Home / História / Povos / A verdade sobre os protocolos dos Sábios do Sião

A verdade sobre os protocolos dos Sábios do Sião

Designer (32)

A verdade sobre os protocolos dos Sábios do Sião

Os Protocolos dos Sábios de Sião é um dos livros antissemitas mais conhecidos no mundo e uma das teorias conspiratórias mais influentes da história. Esta obra apresenta supostas atas de uma reunião secreta de obscuras lideranças judaicas tramando para dominar o mundo. Judeus estariam, por séculos, por trás dos principais processos de transformação social. Controlariam das altas finanças aos movimentos revolucionários (cujos interesses opostos serviriam somente para mascarar a terrível conspiração), exercendo um poder oculto na política, na economia e na cultura, cujo objetivo seria a destruição do mundo cristão, a desagregação da estrutura social tradicional e o estabelecimento de um domínio judaico sobre o planeta.

A falsa conspiração do judaísmo e da maçonaria

Em uma fraternal conversa após um ágape (jantar entre Irmãos), um Irmão comentou sobre o Livro “Os Protocolos dos Sábios do Sião”, perguntando se algum de nós já o havia lido. Ao responder, declarei que não e que não o leria por sabê-lo uma “bobagem” sem fundamento. Sei que os queridos Irmãos compreenderam minha observação de forma não agressiva mas, para não ficarem com a impressão de que meu comentário era do tipo “não li e não gostei”, resolvi escrever esta Peça de Arquitetura.

Ao contrário do que muitos Irmãos e profanos (não maçons) pensam, os Protocolos foram originalmente publicados em 1905 por um russo chamado Sergei A. Nilus. Esta triste obra, que não passava de um apêndice de um livro anterior do mesmo autor, seria por ele reeditado sempre em russo entre 1911 e 1919. Em 1919, um alemão sob o pseudônimo Gottfried zur Beck, patrocinado pela nobreza alemã, traduziu-o, acrescentou vários comentários e notas e publicou somente o apêndice, como um alerta aos príncipes europeus contra a conspiração Sionista que ameaçava os Tronos e as Igrejas Cristãs. Desta versão em alemão foram traduzidas outras para o Inglês, Espanhol, Francês, Português, etc., espalhando-se pelo mundo.

Naquela época a Europa era palco de grande agitação política e religiosa que levou à Primeira Guerra Mundial, a Revolução Bolchevique e a deposição de várias famílias nobres, principalmente na Europa Central, a mais atrasada. Os judeus eram então vistos como uma séria ameaça por seu poder econômico, cultura, idéias que pregavam (Marx, etc.) e pelo fato de não seguirem o Cristianismo.

A Maçonaria, liberal e democrática, pregando a fraternidade entre os homens, assustava aos déspotas e fanáticos religiosos e políticos de todas as correntes. Não poderia haver caldo de cultura melhor para que originalmente Nilus, um agente da polícia secreta do Czar, e mais tarde para todos os interessados em atacar os judeus e a Maçonaria, divulgassem um livro que os atacava e comprometia, assustando a população e os governantes menos informados. Infelizmente, nas décadas de 30 e 40, auge do nazismo e do fascismo, este livreco voltaria a ser reeditado, sendo inclusive utilizado por Hitler na sua tristemente célebre obra Minha Luta.

Estas versões e reedições realimentaram o ódio aos judeus, apresentados como conspiradores contra a sociedade cristã, justificando todas as perseguições e represálias. A Maçonaria também era perseguida por ser apontada como um instrumento de infiltração e dominação do judaísmo.

Curiosamente, os Protocolos originais de Sergei A. Nilus não mencionava a Maçonaria mas sim, vagamente, as Sociedades Secretas. A Maçonaria passou a ser citada ao longo das traduções, adaptações e enxertos na simplória obra do policial russo.
Mas qual a verdadeira origem dos Protocolos ?

O autor, Nilus, afirma ser uma transcrição da reunião secreta realizada pelo Movimento Sionista na Basiléia, Suíça, em 1897. Seu propósito era expor aos judeus ali reunidos um plano para conquista do mundo. Este plano vazou graças ao trabalho de um espião do Czar da Rússia, que com risco da própria vida conseguiu apoderar-se de uma cópia (parece brincadeira mas é esta a estória contada pelo autor).
O irônico é que o Congresso realmente aconteceu, foi público, acompanhado por jornalistas de diversos países, reuniu 204 delegados judeus vindos do mundo inteiro, visando organizar como movimento político o Sionismo, para “assegurar ao povo judeu um lugar na Palestina, garantido pelo Direito Público”. Nada tinha portanto de secreto ou conspiratório, a não ser para quem lutava contra um Estado judeu e contra a Liberdade.

