Home / História / Sociedade / Grande Loja de Nova York

Grande Loja de Nova York

A Grande Loja de Nova York

A Grande Loja de Nova York

Quando penso na Maçonaria americana, minha mente sempre se voltou para a Virgínia de George Washington e para a Pensilvânia de Benjamin Franklin – estados que, por sua associação com os Pais Fundadores, pareciam concentrar em si toda a essência da Ordem no Novo Mundo.

Foi por isso que, ao iniciar esta pesquisa sobre a Grande Loja de Nova York, confesso que esperava encontrar uma história periférica, uma obediência que, embora respeitável, não rivalizasse com o prestígio das lojas do Sul. Mas a verdade, quando comecei a desvendar os arquivos e as atas daquela instituição, revelou-se muito mais surpreendente: a Maçonaria em Nova York não era uma nota de rodapé na história americana – era, na verdade, um dos seus capítulos mais decisivos, entrelaçado com o próprio nascimento da nação de uma forma que eu jamais havia imaginado.

Ao mergulhar nas origens coloniais da Maçonaria em Nova York, deparei-me com um cenário de diversidade institucional que refletia a própria complexidade da cidade: lojas operando sob as jurisdições provinciais das Grandes Lojas da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda, cada uma trazendo consigo as suas tradições, os seus rituais e as suas lealdades particulares.

Foi apenas após o fim das hostilidades da Revolução Americana, em 1781, que estas lojas dispersas encontraram um caminho para a unidade, com o estabelecimento da Grande Loja de Nova York sob o chamado "Atholl Warrant" – um documento que, para mim, simboliza a transição de uma Maçonaria colonial, dependente das potências europeias, para uma Maçonaria verdadeiramente americana, capaz de se governar a si mesma.

E, neste processo, uma figura emergiu como central: o Chanceler Robert R. Livingston, que em 1784 foi instalado como Grão-Mestre e que, durante os dezessete anos seguintes, moldaria a identidade da obediência com uma visão que ia muito além dos assuntos estritamente maçônicos.

O que mais me fascinou ao longo desta investigação foi descobrir que foi precisamente este Grão-Mestre, Robert R. Livingston, quem, em 1789, teve a honra de administrar o juramento de posse ao Presidente George Washington na primeira posse presidencial da história dos Estados Unidos, realizada no Federal Hall, na cidade de Nova York. Percebi, então, que a Grande Loja de Nova York não estava apenas presente no nascimento da nação – ela estava no seu centro simbólico, ligando os ideais maçônicos de liberdade, igualdade e fraternidade ao próprio ato fundador da República.

Neste artigo, compartilho os frutos dessa minha imersão na história de uma obediência que, da sombra da Revolução Americana, emergiu como uma das mais influentes da Maçonaria mundial.

Convido o leitor a acompanhar-me nessa jornada, pois compreender a Grande Loja de Nova York é compreender como os rituais, as cartas constitutivas e a visão de homens como Livingston transformaram uma cidade colonial no palco onde a América moderna começou a ser escrita – e onde a Maçonaria, de testemunha silenciosa, se tornou protagonista da história.

Designer (4)

Usuário não autorizado!  O acesso integral à esta página e aos demais artigos do MS MAÇOM é reservado a membros devidamente identificados. Solicitamos que realize o login para proceder. Privacidade e discrição são pilares de nossa comunidade, e seu cumprimento é essencial

"A Maçonaria é a construção de templos interiores e a melhoria da sociedade humana. - James Anderson"           

Nos siga nas redes sociais: 

MS MAÇOMMSMaçomMSMaçom MSMaçom  
Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

Deixe uma resposta

A Maçonaria Regular

3
4
1
2

 

A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


Nossas TAGs

Assine a Newsletter

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Junte-se a 9.579 outros assinantes

Desclpa! Você não pode copiar conteúdo desta página.

Descubra mais sobre MS MAÇOM

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo