Elias Ashmole
Sábio alquimista e antiquário, é considerado por alguns escritores o “ pai da Maçonaria atual “.
Nasceu em Litchfield no ano de 1617 e morreu em 1692. Escreveu a história da Ordem da Jarreteira, fundou o célebre Museu de Oxford e, juntamente com o Coronel Maimvarring se fez admitir na Confraria dos Construtores em Warrington, na qual só ingressavam pessoas ligadas á arte de construir.
Ashmole notou, então, a marcha decadente das sociedades de construtores e se ocupou exclusivamente da tentativa de regenerá-las sob o véu da Arquitetura, por meio de uma representação dos Mistérios das antigas iniciações realizadas na Índia, Egito, Caldéia, Jerusalém, Grécia e Roma, dando à nova estrutura da sociedade um princípio de união, perfeição, progresso, fraternidade, igualdade, liberdade, ciência, filosofia e arte e por meio de um laço universal baseado nas leis da natureza e do amor à humanidade.
Com esta finalidade e, sendo profundo conhecedor da Alquimia, da Cabalá, dos mistérios antigos e da história dos povos primitivos, empreendeu a grande tarefa de escrever as bases da organização dos três graus em que se deveria basear seu sistema de solidariedade e aperfeiçoamento humano.
Desta forma, redigiu os Rituais de grau de Aprendiz, Companheiro e Mestre, empenhando-se na sua propagação, explicação e implantação formando, paralelamente, a tendência reformista e regeneradora da Instituição, sendo que, em tal trabalho, foi surpreendido pela morte.
Vinte e cinco anos depois da sua morte, germinou a semente por ele plantada, quando as Lojas de Londres decidiram, em 1717, reformar o sistema usado até então, para se aprofundar em uma vida de estudos filosóficos de perfeição e de propaganda moral, adotando os Rituais de Aschmole, repudiando todo o trabalho exclusivamente operativo, rompendo a subordinação ao centro autoritário de York, proclamando-se independentes e constituindo o governo da Fraternidade Maçônica, sob o título de Grande Loja de Londres.
Aschmole criou o primeiro grau, Aprendiz, conservando a maior analogia com a iniciação antiga; ensina a moral, explica alguns símbolos e induz a admiração da grandiosidade do G\A\D\U\ fazendo, ainda, com que o Aprendiz tome conhecimento dos princípios fundamentais da Maçonaria, suas leis, seus usos e costumes, bem como predispõe o espírito do iniciado para a prática filantrópica e para o estudo filosófico. Seus trabalhos se abriam nas horas que recordavam as lições de Zoroastro.
O segundo grau, Companheiro. Foi composto por Aschmole em 1648 e é uma continuação fiel e progressiva da mesma analogia seguida no grau de Aprendiz, harmonizada com a doutrina de Thales e de Pitágoras. Este grau dispõe o maçom ao estudo das ciências naturais do globo, da Astronomia e da filosofia histórica da Maçonaria. Induz a investigar as cousas pelas suas causas mais profundas, a se conhecer, para chegar a ser capaz de se conduzir e conceber tudo o que a felicidade humana pode obter da Maçonaria por meio do trabalho, da ciência e da verdade.
O terceiro ritual, Mestre, composto em 1649, completa a analogia dos mistérios da antiga iniciação. O conhecimento deste grau ensina a levantar o véu que cobre seus novos mistérios. Admite, pois, os mais elevados estudos filosóficos e teosóficos, dá a chave dos mistérios políticos e religiosos de todos os tempos e ainda completa perfeitamente a iniciação antiga.
Desta interpretação se deduz que Hiram, Mestre por excelência, personifica Osíris ( Sol ) da nova ritualística; que Ísis, sua viúva, é a Loja, emblema da terra ( em Sânscrito, Loga, mundo ) e que Hórus, filho de Osíris ou da Luz e de Ísis, sua viúva, é o Maçom, o iniciado que habita a Loja Terrestre.
Tal foi o plano concebido pelo erudito Aschmole em seu trabalho de organização da Sociedade Maçônica. Todos os autores se acham conformes em atribuir-lhe tal empresa e entre eles Ragón faz notar que aquele célebre antiquário concebeu seu vasto projeto de reforma em 1646, pertencendo a uma sociedade formada segundo as idéias da Nova Atlântida, de Bacón, em cuja época Aschmole tornou a encontrar a iniciação da mesma maneira como havia sido transmitida por Mesmer.
Favre, em seus “ Documentos Maçônicos “, professa opiniões quase idênticas e assinala que os principais companheiros de Aschmole em seu trabalho reformista foram, quase todos eles, personagens eminentes na sabedoria daqueles tempos.
Aparecido João Esotico, M\ M\
Bibliografia:
Rituais de Graus Simbólicos – GLESP
Rituais de Graus Simbólicos – GOB
Exemplares da Revista “ Folhas de Acácia “
Dicionário de Maçonaria – Joaquim Gervásio de Figueiredo

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











