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O Aprendiz Maçom 20 – Qualidades do Aprendiz

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O Aprendiz Maçom 20 – Qualidades do Aprendiz – CAPÍTULO 20

Livro do Aprendiz Maçom – Oswald Wirth
Autor da pesquisa e análise: Ivair Ximenes Lopes

1. Tema central do capítulo

O Capítulo 20 trata das Qualidades do Aprendiz — disposições interiores que tornam possível o progresso iniciático.

Wirth demonstra que a iniciação não depende apenas de símbolos e ritos, mas de atitudes morais permanentes.

Sem essas qualidades, a iniciação não produz frutos.

2. Ajustamento Interior

A primeira qualidade é o ajustamento interior.

Antes de trabalhar sobre o mundo,
o Aprendiz precisa ordenar a si mesmo.

Isso exige:

O iniciado deve evitar:

  • impulsividade,

  • cólera,

  • agitação inútil.

A ordem exterior nasce da ordem interior.

3. Paciência

O progresso iniciático é gradual.

Não há perfeição instantânea.

Wirth insiste:

apressar-se é cair.

Cada virtude exige:

  • tempo,

  • repetição,

  • constância.

O Aprendiz trabalha com paciência:

  • polindo uma pedra de cada vez,

  • corrigindo hábito após hábito.

A paciência é força tranquila.

4. Humildade

A humildade é essencial.

Sem humildade, não há ensino possível.

O orgulho impede o aprendizado.

O iniciado reconhece:

  • suas limitações,

  • suas falhas,

  • seu dever de melhorar.

A humildade não é humilhação:
é lucidez.

5. Obediência Voluntária

A obediência na Maçonaria é livre e consciente.

Ninguém é forçado.

Mas o iniciado aceita regras

  • para aprender,

  • para crescer,

  • para integrar-se na ordem.

A obediência não é servilismo,
mas disciplina.

O iniciado obedece para tornar-se capaz de comandar a si mesmo.

6. Silêncio e Discrição

O silêncio, já estudado no capítulo anterior,
aqui reaparece como qualidade permanente.

A discrição protege:

  • os trabalhos da Loja,

  • a honra dos irmãos,

  • o sagrado.

O indiscreto nada compreende da iniciação.

A boca que se abre demais denuncia a alma desordenada.

7. Perseverança

O iniciado deve perseverar.

Mesmo quando:

  • cansa,

  • duvida,

  • desanima.

A perseverança é vitória sobre si mesmo.

O progresso espiritual é feito de:

  • esforços repetidos,

  • quedas e reerguimentos,

  • fidelidade ao ideal.

Perseverar é continuar construindo
quando ninguém vê.

8. Prudência

A prudência é a rainha das virtudes práticas.

Ela orienta:

A prudência não é medo,
mas sabedoria.

Ela mede:

  • circunstâncias,

  • momentos,

  • consequências.

O imprudente fala demais.
O prudente fala quando convém.

9. Bondade e Cortesia

A fraternidade exige delicadeza.

O Aprendiz deve:

  • tratar os outros com respeito,

  • evitar aspereza,

  • não ferir com palavras.

A bondade não é fraqueza.
É força governada pela inteligência.

A cortesia é forma exterior de uma alma equilibrada.

10. Amor à Verdade

Sem amor à verdade, não há Maçonaria.

A verdade deve ser buscada:

  • sem dogmatismo,

  • sem fanatismo,

  • sem preguiça intelectual.

O iniciado rejeita mentira e hipocrisia.

Não basta falar a verdade:
é preciso viver na verdade.

11. Alegria no Trabalho

O Aprendiz deve trabalhar com alegria.

A obra interior não é fardo,
mas privilégio.

A alegria do construtor provém:

  • do progresso,

  • da disciplina,

  • da harmonia.

A tristeza paralisa.
A alegria anima.

12. Conclusão do Capítulo

O Capítulo 20 ensina que a iniciação exige qualidades morais:

Essas qualidades não se adquirem de uma vez.

Elas são cultivadas diariamente.

O iniciado cresce quando cresce moralmente.

O templo interior se eleva com essas virtudes.

13. Referência

WIRTH, Oswald. O Aprendiz Maçom.
Pesquisa, análise e redação: Ivair Ximenes Lopes

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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