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Regularidade e Reconhecimento de Potências

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Regularidade e Reconhecimento de Potências Maçônicas

Fundamentos Históricos e Doutrinários

Introdução

regularidade maçônica constitui um dos pilares essenciais da Ordem, garantindo a legitimidade das Obediências e a validade de seus atos iniciáticos. Baseando-se nos princípios estabelecidos desde a fundação da Grande Loja de Londres em 1717, o conceito de regularidade transcende meras formalidades administrativas, representando a continuidade da tradição iniciática.

Este artigo examina os critérios de regularidade e reconhecimento entre Potências Maçônicas, com ênfase nos Ritos Escocês Antigo e Aceito (REAA) e de York (graus simbólicos), utilizando como fundamento as obras de Rizzardo da Camino, Albert Leterre, Arthur Edward Waite e outros expoentes da doutrina maçônica, além de referências filosóficas clássicas.

I. Definição e Princípios da Regularidade Maçônica

1. Conceito de Regularidade

A regularidade maçônica refere-se à conformidade com os Landmarks (princípios imutáveis da Ordem) e às Constituições de Anderson (1723). Segundo Rizzardo da Camino (“Breviário Maçônico”, 2014):

“Uma Potência é regular quando sua origem, sucessão e práticas estão em harmonia com os princípios universais da Maçonaria.”

2. Critérios Básicos (Segundo a UGLEGrande Loja Unida da Inglaterra)

Joseph Fort Newton (“The Builders”, 1914) complementa:

“A regularidade não é mera formalidade, mas a guardiã da tradição.”

II. Histórico e Desenvolvimento do Reconhecimento entre Potências

1. Origens na Grande Loja de Londres (1717)

A primeira Grande Loja estabeleceu os parâmetros de reconhecimento mútuo, rejeitando Lojas que não seguissem suas Constituições. Manly P. Hall (“The Secret Teachings of All Ages”, 1928) destaca que esse modelo influenciou todas as Obediências modernas.

2. O Cisma de 1753 e a Questão da Legitimidade

A formação da “Grande Loja dos Antigos” (em oposição aos “Modernos”) gerou debates sobre qual facção era “regular”. A unificação em 1813 (UGLE) consolidou os critérios ainda em vigor.

3. O Caso do Brasil

No Brasil, a Grande Oriente do Brasil (GOB) e as Grandes Lojas Estaduais seguem critérios distintos:

Carlos Brasílio Conte (“Manual do Maçom”, 2003) observa:

“A pluralidade de Potências no Brasil exige discernimento para evitar irregularidades.”

III. Regularidade nos Ritos REAA e de York

1. No Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA)

  • Supremo Conselho do REAA (33º grau) exige que as Lojas simbólicas (1º ao 3º) estejam sob uma Grande Loja regular.

  • Arthur Edward Waite (“A New Encyclopedia of Freemasonry”, 1921) ressalta que o REAA preserva a regularidade através da sucessão iniciática.

2. No Rito de York (Graus Simbólicos)

  • Capítulo de Maçons do Real Arco (York Rite) só concede graus superiores a membros de Lojas regulares.

  • William Wynn Westcott (“The Symbolism of Freemasonry”, 1888) associa a regularidade à pureza dos símbolos.

IV. Curiosidades e Debates Contemporâneos

  1. Reconhecimento de Potências Femininas e Mistas

  2. O Papel da COMAB

    • Confederação da Maçonaria Brasileira uniformiza critérios entre Grandes Lojas estaduais, facilitando reconhecimentos internacionais.

  3. Casos de Irregularidade

    • Potências como o Grande Oriente da Itália já tiveram reconhecimento suspenso por desvios doutrinários.

V. Fundamentos Filosóficos da Regularidade

1. Platão e a Ideia de Ordem

Em A República, Platão defende que uma sociedade justa depende de hierarquia e harmonia — princípios refletidos na estrutura maçônica.

2. Aristóteles e a Legalidade

Na Ética a Nicômaco, Aristóteles afirma que a lei existe para preservar a virtude, analogia direta aos Landmarks.

3. Plotino e a Unidade

As Enéadas ensinam que toda realidade emana do Uno, assim como a Maçonaria emana de uma fonte regular.

Conclusão

regularidade maçônica não é um mero formalismo, mas a garantia da transmissão legítima da Luz Iniciática. Como ensina Rizzardo da Camino:

“Reconhecer uma Potência é assegurar que a corrente áurea da tradição não se rompa.”

Que todo maçom, ao estudar esse tema, lembre-se de que a verdadeira regularidade reside na fidelidade aos princípios eternos da Ordem.

Paz, Tolerância e Justiça.

Fontes Consultadas

Ivair Ximenes Lopes

(Artigo maçônico baseado em rituais do REAA e Rito de York, com citações de autores consagrados.)

Nota: Este texto segue a ortografia e o estilo formal maçônico, podendo ser adaptado conforme as normas de cada jurisdição

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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