Desde quando li e iniciei a pesquisa sobre a obra que moldou a imaginação ocidental, poucas partes da Divina Comédia me tocaram tão profundamente quanto o Purgatório.
Ao contrário do Inferno – o poema do desespero – e do Paraíso – o da contemplação –, o Purgatório revelou-se como o reino da esperança: o espaço onde a alma, reconhecendo os seus erros, pode ainda transformar-se através do trabalho interior. Cada passo na subida do Monte Purgatório é uma vitória sobre o pecado, e cada canto, uma lição sobre a possibilidade da redenção – uma lição que nos ensina que o arrependimento não é um ponto de chegada, mas um caminho.
A investigação sobre esta obra-prima de Dante Alighieri permitiu-me compreender que a verdadeira liberdade consiste em escolher, a cada instante, o bem que já conhecemos. Os sete terraços do Purgatório, onde a alma é guiada pela razão e purificada pelo amor, não são apenas uma construção poética, mas uma alegoria viva da jornada humana em direção à plenitude – um percurso que ecoa, em muitos aspectos, a própria caminhada iniciática que a Maçonaria propõe aos seus obreiros.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que atravessou os cantos da Divina Comédia e as interpretações dos seus mais lúcidos comentadores, convida o autor e o leitor a ascenderem connosco os sete terraços do Purgatório, onde a alma se prepara para a visão final da Luz.
Pois, na subida da montanha, descobrimos que o verdadeiro purgatório não é um lugar, mas um estado – e que cada um de nós, reconhecendo as suas próprias arestas, pode ainda polir a pedra que o habita.
É este o reino que nos ensina que o arrependimento não é um ponto de chegada, mas um caminho — e que a verdadeira liberdade consiste em escolher, a cada instante, o bem que já conhecemos. Neste artigo, convido o leitor a ascender conosco os sete terraços do Purgatório, onde a alma, guiada pela razão e purificada pelo amor, se prepara para a visão final da Luz.
Pois, “o amor que move o sol e as outras estrelas”.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).