Em estudos e pesquisas sobre a Maçonaria na América Latina, minha mente, por muito tempo, voltava-se para os modelos europeus e norte-americanos, imaginando uma estrutura mais uniforme. Foi um choque, portanto, ao aprofundar a investigação, deparar-me com um mosaico de diversidade organizacional que desafia qualquer tentativa de simplificação: países como México, Cuba, Brasil, Colômbia e Argentina abrigam múltiplas Grandes Lojas e Supremos Conselhos que coexistem, por vezes em tensão, num mesmo território, praticando ritos que vão do Escocês ao York, e refletindo as particularidades históricas e políticas de cada nação.
Ao mergulhar no panorama traçado pelo texto base, fui surpreendido pela atuação social da Maçonaria latino-americana, como a luta contra a escravidão no Brasil – um capítulo que revela a Ordem como agente de transformação, e não como mero espectador da história.
Mas também me deparei com os desafios persistentes: a fragmentação que impede a unidade, os equívocos que atribuem à Maçonaria conflitos como a luta religiosa mexicana, e a necessidade de iniciativas como a proposta de uma Confederação Maçônica Latino-Americana, que busca reunir forças dispersas sem anular a autonomia de cada obediência.
Este artigo, fruto de uma investigação que atravessou os contrastes do continente, convida o leitor – e especialmente o autor do texto base – a redescobrir a complexidade e a riqueza da Maçonaria na América Latina.
Pois compreendê-la é compreender como a fraternidade se adapta a solos distintos, florescendo em formas diversas, mas mantendo o ideal comum de construir, sobre as diferenças, uma ponte para a unidade possível.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).