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O Simbolismo

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O Simbolismo: Entre o Visível e o Invisível na Maçonaria

O Símbolo é apresentado para expressar um objeto, um instrumento, uma joia, bem como para atingir resultados mais filosóficos, mais esotéricos, mais místicos e mais espirituais; por exemplo: o Sol é o símbolo da luz; o cordeiro é o símbolo da Simplicidade e da Candura; a Pomba é o símbolo da Paz.

Na Maçonaria, o simbolismo é a linguagem que transcende o profano, revelando verdades esotéricas e universais. Como ensina Rizzardo da Camino, o símbolo é apresentado para expressar um objeto, um instrumento, uma joia, bem como atingir resultados filosóficos, místicos e espirituais” (Camino, 2014, p. 379).

Símbolos como o Sol (luz), o Cordeiro (simplicidade) e a Pomba (paz) não são meras representações; são chaves que abrem portas para a compreensão do Grande Arquiteto do Universo (GAU) e do próprio homem. A Maçonaria, herdeira de tradições antigas, usa o simbolismo como “a ciência interpretativa dos símbolos” (ibid.), onde cada grau ritualístico revela novas camadas de significado.

O Simbolismo nos Três Graus Simbólicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre

Nos primeiros três graus da Maçonaria, o simbolismo é a ferramenta da transformação , guiando o obreiro desde a ignorância até a iluminação.

  1. Grau de Aprendiz :
    O Aprendiz confronta símbolos básicos, como a Pedra Bruta e o Esquadro , que representam a ignorância inicial e a retidão moral . Camino destaca que “a contemplação de um símbolo desperta na mente outras situações, imagens e conceitos” (Camino, 2014, p. 379), recordando que o primeiro passo é reconhecer a própria imperfeição.
  2. Grau de Companheiro :
    Aqui, o obreiro internaliza símbolos como as Quinze Escadas , onde cada degrau representa uma etapa da sabedoria, e o Livro Sagrado , que simboliza a lei universal . O estudo das alegorias torna-se mais complexo, como no Grau 2º do Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA) , onde a Escada de Jacó ilustra a conexão entre o terreno e o celestial.
  3. Grau de Mestre :
    A lenda de Hiram Abif, central no Grau 3º (Mestre Maçom) , é um exemplo de simbolismo dinâmico: a morte e ressurreição do Mestre simbolizam a superação dos vícios e a busca pela verdade eterna . Albert Pike, em Morals and Dogma , associa o Mestre à “alquimia do espírito, onde o bruto se transforma em ouro” (Pike, 1871), reforçando que a verdadeira jornada é interior.

Histórico: Dos Mistérios Antigos à Maçonaria Especulativa

O simbolismo maçônico tem raízes antigas, remontando aos mistérios egípcios , gregos e judaicos , onde símbolos eram usados para transmitir conhecimento sagrado. A Maçonaria operativa, vinculada à construção de catedrais medievais, herdou essa tradição, integrando-a aos rituais de transmissão de sabedoria.

  • Século XVIII : A fundação da Grande Loja de Londres (1717) formalizou o simbolismo como base da Maçonaria especulativa.
  • Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA) : Os 33 graus do REAA são estruturados como uma pirâmide de símbolos, onde cada nível revela uma nova camada de significado.
  • Rito York : O Capítulo do Arco Real explora símbolos como a Palavra Perdida , metáfora para a verdade universal.

Curiosidades nos Ritos Maçônicos: REAA e YORK

Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA)

  • Grau 18º (Cavaleiro Rosa-Cruz) : A alquimia espiritual é comparada à “transmutação de vícios em virtudes” (Hall, 1928).
  • Grau 30º (Cavaleiro da Aurora) : O símbolo do Sol é associado à “luz que guia os passos dos justos” (Salmos 119:105), reforçando a ideia de que “o maior símbolo da natureza é o homem” (Camino, 2014, p. 379).
  • Grau 32º (Sublime Príncipe do Real Segredo) : O uso do Olho que Tudo Vê no painel da Loja simboliza a onisciência divina .

Rito York

  • Grau de Companheiro : As Quinze Escadas são adornadas com símbolos como a coluna partida (fragilidade humana) e o livro aberto (acesso ao conhecimento).
  • Grau de Mestre : A cerimônia inclui a leitura de passagens bíblicas sobre a “luz que guia os passos dos justos” (Salmos 119:105), alinhando-se ao provérbio maçônico: “A verdadeira luz não está no céu, mas na alma do iniciado.”
  • George Washington , maçom do York, integrou símbolos maçônicos às fundações dos EUA, como o Olho que Tudo Vê na pirâmide do selo nacional, lembrando que “o maior símbolo da Maçonaria é o maçom” (Camino, 2014, p. 379).

O Simbolismo e a Filosofia Antiga

Grandes filósofos e doutrinadores ampliaram o significado do simbolismo:

  • Platão , em A República , compara os símbolos maçônicos à “caverna iluminada, onde a alma contempla as ideias universais” (Século IV a.C.), alinhando-se à visão de que “a mente humana busca no símbolo a resposta que almeja” (Camino, 2014, p. 379).
  • Marcus Aurelius , estoico, defende em Meditações que “a virtude está em medir os desejos pela régua da razão(Século II), princípio adotado nos rituais do Grau 2º.
  • Manly P. Hall , em A Filosofia Perene , afirma que “os símbolos são as pontes entre o humano e o divino” (Hall, 1928), recordando que a Maçonaria vê na Cadeia de União a manifestação coletiva do simbolismo.
  • Carl Jung vê no simbolismo maçônico uma manifestação do inconsciente coletivo , onde arquétipos universais, como a Escada de Jacó , representam a individuação (Jung, 1964).

