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A Bíblia Maçônica Do Rei James I – Parte 1

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A Bíblia Maçônica Do Rei James I – Parte 1

Nas pesquisas que realizei sobre os símbolos e textos fundamentais que alicerçam a tradição maçônica, poucos documentos despertam uma curiosidade tão profunda quanto a Bíblia do Rei Jaime I, também conhecida como King James Version (KJV) ou Versão Autorizada.

Publicada em 1611 sob o patrocínio do monarca que uniu as coroas da Escócia e da Inglaterra, esta tradução inglesa das Escrituras não é apenas um marco na história da língua e da literatura, mas também um dos pilares simbólicos da Maçonaria especulativa.

A figura de Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra (1566-1625) é, por si só, um objeto de fascínio. Criado na tradição calvinista escocesa e conhecido por sua erudição teológica, Jaime foi um monarca que navegou entre o absolutismo e o mecenato intelectual.

Em 1601, com 35 anos, foi iniciado na maçonaria escocesa na Loja "Perth and Scone", um facto que estabelece uma ligação direta e histórica entre a sua pessoa e a Ordem, muito antes da publicação da sua famosa Bíblia. Esta ligação pessoal confere à versão autorizada um lugar de destaque no imaginário maçónico, que a adoptou como a "Grande Luz" que ilumina o caminho do iniciado, simbolizando a revelação divina e a regra de fé e prática.

A investigação sobre este tema revela que a relação entre a KJV e a Maçonaria vai além da mera adoção de um texto sagrado. A partir de 1717, com a formação da Grande Loja Mãe em Londres, a Bíblia tornou-se o "Livro dos Livros" da fraternidade.

A sua presença nas lojas não é decorativa; os seus versículos são citados nos rituais, as suas narrativas fornecem o pano de fundo para alegorias iniciáticas, e a sua linguagem arcaica confere um tom de solenidade e autoridade às cerimónias. Autores como Francis Bacon, cujo envolvimento na edição da KJV é objeto de especulação histórica, são frequentemente evocados para traçar uma linha de continuidade entre o projeto intelectual do rei e a emergência de uma cultura maçónica que valorizava o conhecimento esotérico e a harmonia social.

Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorre a história da tradução bíblica, a biografia de Jaime I e a simbólica maçónica, convida o autor e o leitor a mergulharem nas camadas de significado que fazem da Bíblia do Rei Jaime um elo entre o poder temporal, a fé religiosa e a tradição iniciática.

Compreender esta intersecção é compreender como um texto, encomendado por um rei para unificar a cristandade inglesa, se tornou, séculos depois, a pedra angular de uma fraternidade que busca a união espiritual da humanidade.

Que esta leitura nos inspire a ver na KJV não apenas um monumento literário, mas um testemunho vivo da complexa teia de influências que moldaram a civilização ocidental e a própria alma da Maçonaria. Leia a parte 2 do artigo.

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MM I-Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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