O ego, associado ao “nome de Deus” (“eu sou” ), é visto como a sombra que pode levar ao egocentrismo , enquanto o “eu” simboliza a centelha divina que guia o obreiro na jornada iniciática.
Na tradiçãomaçônica, o egoé a manifestação da individualidade terrena, muitas vezes vinculada ao egocentrismo — “a forma negativa da personalidade humana” (Camino, 2014, p. 131). Porém, Camino reconhece que, em certas ocasiões, o egoísmo é salutar , como quando o indivíduo zela por sua saúde e bem-estar, alinhando-se à máxima bíblica: “Ama o próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39). Aprendendo a amar-se primeiro, o maçom prepara-se para amar o próximo com autenticidade.
Em lojas do REAA, o uso de espelhos durante rituais simboliza a confrontação com o próprio ego, recordando que “a verdadeirajornada é domar o eu para revelar o divino” (Pike, 1871).
George Washington, maçom do York, aplicou princípios maçônicos ao equilibrar o ego político com a ética coletiva, evitando o autoritarismo.
O Grau de Companheiroinclui alegorias sobre a “pedra bruta” e a “pedra polida” , metáforas para a lapidação do ego.
Em rituais do Grau de Mestre, o candidato é advertido: “Não pronuncies o nome de Deus em vão; o ‘eu sou’ é o sopro da vida que deve guiar tua jornada.”
A dualidade entre ego e “eu divino” remonta às tradições antigas:
No Egito, a alma (Ba ) e o espírito (Ka ) eram partes complementares, onde o ego correspondia ao Ba (personalidade mortal) e o “eu” ao Ka (essência imortal).
Manly P. Hall, em A Filosofia Perene , afirma que “o maçomdeve reconhecer seu ego, não para eliminá-lo, mas para transmutá-lo em ferramenta de serviço” (Hall, 1928).
A Maçonaria exige que seus membros pratiquem a autoconsciência para equilibrar ego e “eu”. Camino destaca que “o maçom não pode dizer ‘eu soumaçom’, porque pretenderia tomar o lugar de Deus” (Camino, 2014, p. 131). Esse princípio reflete na proibição de usar o nome de Deus em vão, lembrando que a verdadeira identidade do obreiro está na servidão à fraternidade, não no individualismo.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem(REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).