Home / Livre / Pesquisa / João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque: vida, política, Revolução de 1930 e a Maçonaria na Paraíba

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque: vida, política, Revolução de 1930 e a Maçonaria na Paraíba

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque: vida, política, Revolução de 1930 e a Maçonaria na Paraíba

Introdução

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque ocupa lugar singular na história política brasileira da Primeira República.

Advogado, magistrado, ministro do Supremo Tribunal Militar e presidente da Paraíba, tornou-se uma das principais figuras da crise política que conduziu à Revolução de 1930. Sua trajetória esteve ligada à família Pessoa, uma das mais influentes da política paraibana, e particularmente a seu tio Epitácio Pessoa, presidente da República entre 1919 e 1922.

Em 1930, João Pessoa foi escolhido candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Liberal, encabeçada por Getúlio Vargas. Sua derrota eleitoral e, sobretudo, seu assassinato em Recife, em 26 de julho daquele ano, tiveram enorme repercussão política e foram incorporados à narrativa que legitimou o movimento revolucionário de outubro de 1930.

A relação de João Pessoa com a Maçonaria também merece atenção. A Paraíba possuía uma importante estrutura maçônica quando ele governou o estado, com lojas estabelecidas em João Pessoa e no interior. Entretanto, a pesquisa documental disponível não permite afirmar, com a mesma segurança, que o próprio João Pessoa tenha sido iniciado maçom.

É necessário, portanto, distinguir a presença histórica da Maçonaria em seu ambiente político da comprovação individual de sua filiação.

Origem e nascimento

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque nasceu em 24 de janeiro de 1878, na fazenda Prosperidade, município de Umbuzeiro, na Paraíba.

Era filho de Cândido Clementino Cavalcanti de Albuquerque e Maria de Lucena Pessoa.

Sua família materna possuía forte tradição política. Sua mãe era sobrinha de Henrique Pereira de Lucena, o Barão de Lucena, que foi presidente da Província de Pernambuco e ministro durante o governo de Deodoro da Fonseca.

João Pessoa também era sobrinho de Epitácio Pessoa, que posteriormente se tornaria presidente da República, e de Antônio Pessoa, que exerceu importante posição na política paraibana.

O Arquivo Nacional destaca justamente essa origem familiar como um dos elementos que contribuíram para sua inserção posterior na política. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

Primeiros estudos e experiência militar

João Pessoa realizou os primeiros estudos em Umbuzeiro e Guarabira.

Em 1894, retornou à Paraíba e ingressou no Liceu Paraibano. No mesmo período, entrou voluntariamente para o 27º Batalhão de Infantaria.

Interessado pela carreira militar, deslocou-se para o Rio de Janeiro e ingressou na Escola Militar da Praia Vermelha.

Sua passagem pela instituição, entretanto, foi turbulenta.

João Pessoa foi envolvido em episódios de contestação política e acabou desligado da Escola Militar. Posteriormente, foi anistiado e retornou à instituição, mas novamente enfrentou problemas durante os movimentos de contestação dos alunos em 1897.

O episódio demonstra que sua juventude ocorreu em ambiente de intensa instabilidade política e militar, característica dos primeiros anos da República brasileira.

Segundo a documentação biográfica do Superior Tribunal Militar, João Pessoa chegou a ser rebaixado à condição de soldado raso e transferido para Belém, antes de ser posteriormente excluído do Exército. ([Dspace STM][2])

Formação jurídica

Depois de abandonar a carreira militar, João Pessoa aproximou-se do Direito.

Em 1899, foi nomeado amanuense da Faculdade de Direito do Recife e ingressou no curso jurídico.

Concluiu o curso em 1903.

Na Faculdade de Direito do Recife exerceu posteriormente outras funções administrativas e também se dedicou ao magistério e à advocacia.

A formação jurídica seria fundamental para sua carreira posterior na Justiça Militar.

Carreira na Justiça Militar

Em 1909, João Pessoa mudou-se para o Rio de Janeiro.

Foi nomeado representante do Ministério da Fazenda em processos relacionados às obras de melhoramento dos portos brasileiros.

Pouco depois, ingressou na Justiça Militar.

Exerceu sucessivamente funções de auxiliar do auditor-geral da Marinha, auditor interino, auditor-geral e ministro da Junta de Justiça Militar.

Em 1919, chegou ao Supremo Tribunal Militar.

Durante sua carreira judicial participou de processos de grande repercussão, inclusive relacionados à Revolta da Chibata.

O Arquivo Nacional e o Superior Tribunal Militar registram essa trajetória institucional, que transformou João Pessoa em um jurista de destaque antes de seu ingresso definitivo na política. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

A influência de Epitácio Pessoa

A carreira política de João Pessoa esteve profundamente relacionada à influência de seu tio Epitácio Pessoa.

Epitácio havia alcançado a Presidência da República entre 1919 e 1922 e permanecia como uma das figuras mais influentes da política paraibana.

João Pessoa aposentou-se da magistratura para ingressar na política.

Em 1928, candidatou-se à presidência do estado da Paraíba e foi eleito candidato único.

