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Jorge Adoum

Jorge Elias Francisco Adoum: O Mago Jefa e a Sinfonia Esotérica da Maçonaria

No panorama do esoterismo latino-americano do século XX, poucas figuras são tão fascinantes e multifacetadas quanto Jorge Elias Francisco Adoum — o Mago Jefa. Médico, pintor, escultor, compositor, filósofo, ocultista e, acima de tudo, um dos mais prolíficos escritores sobre a Maçonaria e as ciências ocultas de sua época, Adoum personifica a figura do polímata iniciático.

Sua vida, que se estendeu do Líbano otomano ao Brasil, passando pelo Equador, foi uma peregrinação em busca do conhecimento.

Sua obra é um monumento à tradição esotérica ocidental, e seu pseudônimo, “Mago Jefa”, tornou-se sinônimo de uma abordagem profunda e acessível aos mistérios da Arte Real.

Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória, a obra e o legado de um dos mais importantes — e, por vezes, esquecidos — mestres do ocultismo moderno.

Jorge Elias Francisco Adoum, conhecido pelo pseudônimo de Mago Jefa, nasceu em 10 de março de 1897 em Karf-Shbeil, no Líbano, então parte do Império Otomano. Filho de Francisco Adoum, era de família cristã, fé que professou por toda a vida.

Iniciou seus estudos superiores em medicina em Beirute, concluindo-os na França, na cidade de Lyon. Tornou-se um médico naturista. Como polímata, também se dedicou à pintura, escultura, composição musical e à prática da medicina natural.

Viveu grande parte de sua vida no Equador, onde se estabeleceu em 1935, mudando-se para Quito.

Lá, publicou a revista teosófica “Eu Sou” e ajudou a fundar o Centro Cultural Árabe. Sua obra “Adonai” relata parte de sua vida no Líbano e seus ensinamentos espirituais. Percorreu vários países da América do Sul, dando conferências e publicando suas obras.

Em 1950, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde continuou a divulgar seus ensinamentos. Sua esposa faleceu em 1953.

Jorge Adoum faleceu em 4 de maio de 1958, em Petrópolis, Rio de Janeiro, aos 61 anos, vítima de um derrame cerebral. Foi o pai do renomado novelista equatoriano Jorge Enrique Adoum (1926-2009).

 Trajetória na Maçonaria e nas Ordens Iniciáticas

Jorge Adoum foi um maçom ativo e um dos mais importantes escritores maçônicos de sua época.

Foi membro da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) , uma vertente rosacruz fundada por Arnold Krumm-Heller, e é provável que tenha estabelecido vínculos iniciáticos com outros grupos esotéricos.

Sua trajetória na Maçonaria foi marcada por uma profunda dedicação ao estudo e à divulgação do simbolismo maçônico. Ele é lembrado como um mestre esotérico que dedicou sua vida à elevação espiritual da humanidade.

 Obras Principais

Jorge Adoum foi um autor extremamente prolífico, tendo escrito mais de quarenta volumes sobre ciências ocultas, esoterismo e Maçonaria. Suas obras foram assinadas com o pseudônimo “Mago Jefa” , um acróstico formado pelas iniciais de seu nome completo e de seu pai: Jorge Elias Francisco Adoum.

Série “Esta é a Maçonaria”

Sua contribuição mais conhecida no campo maçônico é a série de livros intitulada “Esta é a Maçonaria” , na qual analisa o conteúdo esotérico da Ordem e os passos necessários para alcançar a superação e a maestria. O projeto inicial era escrever sobre os 33 graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, mas a morte o surpreendeu ao concluir o nono volume.

