Ao longo dos anos dedicados ao estudo dos símbolos e objetos que povoam o imaginário religioso e iniciático, sempre me impressionou como duas palavras aparentemente distantes — pálio e sólio — carregam consigo séculos de história, teologia e significado.
Um é uma faixa de lã branca, ornada com cruzes negras, que envolve os ombros dos arcebispos como sinal de comunhão com o sucessor de Pedro; o outro, um assento elevado, muitas vezes encimado por umbaldaquino, que coroa a autoridade de reis, papas e bispos em suas cátedras. Compartilham uma mesma essência: a de serem símbolos de autoridade, de comunhão e de pertencimento a uma tradição que transcende o tempo
Embora distintos em forma e função — um têxtil, o outro um móvel —, ambos compartilham uma mesma essência: a de serem símbolos de autoridade, de comunhão e de pertencimento a uma tradição que transcende o tempo.
A investigação sobre estas duas peças revelou-me um percurso que atravessa o Império Romano, onde o pálio era a vestimenta dos filósofos e o sólio, a cadeira curul dos magistrados, e que se prolonga até à liturgia cristã, onde o primeiro se tornou o distintivo dos metropolitas e o segundo, a cadeira episcopal que dá nome à própria catedral.
Percebi que ambos são testemunhos silenciosos de como a Igreja e o poder temporal, ao longo dos séculos, souberam revestir de simbolismo os objetos mais simples, transformando uma faixa de lã e uma cadeira de madeira em veículos de uma mensagem que fala de unidade, de jurisdição e de continuidade apostólica.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as origens, as diferenças, os usos e as curiosidades que cercam o pálio, sólio e dossel convida o autor e o leitor a redescobrirem duas peças que, cada uma a seu modo, testemunham a grandeza do sagrado e do poder.
Compreendê-los é compreender como a tradição cristã, herdando formas e gestos do mundo antigo, os transfigurou à luz da sua própria teologia — e como, ainda hoje, esses símbolos continuam a falar, em silêncio, a quem sabe olhar para além da sua materialidade.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).