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Espaço e Tempo na Maçonaria: Fundamentos Cósmicos e Iniciáticos

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Espaço e Tempo na Maçonaria: Fundamentos Cósmicos e Iniciáticos

Resumo Preliminar

O texto base apresenta espaço e tempo como pilares fundamentais da manifestação cósmica, analisando-os através da lente maçônica como:
Colunas simbólicas do Templo Cósmico
✔ Fundamentos da experiência fenomênica
✔ Aspectos complementares de uma unidade transcendente
✔ Elementos a serem superados na jornada iniciática

Este artigo explora as raízes históricas deste conceito, suas interpretações filosóficas e sua aplicação no simbolismo e prática maçônica.

No que diz respeito ao domínio do manifestado, o Macrocosmo, as mesmas duas colunas podem considerar-se como símbolos do espaço e do tempo, ou seja, das duas realidades fundamentais nas quais parece ter sido fundamentado e baseado o Universo que conhecemos.

Espaço e Tempo, da mesma que Energia e Matéria, são as realidades finais que a ciência positiva admite como condições indispensáveis de toda existência física, fazendo abstração das quais nada do que existe e é objetivamente percebido, poderá ser concebido. Ainda que na teoria einsteiniana se unifiquem (fazendo do tempo uma quarta dimensão do espaço) e se trate de pôr em evidência sua relatividade, seguem constituindo os alicerces inalteráveis, o marco primordial e o pressuposto relativamente invariável de nosso Templo Cósmico.

Como a dualidade não é, em verdade, nada mais do que a soma dos dois aspectos complementares de um Princípio Único, ao qual revelam objetivamente, e do qual expressam respectivamente a Imanência e a Transição, o Espaço é, pois, no fundo, um só aspecto relativo do Ser, que tudo contém e compreende, pelo fato de que tudo é , e o Tempo é outro aspecto dessa Suprema Realidade considerada como o dinâmico manancial do Grande Fluxo Cósmico.

Se quisermos considerar o Tempo e o Espaço como um só elemento conservador, por assim dizer, de toda manifestação objetiva, teremos no Tempo-Espaço uma das duas colunas da Dualidade básica do Templo da Natureza, sendo a integral Energia-Matéria a outra coluna ou elemento que constitui a soma de todas as forças ou aparências que agem, se assentam ou se estabelecem dentro do primeiro elemento.

De qualquer forma, considerando o universo e seus elementos formadores, não nos será possível evitar um conceito fundamentalmente dual desses primeiros elementos. Podemos reduzir o Templo ao Espaço, considerando-o como um aspecto deste, e a Matéria à Energia (ou reciprocamente), mas, se quisermos chegar à unidade, temos de transcendê-los a ambos, e nenhum outro elemento poderá constituir a síntese suprema fora do próprio Ser que tudo é, e constitui a Unidade de Tudo.

Uma vez que o aspecto dual do Universo e do Primeiro Princípio que o origina encontra-se com as duas colunas no Ocidente e à entrada do Místico Templo da verdadeira Ciência, é natural que este aspecto deva ser superado. Realmente, no Oriente, as duas colunas (representadas pelo Sol e a Lua) unificam-se no Delta, do qual falaremos mais adiante, assim como o enxofre e o sal sintetizam-se no mercúrio, que reintegra na consciência do homem a Unidade da Vida, dividida na manifestação.

 

1. Pesquisa Histórica sobre Espaço e Tempo

A. Origens Antigas

  • Egito: O deus Thoth como senhor do tempo e espaço (Fonte: “O Templo do Homem” – Schwaller de Lubicz)

  • Platão: O Timeu como receptáculo (χώρα) e a eternidade versus tempo (*Fonte: “Timeu”, 37d-38b*)

  • Cabala Medieval: O Ein Sof (Infinito) além de espaço e tempo (Fonte: “O Zohar” – trad. Gershom Scholem)

B. Evolução na Tradição Ocidental

PeríodoContribuiçãoFonte
Alquimia RenascentistaSolve et Coagula como transcensão do espaço-tempo“A Aurora dos Filósofos” – Paracelso
NewtonEspaço e tempo absolutos“Princípios Matemáticos” (1687)
EinsteinRelatividade do espaço-tempo“Sobre a Eletrodinâmica” (1905)
Maçonaria ModernaAs colunas como símbolos espaço-temporais“Morals and Dogma” – Albert Pike

2. Espaço e Tempo no Simbolismo Maçônico

Três Níveis de Interpretação

  1. Cosmológico:

    • As colunas J e B representando os eixos espaço-temporais (“Dicionário Maçônico” – Nicola Aslan)

  2. Iniciático:

    • A Loja como microcosmo transcendente (“O Aprendiz e Seus Mistérios” – Rizzardo da Camino)

  3. Psicológico:

    • Superação da percepção linear (“Psicologia e Alquimia” – Carl Jung citado por Manly P. Hall)

Símbolos Relacionados

3. Opiniões Contrárias e Debates

A. Materialismo Científico

  • Posição: Espaço e tempo como realidades físicas absolutas (Fonte: Posições newtonianas clássicas)

  • Resposta Maçônica: “O tempo maçônico é qualitativo, não quantitativo” (José Castellani)

B. Idealismo Radical

  • Argumento: Espaço e tempo como ilusões mentais (Fonte: “Crítica da Razão Pura” – Kant)

  • Contraponto Maçônico: Realidades relativas mas pedagogicamente necessárias (Joaquim Gervásio)

4. Doutrina Mais Aceita

Quatro Princípios Fundamentais

  1. Complementaridade:

    • “Espaço e tempo são as duas faces da manifestação” (Albert Pike)

  2. Relatividade Iniciática:

  3. Transcendência:

  4. Unidade Subjacente:

    • “No GADU, espaço e tempo se reconciliam” (Manly P. Hall)

5. Espaço e Tempo na Prática Maçônica

Aplicações Ritualísticas

Exercícios Simbólicos

  1. Meditação nas Colunas: Consciência espaço-temporal

  2. Caminhada Ritualística: Percepção do tempo qualitativo

  3. Traçado de Planos: Integração das dimensões

Conclusão: Além das Colunas Cósmicas

Como expresso por Hermes Trismegisto:

“O que está em cima é como o que está embaixo, no eterno agora.”

Na Maçonaria, verdadeira liberdade consiste, nas palavras de Albert Pike:

“Em habitar o espaço sem estar limitado por ele, e usar o tempo sem ser escravo dele.”

Autor: Ivair Ximenes Lopes

Fontes e Referências

  1. PIKE, AlbertMorals and Dogma (1871)

  2. ASLAN, NicolaDicionário Maçônico

  3. CAMINO, Rizzardo daO Aprendiz e Seus Mistérios

  4. HALL, Manly P. The Secret Teachings of All Ages

  5. PLATÃOTimeu (tradução comentada)

  6. CASTELLANI, JoséO Simbolismo do Espaço na Loja

Publicado no Blog MSMACOM – Estudos Cosmológico

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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