Nas pesquisas que realizei sobre a diversidade de origens e contextos que marcam a história da Maçonaria nas nações do Reino Unido, sempre me surpreendeu como a Inglaterra, a Escócia, a Irlanda e o País de Gales, apesar de sua proximidade geográfica, desenvolveram tradições maçônicas tão distintas e moldadas por forças religiosas e filosóficas profundamente específicas.
Ao contrário da Inglaterra, que abrigou a primeira Grande Loja moderna em 1717, a Escócia possui as lojas e os registros maçônicos mais antigos do mundo, com evidências que antecedem em mais de um século as suas correspondentes inglesas.
A Irlanda, por sua vez, apresenta uma história particularmente complexa, onde a Maçonaria, tradicionalmente protestante, desenvolveu-se em um país majoritariamente católico, gerando paradoxos e desconfianças que perduram até hoje.
A investigaçãosobre estas quatro jurisdições revela que as suas divergências não foram meramente administrativas ou rituais, mas profundamente enraizadas em contextos religiosos e filosóficos distintos.
Na Irlanda, a tensão entre o domínio protestante inglês e a população católica moldou uma Maçonaria que, embora antiga e com registros que remontam ao século XVI, sempre navegou entre identidades conflitantes, sendo por vezes confundida com facções políticas extremistas.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes históricas e filosóficas dessas quatro tradições, convida o autor e o leitor a explorarem como o catolicismo, o protestantismo, o calvinismo e o Iluminismo teceram a trama complexa de ritos e influências que deram forma à Maçonaria na Escócia, na Irlanda e no País de Gales.
Compreender este percurso é compreender não apenas a história da Ordem nessas nações, mas as próprias raízes do pensamento moderno sobrea liberdade de consciência e o lugar do sagrado na esfera pública – um debate que, como ensinou o historiador, permanece tão vivo e controverso quanto nos séculos que o forjaram.
Que esta leitura nos inspire a valorizar a diversidade de tradições que, mesmo sob a mesma bandeira, constroem a rica tapeçaria da fraternidade universal.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).