João Pessoa presidente da Paraíba

João Pessoa assumiu o governo paraibano em 1928.

Seu governo promoveu importantes reformas administrativas e fiscais.

Entre as medidas destacadas pela documentação histórica estão o combate à sonegação, a reorganização tributária, o fortalecimento da arrecadação estadual, investimentos na educação pública, estímulo à agricultura e à indústria e realização de obras de infraestrutura.

Também houve investimentos em estradas e no porto de Cabedelo.

Seu governo procurou reduzir a influência das antigas oligarquias municipais sobre a administração e a Justiça.

Essa política provocou forte resistência de grupos econômicos e políticos que estavam acostumados a exercer influência sobre o aparelho estadual. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

A guerra tributária

Um dos principais conflitos do governo João Pessoa foi provocado pela reforma tributária.

O governo paraibano criou mecanismos mais rigorosos de fiscalização e arrecadação.

A medida atingiu interesses econômicos ligados ao comércio do algodão e às relações comerciais com Pernambuco.

A imprensa da época passou a tratar o conflito como “guerra tributária”.

A disputa ultrapassou a questão fiscal e transformou-se em confronto político entre João Pessoa e setores das oligarquias tradicionais.

A Revolta de Princesa

Em 1930, as tensões internas da Paraíba alcançaram novo patamar.

O município de Princesa Isabel, liderado politicamente por José Pereira Lima, rebelou-se contra o governo estadual.

A chamada Revolta de Princesa esteve relacionada às disputas políticas entre grupos locais e ao conflito entre João Pessoa e setores da oligarquia paraibana.

O episódio tornou-se parte importante da crise política que antecedeu a Revolução de 1930.

O Arquivo Nacional registra que o movimento ocorreu em meio às disputas políticas que marcaram a sucessão presidencial daquele ano. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

A sucessão presidencial de 1930

Em 1929, o presidente Washington Luís decidiu apoiar Júlio Prestes, então presidente de São Paulo, para sua sucessão.

A escolha rompeu o acordo político que havia permitido a alternância de influência entre São Paulo e Minas Gerais.

Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba aproximaram-se em oposição ao governo federal.

Foi formada a Aliança Liberal.

Getúlio Vargas, então presidente do Rio Grande do Sul, foi escolhido candidato à Presidência.

João Pessoa, presidente da Paraíba, foi escolhido candidato a vice-presidente.

O Arquivo Nacional confirma que a chapa Vargas–João Pessoa representou a principal candidatura oposicionista às eleições de 1930. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

A Aliança Liberal

A Aliança Liberal reuniu grupos políticos distintos.

Participavam do movimento setores dissidentes das oligarquias estaduais, políticos ligados ao Rio Grande do Sul e Minas Gerais, integrantes das classes médias urbanas e setores militares.

O programa liberal defendia mudanças no sistema político, especialmente o voto secreto e maior transparência eleitoral.

João Pessoa passou a representar a Paraíba dentro dessa articulação nacional.

Sua participação na chapa de Getúlio Vargas transformou sua figura de líder estadual em personagem da política nacional.

A eleição de 1930

As eleições ocorreram em março de 1930.

Júlio Prestes venceu a disputa eleitoral.

A Aliança Liberal não reconheceu o resultado como expressão legítima da vontade popular e setores de seus integrantes passaram a discutir a possibilidade de uma solução armada.

João Pessoa, entretanto, já estava envolvido em outra crise.

O conflito paraibano com João Dantas e os acontecimentos de Recife modificariam radicalmente sua trajetória.

O conflito com João Dantas

João Pessoa mantinha uma disputa política com o advogado e jornalista João Duarte Dantas.

O conflito envolvia questões políticas e pessoais.

A polícia paraibana invadiu o escritório e a residência de João Dantas em busca de armas e documentos.

Correspondências particulares envolvendo João Dantas e Anaíde Beiriz foram posteriormente divulgadas.

O episódio produziu enorme repercussão e aprofundou a hostilidade entre os grupos políticos envolvidos.

A documentação do Arquivo Nacional registra o conflito como um dos elementos do contexto imediatamente anterior ao assassinato de João Pessoa. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

O assassinato de João Pessoa

Em 26 de julho de 1930, João Pessoa estava na Confeitaria Glória, em Recife.

João Dantas aproximou-se e disparou contra o presidente da Paraíba.

João Pessoa morreu naquele momento.

Tinha 52 anos.

O assassinato provocou enorme repercussão política.

Embora o crime estivesse diretamente relacionado às disputas políticas e pessoais entre João Pessoa e João Dantas, sua morte foi rapidamente incorporada à mobilização política da Aliança Liberal.

O acontecimento transformou João Pessoa em símbolo da oposição ao governo de Washington Luís.

O Arquivo Nacional considera seu assassinato um dos elementos que contribuíram para o desencadeamento da Revolução de 1930. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

João Pessoa e a Revolução de 1930

É necessário fazer uma distinção histórica importante.

João Pessoa morreu antes do movimento revolucionário de outubro de 1930.

Portanto, ele não participou militarmente da Revolução de 1930.

