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A Escravidão: Do Passado Histórico ao Cativeiro Interior na Maçonaria

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A Escravidão: Do Passado Histórico ao Cativeiro Interior na Maçonaria

A escravidão , historicamente associada à opressão física e à posse de um ser humano por outro, é, na Maçonaria, redefinida como um estado de consciência . Como ensina Rizzardo da Camino, “as paixões e as emoções conduzem à escravidão” (Camino, 2014, p. 142). Hoje, embora a escravidão formal tenha sido abolida, formas modernas persistem, especialmente o vício em drogas , que escraviza corpos, mentes e almas. A Maçonaria, ao exigir que seus membros sejam “livres e de bons costumes” , reconhece que a verdadeira liberdade só existe quando o indivíduo vence suas dependências, tornando-se um obreiro da própria redenção.

Histórico: Da Escravidão Antiga à Liberdade Iniciática

A escravidão foi uma prática universal em civilizações antigas, desde o Egito até Roma, onde seres humanos eram tratados como propriedades. Na Maçonaria operativa, herdeira das guildas medievais de construtores, a liberdade era um pré-requisito para ingressar na ordem. Somente homens livres podiam ser aceitos como aprendizes, garantindo que a construção física dos templos não fosse manchada por mãos acorrentadas.

No século XVIII, com o advento da Maçonaria especulativa, o conceito de liberdade expandiu-se para incluir a libertação moral e espiritual . Filósofos como Voltaire e Montesquieu , maçons influentes, defendiam a abolição da escravidão física, enquanto os rituais enfatizavam a importância de combater os “vícios que escravizam a alma” .

A Escravidão do Vício: Drogas e a Queda da Liberdade Interior

Camino destaca que “o homem jamais será livre para entregar-se ao vício, porque esse impulso em direção a uma pretensa liberdade o transforma em escravo” (Camino, 2014, p. 142). A dependência química, hoje reconhecida como uma das maiores ameaças à sociedade, simboliza a escravidão mais cruel: aquela que se autoinflige.

Na Maçonaria, o uso de drogas é visto como um obstáculo à autoconsciência e à iluminação iniciática . Albert Pike, em Morals and Dogma , afirma que “o verdadeiro maçom é escravo apenas de seus deveres; qualquer outro jugo é uma traição à Ordem” (Pike, 1871). O vício, portanto, não apenas corrompe o indivíduo, mas compromete a harmonia da loja e a missão coletiva de construir uma sociedade justa.

Curiosidades nos Ritos Maçônicos: REAA e YORK

Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA)

O REAA, com seus 33 graus simbólicos, aborda a luta contra a escravidão em vários níveis. No Grau 30º (Cavaleiro da Aurora ou Mestre Eleito dos Nove) , o candidato enfrenta alegorias sobre a corrupção e a tirania, metáforas para os vícios que aprisionam o espírito. O Grau 32º (Sublime Príncipe do Real Segredo) exige que o maçom combata “as sombras do egoísmo e da ignorância, incluindo os males das drogas.

Curiosidades:

  • O uso de luvas brancas simboliza a pureza moral exigida aos membros, contrastando com as mãos sujas do vício.
  • Em lojas do REAA, rituais incluem juramentos de “nunca permitir que substâncias degradantes entrem em nosso templo ou em nossas vidas” .

Rito York

O York, com raízes na Inglaterra do século XVIII, vincula a liberdade ao combate às opressões internas e externas. O Capítulo do Arco Real explora a reconstrução do Templo de Salomão como metáfora para a recuperação da identidade espiritual, enquanto os Cavaleiros Templários enfatizam a disciplina pessoal como caminho para a virtude.

Curiosidades:

  • George Washington, maçom do York, proibiu o consumo de álcool excessivo nas lojas, antecipando discussões sobre vícios.
  • Em rituais do Grau de Companheiro , o candidato é advertido: “A liberdade verdadeira não está no prazer efêmero, mas na dominação do eu sobre seus desejos.”

A Escravidão e a Filosofia Antiga

Grandes filósofos e doutrinadores maçônicos ampliaram o conceito de escravidão:

O Maçom como Libertador: Combate ao Vício e Promoção da Liberdade

A Maçonaria não apenas exige que seus membros evitem o vício, mas também os convoca a agir como agentes de mudança social. Como diz Camino: “O maçom tem o dever não só de repelir o uso de qualquer droga que o torne viciado, como envolver-se nas campanhas sociais para evitar que seus semelhantes busquem no vício uma ilusória liberação” (Camino, 2014, p. 142).

Essa batalha começa dentro da família , estendendo-se à comunidade. Lojas maçônicas em todo o mundo promovem palestras e iniciativas educativas contra o uso de drogas, alinhando-se aos princípios de fraternidade e responsabilidade coletiva.

Conclusão: A Liberdade como Pilar da Ordem Maçônica

A escravidão, seja histórica ou moderna, é o antípoda da Maçonaria. Seus rituais, especialmente nos Ritos REAA e York, recordam que a verdadeira jornada do obreiro é a libertação interior. Ao dominar seus vícios e combater as amarras que aprisionam a humanidade, o maçom cumpre seu propósito: construir um mundo onde a liberdade seja não apenas um direito, mas uma realidade vivida.

Como ensina o provérbio maçônico: “A liberdade é a pedra angular da fraternidade; sem ela, a edificação moral desmorona.”

Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  5. ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco . Século IV a.C.
  6. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  7. BÍBLIA SAGRADA. João 8:36 (“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” ).

“Que a Maçonaria continue a ser a luz que guia os passos dos homens rumo à liberdade verdadeira, libertando-os das correntes visíveis e invisíveis que os aprisionam.”

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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