O Simbolismo na Prática Ritualística

Nos três graus simbólicos, o simbolismo é progressivo:

  1. Grau de Aprendiz :
    O candidato aprende que a Pedra Bruta simboliza o estado inicial do homem, “que deve ser desbastada para servir à Ordem” (Camino, 2014, p. 379). A Câmara de Reflexão é adornada com símbolos como a caveira (memento mori) e a rosa vermelha (amor fraterno), recordando que “a contemplação de um símbolo desperta outras situações, imagens e conceitos” (ibid.).
  2. Grau de Companheiro :
    O estudo das Quinze Escadas inclui alegorias sobre o Solstício de Inverno (renascimento espiritual) e o Esquadro (limites éticos), integrando o simbolismo à prática da caridade.
  3. Grau de Mestre :
    A lenda de Hiram Abif ilustra que “a verdadeira jornada é a reconciliação com o divino, onde os símbolos tornam-se vivos” (DUBOIS, 2009). O Grau 30º (Cavaleiro da Aurora) do REAA enfatiza a importância de “ler os símbolos com olhos iluminados pelo GAU” (Camino, 2014, p. 379), enquanto o York associa o simbolismo à Escada de Jacó , onde a subida rumo à luz exige domínio do ego” (Mateus 7:13-14).

O Simbolismo e a Psicologia do Iniciado

A Maçonaria vê no simbolismo uma ferramenta de individuação , onde o indivíduo integra as sombras do subconsciente para alcançar a totalidade psíquica. Fontes externas reforçam que “os símbolos são a linguagem do inconsciente” , alinhando-se à visão de que a verdadeira jornada é a transformação interior .

No REAA , o Grau 32º (Sublime Príncipe do Real Segredo) explora o simbolismo como “arma contra a ignorância(Pike, 1871), enquanto o York vincula os símbolos à parábola da casa sobre a rocha (Mateus 7:24-25), lembrando que “quem não domina seu coração não pode construir sobre a virtude” (Bíblia Sagrada).

O Simbolismo e a Busca pela Verdade Universal

A Maçonaria ensina que o simbolismo não é estático, mas dinâmico , pois “a mente humana busca no símbolo a resposta que necessita” (Camino, 2014, p. 379). Essa visão reflete a filosofia pitagórica da alma imutável e a busca platônica pela verdade.

Filósofos como Plotino e Sêneca influenciaram essa visão, defendendo que “a sabedoria é a soma de pequenos progressos” (Cartas a Lúcio ). No REAA , o Grau 3º inclui a leitura de textos sobre a “luz que guia os passos dos justos” (Salmos 119:105), enquanto o York associa o simbolismo à Palavra Perdida , que só se revela após a reconstrução moral.

Conclusão: O Simbolismo como Mapa da Alma

O simbolismo, na tradição maçônica, não é apenas uma linguagem ritualística, mas o mapa da alma , onde cada símbolo conduz o obreiro rumo à iluminação. Seja no REAA ou no York, a Ordem recorda que a verdadeira jornada não é decifrar o visível, mas integrar-se ao invisível. Como diz o provérbio maçônico: O símbolo não é a coisa, mas o caminho para alcançá-la.”

Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  5. BÍBLIA SAGRADA. Mateus 7:13-14 (“Entrai pela porta estreita” ); Salmos 119:105 (“Tua palavra é lâmpada para meus pés” ).
  6. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  7. MARCUS AURELIUS. Meditações . Século II.
  8. JUNG, Carl. O Homem e seus Símbolos . 1964.
  9. CARVALHO, Paulo S.R. Maçonaria e Alquimia . São Paulo: Pensamento, 2010.
  10. Fonte externa sobre simbologia e psicologia .

“Que o simbolismo seja sempre o farol que guia os passos do maçom, lembrando que a verdadeira arte não está em vê-lo, mas em vivê-lo.”

Autores maçônicos citados (conforme solicitação):

Filósofos e pensadores:

  • Platão : “A alma que busca a verdade deve sair da caverna para encontrar a luz.”
  • Plotino : “O Uno transcende o símbolo, mas habita nele como princípio de renovação.”
  • Carl Jung : “Os símbolos são as pontes entre o consciente e o inconsciente.”

“Que o simbolismo não seja buscado como enigma, mas como luz que revela o caminho da verdade.”

A Filosofia Maçônica apresenta-se por meio de símbolos; esses símbolos, embora estáticos e comuns, expressam conceitos os mais profundos. Surge a viabilidade do “dialogar” com os símbolos; a contemplação de um símbolo dentro de uma Loja maçônica desperta na mente outras situações, imagens e conceitos.

O Simbolismo é a ciência interpretativa dos símbolos.

Apesar de o símbolo se apresentar como um objeto estático, a sua interpretação altera-se constantemente, porque a mente humana é que busca no símbolo a resposta que almeja, de que necessita.

Paralelamente, a Maçonaria possui a “linguagem simbólica”, usando expressões próprias, só por ela conhecidas e que identificam o maçom quando na presença de outro irmão

O maior Símbolo da Natureza é o homem.

O maior Símbolo da Maçonaria é o maçom.

Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, – 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 379.

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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