A Escravidão: Do Passado Histórico ao Cativeiro Interior na Maçonaria
maio 16, 2025
A Escravidão: Do Passado Histórico ao Cativeiro Interior na Maçonaria
A escravidão, historicamente associada à opressão física e à posse de um ser humano por outro, é, na Maçonaria, redefinida como umestado de consciência . Como ensina Rizzardo da Camino, “as paixões e as emoções conduzem à escravidão” (Camino, 2014, p. 142). Hoje, embora a escravidão formal tenha sido abolida, formas modernas persistem, especialmente o vício em drogas , que escraviza corpos, mentes e almas. A Maçonaria, ao exigir que seus membros sejam “livres e de bons costumes” , reconhece que a verdadeira liberdade só existe quando o indivíduo vence suas dependências, tornando-se um obreiro da própria redenção.
A escravidão foi uma prática universal em civilizações antigas, desde o Egito até Roma, onde seres humanos eram tratados como propriedades. Na Maçonaria operativa, herdeira das guildas medievais de construtores, a liberdade era um pré-requisito para ingressar na ordem. Somente homens livres podiam ser aceitos como aprendizes, garantindo que a construção física dos templos não fosse manchada por mãos acorrentadas.
No século XVIII, com o advento da Maçonaria especulativa, o conceito de liberdade expandiu-se para incluir a libertação moral e espiritual . Filósofos como Voltairee Montesquieu, maçons influentes, defendiam a abolição da escravidão física, enquanto os rituais enfatizavam a importância de combater os “vícios que escravizam a alma” .
Camino destaca que “o homem jamais será livre para entregar-se ao vício, porque esse impulso em direção a uma pretensa liberdade o transforma em escravo” (Camino, 2014, p. 142). A dependência química, hoje reconhecida como uma das maiores ameaças à sociedade, simboliza a escravidão mais cruel: aquela que se autoinflige.
Na Maçonaria, o uso de drogas é visto como um obstáculo à autoconsciência e à iluminação iniciática . Albert Pike, em Morals and Dogma, afirma que “o verdadeiro maçom é escravo apenas de seus deveres; qualquer outro jugo é uma traição à Ordem” (Pike, 1871). O vício, portanto, não apenas corrompe o indivíduo, mas compromete a harmonia da loja e a missão coletiva de construir uma sociedade justa.
O REAA, com seus 33 graus simbólicos, aborda a luta contra a escravidão em vários níveis. No Grau 30º (Cavaleiro da Aurora ou Mestre Eleito dos Nove) , o candidato enfrenta alegorias sobre a corrupção e a tirania, metáforas para os vícios que aprisionam o espírito. O Grau 32º (Sublime Príncipe do Real Segredo) exige que o maçom combata “as sombras do egoísmo e da ignorância” , incluindo os males das drogas.
Curiosidades:
O uso de luvas brancassimboliza a pureza moral exigida aos membros, contrastando com as mãos sujas do vício.
Em lojas do REAA, rituais incluem juramentos de “nunca permitir que substâncias degradantes entrem em nosso templo ou em nossas vidas” .
O York, com raízes na Inglaterra do século XVIII, vincula a liberdade ao combate às opressões internas e externas. O Capítulo do Arco Real explora a reconstrução do Templo de Salomão como metáfora para a recuperação da identidade espiritual, enquanto os Cavaleiros Templáriosenfatizam a disciplina pessoal como caminho para a virtude.
Curiosidades:
George Washington, maçom do York, proibiu o consumo de álcool excessivo nas lojas, antecipando discussões sobre vícios.
Em rituais do Grau de Companheiro , o candidato é advertido: “A liberdade verdadeira não está no prazer efêmero, mas na dominação do eu sobre seus desejos.”
Manly P. Hall, em A Filosofia Perene , afirma que “a escravidão moderna é invisível: habita nas mentes e nos vícios que parecem escolhas, mas são compulsões” (Hall, 1928).
O Maçom como Libertador: Combate ao Vício e Promoção da Liberdade
A Maçonaria não apenas exige que seus membros evitem o vício, mas também os convoca a agir como agentes de mudança social. Como diz Camino: “O maçom tem o dever não só de repelir o uso de qualquer droga que o torne viciado, como envolver-se nas campanhas sociais para evitar que seus semelhantes busquem no vício uma ilusória liberação” (Camino, 2014, p. 142).
Essa batalha começa dentro da família, estendendo-se à comunidade. Lojas maçônicas em todo o mundo promovem palestras e iniciativas educativas contra o uso de drogas, alinhando-se aos princípios de fraternidade e responsabilidade coletiva.
Conclusão: A Liberdade como Pilar da Ordem Maçônica
A escravidão, seja histórica ou moderna, é o antípoda da Maçonaria. Seus rituais, especialmente nos RitosREAA e York, recordam que a verdadeira jornada do obreiro é a libertação interior. Ao dominar seus vícios e combater as amarras que aprisionam a humanidade, o maçom cumpre seu propósito: construir um mundo onde a liberdade seja não apenas um direito, mas uma realidade vivida.
BÍBLIA SAGRADA. João 8:36 (“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” ).
“Que a Maçonaria continue a ser a luz que guia os passos dos homens rumo à liberdade verdadeira, libertando-os das correntes visíveis e invisíveis que os aprisionam.”
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem(REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).