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Virtudes maçônicas – A Caridade

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Virtudes maçônicas – A Caridade

Caridade é uma virtude que se refere ao amor e à compaixão para com o próximo, especialmente aqueles em situação de necessidade. A palavra tem origem no latim “caritas”, que significa amor, afeição ou benevolência.
No contexto cristão, a caridade é considerada uma das três virtudes teologais, junto com a fé e a esperança, e envolve amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Além disso, a caridade é vista como uma prática social que busca ajudar os necessitados, seja por meio de doações, voluntariado ou ações que visam melhorar a vida de outras pessoas.
A caridade é uma das assim chamadas virtudes teologais[1].

De fato, da junção da caridade com a fé e a esperança exsurgem as ditas virtudes teologais, que são vivificadoras das virtudes humanas.

1ª Coríntios 13:13: “Agora, pois, permanecem a , a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”.

A materialização do amor, mencionado no texto bíblico, ocorre em seu próprio nome (amor) quanto a Deus, a família e os entes queridos.

No que tange aos desconhecidos, chamados “próximos” em diversos textos ditos santos, entretanto, materializa-se o amor com o nome de caridade.

É a caridade a forma pela qual como partes de si próprios, os homens reconhecem seus semelhantes. É a total identificação dos distintos, a quebra dos paradigmas sociais, o abandono dos títulos, comendas, posições e a total entrega das pessoas às suas essências, pelo que se identificam uns com os outros.

A caridade, como ato, pode ser definida como uma ação não motivada por força física, intenção de autopromoção ou obrigação legal, dirigida à ajuda de qualquer tipo a uma ou mais pessoas em situação de risco ou de inferioridade financeira ou social.

De forma inquestionável a caridade se manifesta no que concerne aos apoios que os pouco ou muito mais favorecidos prestam aos desamparados como órfãos e pobres. Este apoio ressalte-se, é obrigatório aos maçons, que o praticam em todas as sessões de que participam.

No entanto, também em relação a nós próprios pode atuar a caridade, sob outro enfoque e sem que percebamos. 2

A [2] não pode ser considerada um ato de caridade relacionado às nossas crenças e, portanto, ao nosso bem estar psicológico e emocional?

Neste diapasão, também não seria a esperança[3] um ato de caridade pessoal? Não é ela uma válvula de escape psicológica e emocional para a improbabilidade da ocorrência do que desejamos?

Contudo, se existe esta vertente na avaliação das demais virtudes teologais, o que explicaria o texto bíblico afirmar que o “amor” (caridade) seria a maior delas, outra visão mais nobre também pode ser apresentada.

Falamos da capacidade de entrega, de sublimação e doação de alguns seres humanos. Para estes homens e mulheres, que consideramos mais evoluídos, a não é um “remendo” e a esperança não se resume a um “escape”.

Diversamente, a é para eles o reconhecimento daquilo que, embora não possa ser visto ou sentido pelos demais, para eles é absolutamente evidente e palpável. Não se fala aqui na admissão de possibilidade de existência, mas da certeza de existência ou concretização por experiência própria e intransferível.

Quanto à esperança, para estes homens e mulheres, é ela o reconhecimento da possibilidade da alteração de um estado de coisas já estabelecido, pela ação da vontade e aplicação das leis físicas e imateriais.

Como não poderia ser diferente, também em relação à caridade diferenciações existem quando falamos destes homens.

A simples existência humana é um ato da mais pura caridade em relação ao Criador, considerando que apenas por intermédio dos humanos pode a criação ser tocada e vivenciada pelo seu Autor.

De outro lado, inequívoco e evidente que a nossa existência é uma grande caridade de Deus para com sua criação.

Sob qualquer ângulo, considerando que a prática da caridade em qualquer de suas formas depende do reconhecimento consciente ou inconsciente de nossa natureza e origem divinas; e ainda levando em conta que este reconhecimento impõe uma sensível aproximação do divino com o mundano, elevando as vibrações do último, temos para nós que mais do que correta está a frase do grande Chico Xavier: “A caridade é um exercício espiritual… Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma”.

A CARIDADE
(Desconheço a autoria. Recebido por e-mail em 30.11.2011)

Notas:

[1] Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, as virtudes teologais “têm como origem, motivo e objeto imediato o próprio Deus.

São infundidas no homem com a graça santificante, tornam-nos capazes de viver em relação com a Trindade e fundamentam e animam o agir moral do cristão, vivificando as virtudes humanas. Elas são o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano”.

[2] (do Latim fides, fidelidade e do Grego pistia) é a firme opinião de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta ideia ou fonte de transmissão. A acompanha absoluta abstinência à dúvida pelo antagonismo inerente à natureza destes fenômenos psicológicos e lógica conceitual. Ou seja, tendo , é impossível duvidar e ter ao mesmo tempo. A expressão se relaciona semanticamente com os verbos crer, acreditar, confiar e apostar, embora estes três últimos não necessariamente exprimam o sentimento de , posto que podem embutir dúvida parcial como reconhecimento de um possível engano.

[3] Esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. A esperança requer uma certa perseverança — i.e., acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. O sentido de crença deste sentimento o aproxima muito dos significados atribuídos à .

Exemplos de esperanças incluem ter esperança de ficar rico, ter esperança de que alguém se cure de uma doença, ou ter esperança de que uma pessoa tenha sentimentos de amor recíprocos.

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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