Livros da Série Maçônica

Entre os volumes da série maçônica, destacam-se:

  • Grau do Aprendiz e Seus Mistérios

  • Grau do Companheiro e Seus Mistérios

  • Grau do Mestre Maçom e Seus Mistérios

  • Do Mestre Secreto e Seus Mistérios

  • Do Mestre Perfeito e Seus Mistérios

Outras Obras

Além da série maçônica, Adoum escreveu sobre uma vasta gama de temas esotéricos, incluindo:

  • Adonai: Uma novela iniciática do Colégio dos Magos

  • Del sexo a la divinidad: Obra sobre sexualidade sagrada, traduzida para o inglês

  • Llaves del Reino Interno: Seu livro introdutório

  • El Génesis Reconstruido

  • El Bautismo del Dolor

  • El Pueblo de las Mil y Una Noches

  • Cosmogénesis

  • Yo Soy

 Curiosidades

  1. Polímata: Adoum não foi apenas um escritor. Ele pintou, esculpiu, compôs música e praticou medicina natural.

  2. Curandeiro e hipnotizador: Conduzia uma prática privada especializada em hipnotismo, magnetismo e sugestão, e realizou numerosas curas consideradas milagrosas em sua época.

  3. O pseudônimo “Mago Jefa”: O nome é um acróstico de seu nome completo e do nome de seu pai: J (Jorge) E (Elias) F (Francisco) A (Adoum).

  4. Traduções do árabe: Traduziu muitas obras do árabe para o espanhol durante sua estadia no Equador.

  5. Pai de um famoso escritor: Seu filho, Jorge Enrique Adoum, tornou-se um renomado novelista, poeta e diplomata equatoriano.

  6. Reconhecimento na Espanha: A editora espanhola Masonica.es publica e divulga suas obras, reconhecendo sua importância no meio maçônico hispânico.

  7. Vida errante: Sua vida foi marcada por viagens e peregrinações, levando-o do Líbano à França, ao Equador, à Argentina, ao Chile e, finalmente, ao Brasil.

  8. Projeto inacabado: Ele pretendia escrever sobre todos os 33 graus do Rito Escocês, mas a morte o surpreendeu após concluir o nono volume.

Legado

O legado de Jorge Adoum, o Mago Jefa, é imenso e multifacetado. Ele é, antes de tudo, um divulgador do esoterismo e da Maçonaria em sua dimensão mais profunda e simbólica. Sua série “Esta é a Maçonaria” continua a ser uma referência indispensável para maçons e estudiosos que buscam compreender o significado oculto dos rituais e graus da Ordem.

Adoum nos ensinou que a Maçonaria é uma escola de mistérios, onde cada grau representa uma etapa na jornada de autoconhecimento e transformação interior. Sua abordagem, que combinava a erudição acadêmica com a vivência iniciática, tornou seus livros acessíveis tanto ao neófito quanto ao estudioso mais experiente.

Além de sua contribuição para a Maçonaria, sua vasta obra sobre teosofia, ocultismo, cabala e espiritualidade o consagrou como um dos mais importantes pensadores esotéricos do século XX. Sua vida errante e sua dedicação à busca do conhecimento o transformaram em um verdadeiro cidadão do mundo, cuja influência se estendeu por toda a América Latina.

Jorge Adoum foi, em suma, um mago no sentido mais nobre da palavra: um homem que dedicou sua vida a desvendar os mistérios do universo e a compartilhar esse conhecimento com todos os que buscavam a luz.

Autor e pesquisa Ivair Ximenes Lopes

Fontes de Pesquisa

  • Jorge Elías Adoum – Wikipedia (en.wikipedia.org)

  • Jorge Elías Adoum – Wikipedia, la enciclopedia libre (es.wikipedia.org)

  • Quem foi Jorge Adoum, o Mago Jefa (alquimiaoperativa.com)

  • Jorge Adoum – EDITORIAL MASONICA.ES (www.masonica.es)

  • Jorge Adoum – Maçonaria Religião E Espiritualidade (www.amazon.com.br)

  • Jorge Adoum – Skoob (www.skoob.com.br)

  • Jorge Adoum – Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br)

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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