E o mais curioso é que os Protocolos foram desmascarados pelo Times em uma reportagem publicada nos dias 16, 17 e 18 de agosto de 1921, que relatava que seu correspondente em Constantinopla encontrara uma caixa com livros pertencentes a um antigo oficial da polícia política do Czar. Entre eles, um volume escrito em Francês, do qual faltavam as primeiras páginas, que tinha enorme semelhança com os Protocolos. O livro original fora publicado em 1864 pelo advogado parisiense Maurice Joly, intitulado Diálogo nos Infernos entre Maquiavel e Montesquieu, ou A Política de Maquiavel no Século XIX. Trata-se de uma crítica ao governo do Imperador Napoleão III.

O russo Nilus simplesmente transformou o diálogo fictício, mas calcado em irônica crítica às práticas políticas do II Império Francês, em um monólogo no qual as respostas de Maquiavel (na verdade ações praticadas pelo imperador) passam a ser planos para conquista do mundo pelos judeus e maçons. O plágio é tão evidente que começa de forma abrupta no texto da página do livro encontrado pelo Times, na qual faltavam as primeiras folhas, evidência de que o autor copiara precisamente aquele exemplar incompleto, deixando de fora as primeiras páginas.

Muito mais poderia ser escrito, inclusive reproduzindo trechos dos dois livros comparando-os e provando que os Protocolos são uma cópia mal feita de uma obra escrita para criticar as falhas de um governo autoritário e que foi utilizada para acirrar o ódio contra o povo judeu e, por extensão, contra a Maçonaria identificada como inimiga pelos tiranos e fanáticos.

Creio no entanto, ter atingido meu objetivo de esclarecer os fatos e recolocar os Irmãos no caminho da Verdade. Para aqueles que quiserem buscar mais informações, recomendo consultarem a bibliografia que utilizei neste texto e que justifica minha afirmação inicial de que os Protocolos são uma bobagem, porém perigosa pela divulgação e repercussão que ainda hoje alcançam.

Nossa Ordem já foi acusada de ter sido criada pela Igreja Católica, pelos Jesuítas, pelos Judeus, etc. Um dos motivos é a nítida inspiração no Antigo Testamento: O Templo de Salomão, a Lenda de Hiram, as Palavras e Sinais, etc. Todas estas passagens foram agregadas no Século 18, para embelezar e dar mais simbolismo às nossas cerimônias e rituais. Assim, são evidências da influência bíblica e não do domínio judeu (ou da Igreja) na Maçonaria.

Vale recordar que nos Séculos 18 e 19 muitas Lojas não admitiam judeus por eles não aceitarem a religião Cristã. Mas, como dizia nosso Irmão Kipling, isto já é outra história…

Irmão RUI JUNG NETO, M.’. M.’.

Integrante da Loja CONCORDIA ET HUMANITAS, N° 56 – Oriente de Porto Alegre – RS

Bibliografia :

Maçonaria X Satanismo – páginas 119 a 175 – Editora Maçônica “A TROLHA”, 1ª edição, 1995.
Autor: Padre Jesuíta José A Ferrer Benimeli – Professor Catedrático de História Contemporânea na Universidade de Zaragoza, Espanha.

O Pe. Benimeli, infelizmente já falecido, foi um grande pesquisador sobre Maçonaria. Em Português encontramos ainda: “Maçonaria X Satanismo II” e “Gafes & Mancadas Maçônicas e Antimaçônicas”, este em conjunto com o também Padre Jesuíta Valério Alberton, um entusiasta defensor da Maçonaria, ambos da Editora A Trolha.

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

Deixe uma resposta

A Maçonaria Regular

3
4
1
2

 

A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


Nossas TAGs

Assine a Newsletter

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Junte-se a 73 outros assinantes

Desclpa! Você não pode copiar conteúdo desta página.

Descubra mais sobre MS MAÇOM

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading