A humanidade acumulou um extraordinário conhecimento científico, tecnológico e material.
A ciência permitiu compreender a natureza, combater doenças, ampliar a expectativa de vida, transformar as comunicações e modificar profundamente as relações sociais.
Entretanto, conhecer como as coisas funcionam não significa, por si só, saber como devemos utilizá-las, nem determina quais finalidades são moralmente desejáveis.
É nesse espaço que aparecem a ética, a consciência e as virtudes. Amor, fé, verdade, temperança, coragem, prudência e justiça pertencem a uma dimensão diferente daquela da simples comprovação experimental: dizem respeito à formação do caráter, às escolhas, à responsabilidade e à maneira como o ser humano se relaciona com o outro.
A tradição filosófica, desde Aristóteles, compreende a vida virtuosa como elemento fundamental para o florescimento humano; a tradição cristã sistematizou as virtudes cardeais e teologais; e a Maçonaria incorporou ao seu ensinamento simbólico a fraternidade, a verdade, a beneficência e as virtudes cardeais.
A questão, portanto, não é colocar virtude contra ciência, mas reconhecer que uma sociedade tecnicamente desenvolvida também precisa de homens capazes de utilizar o conhecimento com prudência, justiça, coragem, temperança e amor.
Sem caráter, o conhecimento pode aumentar o poder humano sem necessariamente aumentar sua sabedoria.
A seguir, trato a afirmação como uma reflexão filosófica e maçônica: a ciência e as regras científicas têm enorme importância para explicar o mundo, mas não substituem, por si sós, os critérios morais pelos quais decidimos como devemos viver e como devemos tratar o próximo.
Essa distinção permite aprofundar o papel das virtudes sem transformar ciência e moral em campos adversários.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).