O Espírito: Convergência entre Fé, Filosofia e Maçonaria
maio 16, 2025
O Espírito: Convergência entre Fé, Filosofia e Maçonaria
Nas pesquisas que tenho realizado sobre a convergência entre fé, filosofia e tradição iniciática, poucos temas me provocaram uma reflexão tão profunda quanto a noção de espírito. Esta noção transcende fronteiras culturais e religiosas, representando a conexão entre o humano e o divino.
Para o cristianismo, é a presença de Cristo no ser humano, como destacado pelo apóstolo Paulo: "Não sabeis vós que sois deuses e que o espírito do Cristo habita em vós?" (1 Coríntios 3:16). Na Maçonaria, o espírito manifesta-se como a essência do Grande Arquiteto do Universo presente no maçom, simbolizando a busca pela verdade e a vivência ética.
Esta dualidade entre espiritualidade e filosofia encontra ressonância em diversas tradições, desde a Antiguidade até o Espiritismo, passando pela Teosofia e pelo platonismo.
A investigação aqui apresentada examina as múltiplas faces do espírito à luz dos grandes doutrinadores da filosofia. Platão, no Fédon, descreveu a alma como imortal e destinada à contemplação das Formas; Aristóteles, no De Anima, concebeu o espírito como princípio de vida e de pensamento; Santo Agostinnho, nas Confissões, viu no espírito humano uma centelha divina inquieta até repousar em Deus; Tomás de Aquino, na Suma Teológica, articulou razão e fé na compreensão do espírito; Hegel, na Fenomenologia do Espírito, descreveu o espírito como o próprio movimento da consciência em direção ao Absoluto.
Doutrinadores como René Guénon, em O Homem e seu Devir segundo o Vedanta, e Frithjof Schuon, em A Unidade Transcendente das Religiões, demonstraram que o espírito é a realidade última que une todas as tradições. Novas interpretações, como as de estudiosos da espiritualidade contemporânea, sugerem que o espírito não é uma substância, mas uma relação — a abertura do ser humano ao transcendente.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste tema, para que a compreensão do espírito ilumine a prática da fé, da filosofia e da fraternidade.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).