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O Aprendiz Maçom 28 – Cadeia de União

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O Aprendiz Maçom 28 – Cadeia de União– CAPÍTULO 28

Livro do Aprendiz Maçom – Oswald Wirth
Autor da pesquisa e análise: Ivair Ximenes Lopes

1. Tema central do capítulo

O Capítulo 28 trata da formação da Cadeia de União, um dos rituais mais significativos da Loja.

Esse gesto representa:

  • comunhão espiritual,

  • igualdade fraterna,

  • força coletiva.

A cadeia é símbolo de continuidade e ligação universal entre os Maçons.


2. Gesto Ritual

A Cadeia de União se forma quando todos os irmãos:

  • levantam-se,

  • dão as mãos,

  • cruzam os braços,

  • formando um círculo perfeito.

Cada elo corresponde a um coração.

A união não é abstrata:
ela se realiza no corpo.

O círculo simboliza:

Não há primeiro nem último.


3. Significado Espiritual

A Cadeia expressa união espiritual.

Os irmãos sentem:

  • a mesma luz,

  • o mesmo ideal,

  • a mesma responsabilidade.

O círculo é imagem do Universo:

todos os seres são solidários.

Wirth sublinha que a Cadeia evoca a harmonia cósmica.

O iniciado deixa o individualismo e participa do todo.


4. A Igualdade é Visível

Na Cadeia, todos são iguais:

  • não há superior nem inferior,

  • não há ricos e pobres,

  • não há distinções profanas.

A fraternidade torna-se visível.

O gesto diz:

cada um é necessário,
ninguém é dispensável.

Se um faltar, a Cadeia se quebra.


5. A Força da Unidade

A mão isolada é fraca.
A mão unida é forte.

A Cadeia ensina:

  • juntos, suportamos mais,

  • juntos, realizamos mais,

  • juntos, servimos melhor.

A força nasce da união,
não da dominação.

A união fraterna é poder espiritual.


6. Circulação de Energia

Forma-se uma corrente:

  • do coração ao coração,

  • pelo toque das mãos,

  • pelo cruzamento dos braços.

O círculo cria atmosfera:

  • de paz,

  • de recolhimento,

  • de comunhão.

Wirth observa que a Cadeia é oração silenciosa.

Ela invoca a harmonia.


7. Ausência e Saudade

Quando um irmão está ausente, a cadeia recorda:

um elo que falta.

No círculo, os ausentes são lembrados
com fidelidade e estima.

Os irmãos falecidos também são evocados,
pois a Cadeia ultrapassa o tempo.

A fraternidade é mais forte que a morte.


8. Universalidade da Cadeia

A Cadeia une:

  • os presentes,

  • os ausentes,

  • os passados,

  • os futuros.

Ela liga todas as Lojas.

Por isso, Wirth afirma:

a Cadeia de União é símbolo da Maçonaria universal.

Cada Loja é elo em rede invisível que circunda o mundo.


9. Condição Moral

Não basta dar as mãos.

A cadeia exige:

Se há rancor, a cadeia enfraquece.

A fraternidade é condição da eficácia espiritual.

Formar a cadeia sem fraternidade é gesto vazio.


10. A Cadeia e o Trabalho

Depois da cadeia, o trabalho recomeça com:

O círculo se desfaz,
mas a união permanece.

A Loja se torna instrumento de serviço moral.


11. Conclusão do Capítulo

O Capítulo 28 ensina:

  • a Cadeia de União é símbolo da fraternidade universal,

  • todos os irmãos são iguais no círculo,

  • cada elo é essencial,

  • a união fortalece e purifica,

  • os ausentes e falecidos são lembrados.

A cadeia é gesto ritual que expressa:

estamos unidos pelo ideal e pelo dever.

A fraternidade se faz concreta,
não por palavras, mas por união de mãos e corações.


12. Referência

WIRTH, Oswald. O Aprendiz Maçom.
Pesquisa, análise e redação: Ivair Ximenes Lopes

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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