Zoroastro
O templo de Zoroastro, na Antiga Pérsia, também segue as mesmas proporções da câmara dos reis, com a diferença que os sacerdotes se posicionavam em duas
colunas ao redor do
altar central (que podia ser representado tanto pelo
fogo sagrado quanto pelas
escrituras sagradas e permanecia no centro do Pronaos).
Os sacerdotes de Zoroastro trabalhavam do meio dia à meia noite em seus templos e trouxeram muitas das características dos sacerdotes e iniciados hebreus e egipcios em sua ritualística.
Havia também o chamado “Templo do Fogo”, de forma circular e composto por
colunas, montando uma estrutura idêntica aos Templos Gregos chamados Monópteros, como o
Oráculo de Delfos ou o Oráculo de Tholos, por exemplo, e seguindo a mesma estrutura ritualística das
construções de
pedra da Inglaterra e Escócia (datadas de mais de 1000 AC). A estrutura de templo construída de maneira circular ao redor da fogueira ou, posteriormente, dos Livros Sagrados.
Nos dias atuais, depois de
estudos lingüísticos e comparações de textos
antigos, a maior parte dos pesquisadores chegou à conclusão que Zoroastro deve ter nascido por volta do ano 630 a.C. em Báctria, região da Ásia central ao norte do atual Afeganistão.Mas não existem registros históricos da data de nascimento e dos locais em que Zoroastro viveu.Um dos motivos foi sua seita ter sido “apagada” pela conquista do Império Persa por Alexandre, o Grande, e depois, pelos árabes.Essa região era imensa: num mapa atual ela incluiria, no mínimo, o Irã, o Iraque, o Afeganistão, o Uzbequistão, o Quirguistão, o Turcomenistão, parte do Paquistão e o noroeste da Índia.
Quando os árabes conquistaram a Pérsia e difundiram o
islamismo, a
religião de Zoroastro, que ali existia desde antes dos persas formarem
um império, desapareceu. Há menções a ela nos
contos das “Mil e Uma Noites”, uma coletânea de histórias passadas de geração em geração na
tradição oral e mais tarde transformada em livro.Ali se pode ler sobre os magos (magi), os adoradores do
fogo. Eram considerados ilegais pelos árabes, pois estes admitiam apenas sua própria
religião, muçulmana.
Dessa forma, Zaratustra ou Zoroastro passou à história como
um profeta cuja doutrina foi superada. No entanto, estudiosos afirmam que muitos dos princípios teológicos das
religiões modernas, como a separação entre o
bem e o mal, já haviam sido delineadas por Zaratustra, 600 anos antes de
Cristo e 1.200 anos antes de
Maomé.
Os ensinamentos de Zaratustra só foram registrados depois de sua
morte – a única exceção é o Gatha, livro de hinos que teria sido escrito por ele. O nome Zaratustra significa “homem dos velhos camelos”. Seu pai se chamava Porushaspa, cuja tradução é “aquele dos cavalos de raça com patas anteriores brancas” e deve ter sido
um sacerdote, de
um clã de criadores de animais – assim está escrito no Avesta, o
livro sagrado dos ensinamentos de Zaratustra.
Destinado, ainda bem jovem, a seguir as pegadas do pai e a se tornar também
um sacerdote, o rapaz não concordou. Aos 20 anos ele abandonou sua terra e partiu em peregrinações. O Avesta (e aí começa a lenda) conta que ele se encontrou com
um anjo e teve uma visão. Viu a luta cósmica entre as forças do bem e as do mal, da
ressurreição dos mortos no dia do juízo final e da vida após a
morte no paraíso ou no inferno.
Depois disso, Zaratustra passou anos meditando antes de começar a pregar em Báctria. No zoroastrismo, Ormuz Mazda ou Ahura Mazda, era o
deus do bem,
criador do universo e a encarnação da
justiça; Arimã era o senhor do mal, das sombras e da
morte. Acreditava-se que essa luta entre o
bem e o mal iria durar até o final dos tempos. O
deus Mazda era adorado sob a forma de
fogo em
altares ao ar livre.
As pessoas o escutavam sem muito interesse, e ele sofria dura oposição dos sacerdotes e dos nobres. Conseguiu poucos seguidores que o acompanharam em suas viagens para divulgar seus ensinamentos. Foi para Corasmia,
um imenso reino que se estendia do mar de Aral até o Golfo Pérsico: Samarcanda e Bukhara (no atual Uzbequistão), Kandahar e Cabul (no atual Afeganistão) eram algumas de suas cidades mais famosas.
O xá (rei) Vistapia gostou das idéias de Zaratustra e se converteu à nova
fé. Foi
um sucesso decisivo. O profeta pôde iniciar sua obra e fez construir, diante das portas da capital, o Templo do
Fogo. No
altar ao ar livre, os sacerdotes cantavam hinos e doutrinavam as pessoas. Não era mais necessário sacrificar animais para conseguir a graça divina. Bastava ser honesto e trabalhador.
Mas logo os sacerdotes começaram a se rebelar: queriam voltar à antiga
religião. Começou uma grande guerra em que Vistapa foi morto e Zaratustra perdeu seu protetor. No combate final, o profeta foi surrado com bastões e não resistiu aos ferimentos: já tinha mais de 77 anos.
Segundo a lenda, a doutrina de Zaratustra havia sido escrita com tinta de ouro em 12 mil couros de boi e estava guardada na biblioteca real de Persépolis, que foi totalmente queimada pelos soldados de Alexandre, o Grande, 200 anos depois.
Zaratustra ou Zoroastro
Cerca de 630 a.C., Báctria (atuais Afeganistão, Paquistão e noroeste da Índia)
Cerca de 553 a.C., Corasmia (atuais Uzbequistão e Turcomenistão)
“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.