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Rumi — O Poeta do Amor Divino e o Pai dos Dervixes Giróvagos

Rumi

Rumi — O Poeta do Amor Divino e o Pai dos Dervixes Giróvagos

(i) Ximenes

Introdução 

Provavelmente, de todos os nomes desta lista, nenhum alcançou tanta popularidade no Ocidente contemporâneo quanto Jalāl ad‑Dīn Muḥammad Rūmī. As suas citações sobre o amor e a alma adornam livrarias e redes sociais, tornando‑o um dos poetas mais vendidos nos Estados Unidos, ainda que muitos dos seus leitores ignorem que a sua poesia brota de uma profunda experiência espiritual islâmica.

Neste artigo, procuro recuperar a figura integral de Rumi — o místico, o teólogo, o jurista e o poeta — e mostrar como o seu encontro com o dervixe Shams‑i Tabrīzī o transformou, e com ele transformou o mundo.

I. Biografia

Origens e formação (1207–1244)

Jalāl ad‑Dīn Muḥammad Rūmī nasceu a 30 de setembro de 1207 em Balkh, no atual Afeganistão, ou em Wakhsh, no Tajiquistão. A sua família, de origem persa, era profundamente religiosa: o seu pai, Bahā’ al‑Dīn Walad, era um célebre teólogo e místico.

Fugindo da invasão mongol, a família peregrinou por várias cidades, fixando‑se em Cónia, na Anatólia, onde Rumi herdou a posição de mestre na madraça e pregador na mesquita.

A transformação (1244)

Em 1244, a sua vida mudou para sempre com o encontro com Shams‑i Tabrīzī, um dervixe errante de personalidade intensa e controversa. Shams tornou‑se o seu mentor espiritual, o despertador da sua alma adormecida. Através dele, o erudito e jurista transformou‑se no poeta extasiado do amor divino.

Os anos de criação e a morte (1244–1273)

Após o desaparecimento de Shams (possivelmente assassinado pelos discípulos ciumentos de Rumi), o poeta mergulhou numa dor criativa. Escreveu os seus melhores poemas e fundou a ordem sufista dos Mevlevî, os famosos “Dervixes Giróvagos”. Faleceu em Cónia a 17 de dezembro de 1273, data que até hoje é celebrada como o seu “casamento espiritual”.

II. Obras

  • “Masnavi‑yi Ma‛navi” — A sua obra‑prima, um poema épico de 26.000 dísticos em seis volumes, considerado o livro mais importante do mundo islâmico depois do Alcorão.

  • “Divān‑i Shams‑i Tabrīzī” (ou “Grande Divã”) — Uma coleção de cerca de 35.000 versos, dedicados ao seu amigo e mestre desaparecido.

  • “Fīhi mā fīhi” — Uma coleção de discursos em prosa, com reflexões sobre o sentido da vida e do amor divino.

III. Curiosidades

  1. “Maulana”. É frequentemente chamado, pelos seus seguidores, de Mawlānā (“Nosso Mestre”), ou Mevlânâ em turco.

  2. Os Dervixes Giróvagos. Os seus seguidores fundaram a ordem Mevlevî, cujo ritual central é o samā‘ — uma meditação dançada em que os dervixes giram sobre si mesmos, simbolizando a órbita dos planetas e a busca da união com Deus.

  3. “Vários caminhos levam a Deus”. Rumi escreveu: “Vários caminhos levam a Deus; eu escolhi o da dança e da música”, consagrando a dança como uma forma de adoração.

  4. Maior poeta persa. É considerado, sem rival, o maior poeta persa no campo do misticismo e dos poemas de amor, e um dos quatro pilares da língua e literatura persa.

IV. Conclusão

Rumi não foi apenas um poeta. Foi um mestre espiritual que transformou a experiência do amor num veículo de transcendência divina. A sua influência transcendeu o mundo islâmico, tornando‑o um dos poetas mais amados do mundo. A sua poesia, traduzida para dezenas de línguas, continua a tocar almas de todas as culturas e religiões.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes

  • IRANCULTURA. Rumi (1207‑1273) — Pessoas famosas e celebridades iranianas. 2018.

  • HERDER. Yalal Al‑Din Rumi — Autor. (Consulta em maio de 2026)

  • Britannica. Rumi — Biography, Poems, & Facts. 1998.

  • Infopédia. Rumi. (Consulta em maio de 2026)

  • Parstoday. Ramadã na literatura persa‑3 (Maulana, Rumi). 2017.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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