de uma sociedade de homens e, por conseguinte, de indivíduos, os quais mostram-se imbuídos num mesmo interesse social. E olha que podemos ter uma grande diferença juntamente aqui.
Exemplifico o sistema adotado com base na revolução francesa, que rompe com a monarquia e prega a liberdade, igualdade e a fraternidade, se administrando pela tripartição com base “Teoria de freios e contrapesos”. As teorias de Montesquieu tornaram-se conceitos da ciência política e alimentaram as ideias do constitucionalismo e permanecem até hoje como uma das condições para o funcionamento do Estado Moderno, exprimem na ideia dos Grandes Orientes.
O sistema Monárquico parlamentarista, em que é incorporado tradicionalmente pelas GrandeLojas, onde o poder do Monarca, o Grão-Mestre, pelo qual emana todo o poder, onde a câmara dos pares é composta tão somente dos representantes que se reúnem quando convocados para tal em assembleia.
A maçonaria ainda, transmite conhecimentos. Ou, na menos das hipóteses delineia os conhecimentos que devemser apoiados, buscados e discutidos, para o engrandecimento dela enquanto instituição.
Isto tudo é posto sob a ótica de umsistema de moral. Nem sempre é fácil diferenciar as normas do direito das normas da moral, em face de semelhança entre elas em muitos aspectos. Por exemplo, ambos os sistemas de normas, direito e moral, valorizam princípios como o respeito à vida, à liberdade, à integridadefísica, psicológica e espiritual dos homens, à propriedade legitimamente obtida, à igualdade de direitos, entre outros.
A Moral é um ramo das Ciências Sociais que também se preocupa com o estudo de normas reguladoras da vida social.
Mas é discreta. Pois transmite tudo que lhe é possível neste sistemavelado por alegorias e ilustrado por símbolos, e num imbuir próprio, incutir peculiar, que somente os iniciados tem conhecimento e a dimensão daquilo que escrevo.
Mas o que é realmente o símbolo, a alegoria e como estes se manifestam dentro deste “sistemamaçônico” de apresentar e aculturar seus membros dentro da premissa de transmitir conhecimentos básicos e tornar discreta aos olhos profanos.
Antes de adentrar ao tema episódico, que escolhi, tenho que lembrar que há um “sincretismo maçônico”, oh! Alguns cairão de suas cadeiras! Calma não vou profanar nada.
Sendo, o sincretismo a tentativa de conciliar crenças díspares e mesmo opostas e de fundir práticas de várias escolas de pensamento. Dizemos que o sincretismo está associado em especial à tentativa de fundir e criar analogias entre várias tradições originariamente discretas, particularmente na teologia e mitologia da religião, afirmando assim uma unidade subjacente.
Temos dentro de nossa escolamaçônica varias vertentes, sejam elas : deitas ou teístas. Fundando em escolas do pensamento sob a bandeira da liberdade de pensamento, que torna a maçonaria capaz de conciliar estas vertentes por vezes antagônicas, mas principalmente de tradições e raízes em trocos diferentes.
Assim, o que é pode não ser o que se vê. E o que se imagina não ver é exatamente o que é, por conta daquilo que existe ou não, seja no símbolo ou na alegoria.
O Símbolo, do grego “sumbolon” significa simplesmente um “sinal de reconhecimento”. É uma representação analógica em relação à um objeto considerado, de tal forma que Objeto e Pensamento se identificam, existindo entre os mesmos sempre uma ideia. As letras do alfabeto é umsímbolo. Que interpretamos de acordo com o nosso conhecimento, a nossa história de vida, o nosso conhecimento a luz das escritas e das línguas.
Neste sentido, dependendo do rito, podemos ter umconceito significativamente diferente para o mesmo símbolo, ou mesmo, a acumulação de símbolos, que para uns dizem muito, para outros, pouco ou nada diz.
Assim, é que os diferentes povos, em diferentes épocas, podem se utilizar de símbolos para exprimir uma ideia, sem que sua linguagem, ou mesmo sua língua, seja influenciada pela de outros povos.
É óbvio que a simbologia está sujeita a interpretações, e neste ponto, o parâmetro maçônico geral (lato sensu) é importante, mas o intérprete deveestar munido das diretrizes do seu rito. Ou seja, dos princípios que regem o seu rito, landmarques que são adotados por sua potência, a estrutura legislada, bem como os costumes que seguem ao longo do tempo. São o ponto de inicio para a jornada de interpretação de qualquer símbolo a luz da verdade que se busca.
Pois, estando sujeito a diferentes interpretações, é importante que, princípios e ensinamentos contidos nos símbolos sejam transmitidos, e não necessariamente as exatas palavras que o definem.
Desde os mais remotos tempos, os povos se comunicam também por meio de símbolos.
Alegoriapode ser traduzida por, “falar de outra forma“, ou seja, falar de uma coisa, empregando termos diferentes. Ou seja, é a exposição de umpensamento sob forma figurada.
As lendas maçônicas são uma alegoria marcante. A Escada de Jacó ou Jacob, existente no Painel da Loj:. de Apr;., é uma importante alegoria da maçonaria, que não vou abordar as motivações, aqui.
