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O Silêncio

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O Silêncio e a Prática Ritualística

Nos rituais dos três graus simbólicos , o silêncio é aplicado de forma progressiva:

  1. Grau de Aprendiz :
    O candidato é instruído a manter silêncio durante a Câmara das Reflexões , simbolizando a contemplação dos vícios antes da iniciação.
  2. Grau de Companheiro :
    Aqui, o silêncio torna-se autodisciplina . O estudo das Quinze Escadas inclui a reflexão sobre “o poder das palavras não ditas” (DUBOIS, 2009), reforçando a necessidade de ponderação.
  3. Grau de Mestre :
    A lenda de Hiram Abif ilustra que o silêncio pode ser defesa contra a traição , como no caso dos três traidores cujas palavras levaram à morte do Mestre. O Grau 30º (Cavaleiro da Aurora) do REAA enfatiza que “o verdadeiro iniciado fala com a alma, não com a língua” (Camino, 2014, p. 378).

O Silêncio e a Psicologia do Iniciado

A Maçonaria vê no silêncio uma manifestação do processo de individuação descrito por Carl Jung, onde o indivíduo integra as sombras do subconsciente para alcançar a totalidade psíquica. Fontes externas reforçam que “o silêncio é o solo onde a sabedoria floresce” , alinhando-se ao ideal maçônico de “não falar levianamente, mas agir com integridade” (Hall, 1928).

No REAA , o Grau 32º (Sublime Príncipe do Real Segredo) explora o silêncio como “arma contra a difamação(Pike, 1871), enquanto o York associa-o à Escada de Jacó , onde a subida rumo à luz exige “contenção da língua, que pode ferir mais que a espada” (Mateus 15:11).

O Silêncio e a Busca pela Verdade Universal

A Maçonaria ensina que o silêncio não é passividade, mas espaço de criação . Camino alerta que “o conhecimento adquirido no Grau 4º deve permanecer oculto” (Camino, 2014, p. 378), recordando que “nem tudo deve ser revelado, mesmo dentro da Ordem” (Provérbios 26:4-5). Essa visão alinha-se ao taoísmo , onde o Tao Te Ching afirma: “Quem sabe não fala; quem fala não sabe” , e ao cristianismo , onde Jesus ensina: “Que vossa palavra seja sim ou não; o mais provém do mal” (Mateus 5:37).

Nos rituais, o silêncio manifesta-se em:

  • Juramentos de discrição , como “Guardarei os segredos da Loja, mesmo sob pressão” (REAA).
  • Alegorias sobre a Pedra Bruta , onde o Aprendiz aprende que “a língua indisciplinada desmorona a obra” (Camino, 2014, p. 378).
  • Cerimônias de abertura , onde o Venerável Mestre pede: “Que o silêncio nos prepare para a verdade.”

Conclusão: O Silêncio como Arte de Ouvir a Alma

O silêncio, na tradição maçônica, não é mudez, mas diálogo com o divino . Seja no REAA ou no York, a Ordem recorda que a verdadeira sabedoria está em “ouvir antes de falar, e refletir antes de julgar” (Provérbios 18:13). Como diz o provérbio maçônico: “A língua do sábio é prata; a do ignorante, escória.”

Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  5. BÍBLIA SAGRADA. Provérbios 10:20 (“A língua do sábio é prata” ); Mateus 5:37 (“Que vossa palavra seja sim ou não” ).
  6. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  7. MARCUS AURELIUS. Meditações . Século II.
  8. JUNG, Carl. O Homem e seus Símbolos . 1964.
  9. WAITE, Arthur E. A Enciclopédia da Maçonaria . Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
  10. Fonte externa sobre o silêncio na psicologia .

“Que o silêncio seja sempre o farol que guia os passos do maçom, lembrando que a verdadeira arte não está em falar, mas em ouvir a si mesmo e ao próximo.”

Autores maçônicos citados (conforme solicitação):

Filósofos e pensadores:

“Que o silêncio não seja temido, mas acolhido como o vento que sussurra a verdade.

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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