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MI é mera questão de vaidade

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MI é mera questão de vaidade

O “grau” M.’.I.’.: mera questão de vaidade ou charlatanice?

Fato: Desde que recebemos a Luz lá pelos idos de 1976, no Rio de Janeiro, estranhávamos um costume que ainda está assolando a Ordem, qual seja, o de lançar no livro de presença o ‘grau’ M.’. I.’.: que bosta de ‘grau’ é esse? Dizemos isso porque procuramos pelos quatro cantos da internet e nada encontramos… Mas encontramos em muitas Sessões de muitas Lojas a mania descabida de cumprimentar ‘deus e o mundo’, inclusive os ex Veneráveis, Mestres Instalados, dando a impressão de uma conotação de grau… o que, certamente, não é verdade!

Estamos literalmente carecas de saber que para a instalação de um Mestre na Cad.’. de Salomão é exigida uma cerimônia de instalação, nada mais do que uma distinção especial; assim, um Mestre é dito instalado quando ocupa a função para a qual passou pela respectiva cerimônia. Ato seguinte o M.’.M.’. muda de avental e passa, como V.’.M.’., a dirigir os trabalhos da Loja.

Por questão lógica, quando o V.’. M.’. passa o malhete para seu sucessor, ele deixa de estar instalado, pois senão significaria que ele ainda estaria ocupando a cadeira agora destinada a um outro Irmão, ou estamos errados?

O Mestre Instalado, depois de cumprida a honrosa missão de presidir os trabalhos e de liderar seus Irmãos e sua Loja , torna-se ex-V.’. M.’., ou como queiram Past V.’. M.’., no gozo das regalias previstas no regulamento – a tradição, a bem da verdade, orienta que deveria ocupar o lugar de Guarda do Templo, inclusive por motivos esotéricos. A instalação ocorre uma única vez e o ex-V.’. que tenha sido instalado, se for ocupar novamente a cadeira de Salomão, não necessita passar pela cerimônia de instalação, talvez seja isso que faz o Irmão querer intitular-se M.’.I.’.!

Mas contrariamente a tudo isso os ex-Veneráveis continuam usando o famigerado M.’.I.’.; brigam eles por um status, tentando serem diferentes, portanto tratados quase que com veneração e com inúmeros supostos diretos; entendemos que isso é uma questão de vaidade que a todo custo deve ser combatida… Já ouvimos em algum lugar que devemos submeter nossas vontades e vencer nossas paixões. Folha Maçônica Nº 464, 2 de agosto de 2014 Página 4

Claro que alguns MM.’.MM.’. defendem a manutenção dessa vergonhosa situação, a de M.’.I.’., já que sonham em ser também M.’.I.’. e a fatuidade se manifesta; outros a defendem por crer na legitimidade da denominação (uma mentira muitas vezes repetida pode tornar-se uma verdade ainda que continue sendo uma mentira).

Perguntamos: Qual é a primeira condição para a aceitação de um Irmão nos Graus Filosóficos? Não é ele apenas ser M.’.M.’. ou teria ele de necessariamente passar pelo ‘grau MI’? Grau 3,5?! Se sim, como eles assinariam a lista de presença? MI 14, MI 33 etc.?

Pelo que sabemos os graus da Maçonaria Simbólica são três, de modo que se o livro de presenças pede para lançar o grau do Irmão, deve-se lançar os numerais 03 (ou 3), 02 (ou 2) e 01 (ou 1) respectivamente ao se tratar de um Irmão M.’.M.’., C.’.M.’. e A.’.M.’.; em nosso entender o lançamento das letras M.’.M.’., C.’.M.’. e A.’.M.’. é um substituto dos respectivos numerais… Mas daí lançar-se M.’.I.’. é, no mínimo, baita presunção!

Claro que sabemos que os MM.’.II.’. tem SS.’., TT.’. e PP.’. etc. específicos, e daí? Isso apenas lhe confere uma qualidade especial… Nada mais! É justamente tal ‘qualidade especial’ a que confunde, algumas vezes propositalmente, os Irmãos

Conclusão: Com máximo respeito aos trabalhos de um V.’. M.’., que são de modo geral louváveis e dignos de todos elogios, procuramos aqui não negar as qualidades que esses Irmãos têm ou demonstraram ter, mas simplesmente mostrar que esse negócio de M.’. I.’. pode ser fruto apenas de vaidade, e nada mais.

Não esqueçamos no entanto que todo trabalho em Loja, assim como em quase todas as atividades de modo geral, são sempre fruto de trabalho em equipe e alguns, não poucos, se esquecem disso e tentam lançar culto à personalidade e à individualidade.

Lembrem seus vaidosos: M.’.I.’. não é grau, é uma qualidade especial. Dessa maneira, entendo que na lista de presença, nós que um dia sentamos no Trono, temos que assinar M.’.M.’. e quando de saudações aos Irmãos usarmos MM.’. MM.’., Ex-VV de Loja. Para externar nossa vaidade basta o avental cheio de penduricalhos! Mas isso será tema de outra crônica…

“A vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação, porém ela é, ao mesmo tempo, o solo onde a burrice melhor se desenvolve.” (Augusto Cury)

Pelo M.•. I.•. Aquilino R. Leal, Fundador Honorário da Aug.•. e Resp.•. Loj.•. Maç.•. Stanislas de Guaita 165

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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