Por exemplo, antes de aventurarmos na interpretação da simbologia da Escada de Jacó, precisamos conhecer as origens desta simbologia e o porquê está presente na maçonaria, sendo uma passagem Bíblica, ligada às tradições judaico-cristãs. Tudo de acordo com o descrito acima.
Do exposto, vemos o porquê da expressão “sistema de moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos“.
O emblema
Emblema, este tem significadobem mais simples que símbolo, é um ornamento, um distintivo. Em geral são pequenos objetos que servem para ornamentar. O emblema tem significado restrito, conhecido, fixo, a constância e fácil percepção de seu significado são características do emblema ou distintivo.
O Símbolo é associado à uma tradição, que lhe concede uma história anterior, ao passo que Emblema é ligado ao modismo, muitas vezes sem história, apenas com uma argumentação.
Escola Autêntica ou Histórica – Por este pensamento, as antigas tradições da Ordem foram minuciosamente examinadas à luz de registros autênticos ao alcance do historiador, principalmente sobre atas de Lojas e documentos legais e todos os registros acessíveis. Como os registros escritos sobreMaçonaria especulativa, antecedem pouco ao seu renascimento em 1717, ao passo que as atas mais primitivas subsistentes de qualquer Lojaoperativa, pertencem ao ano de 1598, os defensores desta Escola, apontam como origem da Maçonaria as Lojas e Corporações da Idade Média, e supor que os elementos especulativos (símbolos, alegorias, etc.) foram exertados posteriormente ao tronco operativo. A escola admite que se aceitarmos o fato de que o simbolismo e cerimonial da Maçonaria é anterior a 1717, não há, praticamente , nenhum limite quanto a idade a que se lhe atribuir. Por isso esta Escola não busca a origem dos Mistérios além dos construtoresmedievais;
Escola Antropológica ou Primitiva – Esta Escola de pensamento está aplicando as descobertas antropológicas num estudo da história da Maçonaria e com notáveis resultados. Os atropologistas reuniram uma vasta soma de informaçõessobre costumes religiosos e iniciáticos de muitos povos, antigos e modernos, e os estudiosos maçônicos tem encontrado neste campo uma série de sinais e símbolos, tanto dos graus especulativos como dos operativos, em pinturas murais, esculturas, gravuras e edifícios das principais raças do mundo. Inclusive semelhanças de culturas e cultos em civilizações que não haveriam de ter tido contato físico. Neste sentido, esta escola de pensamento, confere Maçonaria muito maior antiguidade do que a atribuída aos históricos, bem como fazem analogias com os antigosMistérios de muitas nações com cerimônias análogas às empregadas nas atuais Lojas Maçonicas. Das investigações antropológicas resulta bem claro que, quaisquer que sejam os elos na cadeia de descendentes, nós, maçons somos os herdeiros de uma antiqüíssima tradição que, por incontáveis tradições, tem estado associada com os mais sagrados mistérios do culto religioso.
Escola Mística ou Teológica – Esta terceira Escola do pensamento maçônico, perquire os mistérios da Ordem de umponto de vista do plano para o despertar espiritual e o desenvolvimento interior do homem. Os pensadores desta filosofia, analisando suas próprias experiências espirituais, declaram que os graus da Ordem sãosímbolos de certos estados de consciência, que tem que ser despertados ao iniciado de forma individual se ele espera atingir e conquistar os tesouros do espírito. Eles dão testemunho de outra natureza muito mais elevada acerca da validade de nossos ritosmaçônicos, testemunho que pertence antes à religião do que à ciência. O objetivo do misticismo é a união consciente com Deus e a Oficina visa retratar a senda para esse objetivo, oferecendo o roteiro que oriente a marcha do buscado do Supremo. Tais seguidores estão mais interessados na interpretação do que na pesquisa histórica. O objetivo é viver a vida indicada pelos Símbolos da Ordem para poderem atingir a realidade espiritual de que esses símbolos são sombras. O método místico busca a união estática com o Supremo, através da oração e da prece.
Escola Oculta ou Esotérica – O principal e distintivo postulado é a eficácia sacramental do cerimonial maçônico, quando devida e regularmente executado. Assim talvez possamos chamá-la de escola sacramental ou oculta. Pode ser definido como o estudo e conhecimento do lado oculto da natureza, por meio dos poderes existentes em todos os homens, mas ainda adormecidos na maioria da humanidade. Esses poderes podem ser acordados e treinados no estudante oculto por longa e cuidadosa disciplina e meditação. O escopo do ocultista é alcançar a união com Deus por meio do conhecimento e da vontade, treinar toda a natureza, física, emocional e mental, até que se torne uma perfeita expressão do divino espírito interno, e possa ser empregado como um instrumento eficiente no grandePlano que Deus criou para a evolução da espécie humana, que está representado pela Maçonaria pela construção do Santo Templo. Para o ocultista é de grande importância a exata observância de uma forma, e pela utilização da magia cerimonial ele cria um veículo através do qual possa a luz divina baixar e difundir-se em auxílio do mundo, invocando, para isso, a ajuda dos Anjos, espíritos da natureza e outros habitantes dos mundos invisíveis.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem(REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade(Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).