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O Ângulo na Simbologia Maçônica: Da Dualidade à Unidade Primordial

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O Ângulo na Simbologia Maçônica: Da Dualidade à Unidade Primordial

Resumo Preliminar

O texto base apresenta o ângulo como símbolo maçônico fundamental, representando:
✔ A emanação da dualidade a partir da unidade primordial
✔ O movimento entre Oriente (essência) e Ocidente (forma)
✔ O processo iniciático de retorno à origem
✔ A relação entre geometria sagrada e cosmologia iniciática

Este artigo explora as raízes históricas deste simbolismo, suas interpretações filosóficas e sua aplicação prática no ritual maçônico.

O ângulo, no qual duas linhas diferentes partem de um único ponto originário, divergindo ao prolongar-se à medida em que se afastam de sua origem, representa outra imagem característica da dualidade, proveniente de uma unidade preantinômica e imanente, na qual está sua origem e sua raiz.

O ponto central no qual se unem e do qual partem as duas linhas divergentes, corresponde ao Oriente, o Mundo da Realidade, no qual tudo permanece no estado da Unidade Indiferenciada e Indivisível. A parte oposta corresponde ao Ocidente, o domínio da realidade sensível, na qual a própria Realidade Transcendente aparece dividida ou separada nos dois princípios simbolizados pelas duas colunas.

Enquanto a manifestação emana constantemente do Oriente ao Ocidente, ou seja, do domínio da Realidade ao da aparência, da Essência à Substância, do Ser à forma e do Espírito à matéria, o conhecimento ou progresso iniciático, representado pela Luz Maçônica, caminha em sentido contrário, do Ocidente ao Oriente ou seja, desde os extremos do ângulo em direção à sua origem. (Perceba-se aqui, o estreito parentesco existente entre as palavras oriente e origem, ambas derivadas do verbo latino orior, “surgir, emanar, levantar-se”)

1. Pesquisa Histórica sobre o Símbolo do Ângulo

A. Origens Antigas

  • Egito: O ângulo reto como símbolo de Ma’at (justiça cósmica) nos relevos templários (Fonte: “O Templo do Homem” – Schwaller de Lubicz)

  • Pitágoras: O ângulo de 90° como base da geometria sagrada (Fonte: “Os Versos Dourados” – comentados por Fabre d’Olivet)

  • Platão: O ângulo agudo como símbolo da alma ascendente (*Fonte: “Timeu”, 53c-55c*)

B. Desenvolvimento na Tradição Ocidental

PeríodoContribuiçãoFonte
Idade MédiaUso do esquadro nas guildas de construtores“A Catedral Secreta” – Jean Robin
Século XVIIIIncorporação nos rituais especulativos“Instruções aos Aprendizes” – Prichard
Século XIXProfundamento filosófico por Pike e outros“Morals and Dogma” – Albert Pike

2. O Ângulo no Simbolismo Maçônico

Três Níveis de Interpretação

  1. Cosmológico:

    • As duas linhas representando os eixos Oriente-Ocidente (“Dicionário Maçônico” – Nicola Aslan)

  2. Iniciático:

    • O vértice como ponto de partida e retorno (“O Aprendiz e Seus Mistérios” – Rizzardo da Camino)

  3. Psicológico:

    • Abertura progressiva da consciência (“Psicologia dos Símbolos” – Carl Jung citado por Manly P. Hall)

Símbolos Relacionados

3. Opiniões Contrárias e Debates

A. Racionalismo Estrito

  • Posição: Geometria como mera matemática sem significado transcendente (Fonte: Posições positivistas)

  • Resposta Maçônica: “A geometria é a linguagem do Criador” (José Castellani)

B. Interpretações Literalistas

  • Argumento: Símbolos como convenções sem profundidade (Fonte: Críticas anti-esotéricas)

  • Contraponto Maçônico: “O ângulo fala à alma antes que à razão” (Joaquim Gervásio)

4. Doutrina Mais Aceita

Quatro Princípios Fundamentais

  1. Unidade Originária:

  2. Processo Dual:

  3. Caminho Iniciático:

  4. Síntese Final:

    • “No vértice está a chave” (Manly P. Hall)

5. O Ângulo na Prática Maçônica

Aplicações Ritualísticas

  • Grau de Aprendiz: Reconhecimento da dualidade

  • Grau de Companheiro: Trabalho com o esquadro

  • Grau de Mestre: Retorno à unidade

Exercícios Simbólicos

  1. Meditação no Vértice: Consciência da origem

  2. Traçado de Ângulos: Compreensão das relações

  3. Caminhada Ritualística: Experiência da divergência e convergência

Conclusão: Geometria do Espírito

Como expresso por Platão no Timeu:

“Deus geometriza eternamente.”

Na Maçonaria, verdadeiro conhecimento consiste, nas palavras de Albert Pike:

“Em reconhecer no ângulo aberto do Compasso o caminho de retorno ao ponto primordial.”

Autor: Ivair Ximenes Lopes

Fontes e Referências

  1. PIKE, AlbertMorals and Dogma (1871)

  2. ASLAN, NicolaDicionário Maçônico

  3. CAMINO, Rizzardo daO Aprendiz e Seus Mistérios

  4. HALL, Manly P. The Secret Teachings of All Ages

  5. PLATÃOTimeu (tradução comentada)

  6. CASTELLANI, JoséO Esquadro e o Compasso

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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