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O mundo na Visão do Simples Aprendiz Maçom

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O Mundo na Visão do Simples Aprendiz Maçom

1. Introdução

O ingresso na Maçonaria marca para o Aprendiz o início de uma jornada interior e exterior.

O mundo já não é mais o mesmo: aquilo que antes se via com olhos comuns, agora se percebe com o olhar simbólico, atento e reflexivo.

O Aprendiz, ainda silencioso e em formação, começa a compreender que a realidade não se reduz àquilo que aparece, mas se abre a significados mais profundos.

Na visão do Aprendiz Maçom, o mundo é visto como um lugar de aparências e ilusões, a partir do qual o iniciado busca a Realidade através do trabalho, da reflexão e do despojamento das suas imperfeições, progredindo de um estado de ignorância para a iluminação interior e a busca da verdade

Essa jornada é simbolizada pela busca da forma perfeita na pedra bruta, que representa o próprio Aprendiz. 

2. O Aprendiz diante da Luz

O primeiro grande marco de sua caminhada é o recebimento da Luz.
Se antes o mundo lhe parecia apenas um conjunto de fatos externos, agora ele entende que há um sentido oculto, uma ordem moral e espiritual que deve ser buscada.

Aristóteles, em sua Metafísica, ensina que “todos os homens, por natureza, desejam saber”. Esse desejo inato é despertado no Aprendiz, que passa a enxergar o mundo não como espetáculo para o prazer dos olhos, mas como campo de aprendizado e de aperfeiçoamento.

3. O Mundo como Escola da Virtude

O Aprendiz descobre que cada experiência, cada relação e cada símbolo é um ensinamento. A Loja torna-se um microcosmo do mundo: nela se aprende disciplina, silêncio, respeito e fraternidade.

Marco Aurélio, em suas Meditações, lembrava: “A vida de um homem é o que seus pensamentos fazem dela.” Assim, o Aprendiz aprende a governar não apenas seus atos externos, mas sobretudo o seu mundo interior, pois compreende que a transformação do mundo começa pela transformação de si mesmo.

4. A Humildade do Silêncio

O silêncio imposto ao Aprendiz é mais do que uma regra: é uma escola de humildade.
No mundo, onde todos buscam falar, impor-se e brilhar, o Aprendiz aprende a calar para poder ouvir.

Pascal, em seus Pensamentos, adverte: “Toda a infelicidade dos homens provém de uma única coisa: não saber ficar quieto em um quarto.” O silêncio maçônico ensina o valor da escuta, da introspecção e da disciplina mental, preparando o Aprendiz para compreender antes de julgar e servir antes de exigir.

5. O Mundo além das Aparências

O olhar do Aprendiz não se fixa apenas no imediato ou no material. A iniciação lhe mostrou que a realidade possui camadas simbólicas.
Cada pedra, cada ferramenta e cada rito ensinam que o mundo não é um acaso sem ordem, mas um campo onde se deve trabalhar a si mesmo como pedra bruta, para que o edifício da humanidade possa se erguer.

Platão, no Mito da Caverna, já havia ilustrado essa passagem: aquele que sai da escuridão e contempla a luz não pode mais viver como antes. Assim também o Aprendiz: após receber a Luz, não pode mais olhar o mundo com os olhos da ignorância.

6. A Visão Ética e Fraterna do Mundo

O mundo, para o Aprendiz, não é apenas espaço de conquistas individuais, mas de fraternidade. Cada irmão é companheiro de jornada e cada homem, mesmo fora da Ordem, é parte da grande família humana.

Confúcio ensinava: “O homem superior pensa na virtude; o homem vulgar pensa no conforto.” O Aprendiz é chamado a ser esse homem superior, cuja conduta não se mede pelo interesse pessoal, mas pela busca da justiça, da caridade e da verdade.

7. Conclusão

O mundo, visto pelos olhos do Simples Aprendiz Maçom, deixa de ser apenas cenário e torna-se caminho iniciático.
Ele descobre que a realidade tem dimensões visíveis e invisíveis, que a verdadeira construção é a do caráter, e que a fraternidade é o cimento que une os homens de boa vontade.

A visão do Aprendiz é humilde, mas profunda:

Assim, o mundo do Aprendiz não é novo porque mudou fora, mas porque ele próprio começou a mudar dentro.

Autor Ivair Ximenes Lopes

Referências

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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