Sua morte, contudo, tornou-se um dos principais elementos mobilizadores da oposição.

A Aliança Liberal utilizou politicamente o assassinato, apresentando João Pessoa como mártir.

Em outubro, as forças revolucionárias derrubaram Washington Luís e impediram a posse de Júlio Prestes.

Getúlio Vargas assumiu o Governo Provisório.

João Pessoa, portanto, não foi apenas personagem da crise: sua morte passou a integrar a memória fundadora do novo regime.

A transformação de Parahyba em João Pessoa

Poucos meses depois de sua morte, a capital paraibana recebeu seu nome.

A antiga cidade de Parahyba passou a chamar-se João Pessoa.

A alteração foi uma homenagem ao presidente assassinado e consolidou sua transformação em símbolo político da Revolução de 1930.

A própria Prefeitura de João Pessoa registra que a denominação atual da capital foi adotada em 1930 como homenagem ao político paraibano assassinado naquele ano. ([Prefeitura de João Pessoa][3])

A Maçonaria na Paraíba antes de 1930

A relação entre João Pessoa e a Maçonaria precisa ser compreendida dentro da história maçônica da Paraíba.

A Maçonaria paraibana já possuía uma organização significativa antes de João Pessoa assumir o governo estadual.

A Grande Loja da Paraíba registra que a Loja Regeneração do Norte foi fundada em 16 de outubro de 1898, em Parahyba do Norte, sob jurisdição do Grande Oriente do Brasil.

A loja recebeu a Carta Constitutiva nº 640 em 7 de janeiro de 1899. ([Grande Loja Paraíba][4])

Em 1918 foi fundada a Loja Branca Dias, também em Parahyba do Norte, inicialmente sob jurisdição do Grande Oriente do Brasil.

A documentação histórica da Maçonaria paraibana registra ainda a Loja Sete de Setembro e a Regeneração Campinense.

Portanto, quando João Pessoa assumiu a presidência da Paraíba, existia no estado uma rede maçônica organizada, com lojas em funcionamento e significativa presença na sociedade local. ([Ipatrimônio][5])

A criação da Grande Loja da Paraíba

Outro acontecimento importante ocorreu em 1927.

Em 24 de agosto daquele ano foi fundada a Grande Loja Maçônica da Paraíba, posteriormente denominada Grande Loja do Estado da Paraíba.

A fundação ocorreu em meio ao movimento nacional de criação das Grandes Lojas brasileiras associado à liderança de Mário Behring.

A documentação histórica da GLEPB registra a participação de maçons como Augusto Simões, João Arlindo Corrêia, Manoel Velloso Borges e outros na formação da nova Potência maçônica paraibana. ([Ipatrimônio][5])

A Grande Loja foi regularizada em 14 de maio de 1928.

Assim, quando João Pessoa iniciou seu governo, a Maçonaria paraibana encontrava-se justamente em processo de reorganização institucional.

João Pessoa era maçom?

Esta é a questão que exige maior cautela.

A pesquisa realizada em fontes históricas, biográficas e maçônicas localizadas não encontrou, até o momento, uma documentação primária suficientemente clara — como ata de iniciação, ficha de obreiro, registro de loja ou publicação oficial de uma Potência — que permita afirmar categoricamente que João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi iniciado na Maçonaria.

As biografias institucionais consultadas do Arquivo Nacional e do Superior Tribunal Militar, embora apresentem detalhadamente sua vida militar, jurídica e política, não registram filiação maçônica. ([Mapa do Arquivo Nacional][1])

Essa ausência não constitui prova absoluta de que João Pessoa jamais tenha pertencido à Maçonaria.

Ela significa que, **com a documentação localizada nesta pesquisa, sua iniciação não pode ser apresentada como fato documentalmente comprovado**.

O que pode ser afirmado sobre a Maçonaria e João Pessoa

Pode-se afirmar com segurança que João Pessoa viveu e atuou politicamente em uma Paraíba onde a Maçonaria possuía organização institucional consolidada.

Em João Pessoa existiam, antes de seu governo, lojas maçônicas importantes, entre elas a Regeneração do Norte e a Branca Dias.

Em 1927 foi criada a Grande Loja da Paraíba.

Portanto, a Maçonaria fazia parte do ambiente associativo e intelectual da sociedade paraibana na época em que João Pessoa exercia liderança política.

Entretanto, é metodologicamente incorreto transformar essa proximidade histórica em prova de iniciação.

A historiografia maçônica precisa distinguir entre:

1. o indivíduo comprovadamente iniciado;
2. o indivíduo relacionado socialmente com maçons;
3. a atuação de maçons em determinado movimento político;
4. e a atuação institucional de uma Loja ou Potência.

Essa distinção é particularmente importante quando se estuda a Revolução de 1930.

A Maçonaria e a Revolução de 1930

A Maçonaria brasileira possuía, durante a Primeira República, significativa presença entre profissionais liberais, militares, comerciantes, juristas e políticos.

Isso fazia das lojas espaços de sociabilidade importantes.

Entretanto, a existência de maçons dentro de movimentos políticos não significa necessariamente que esses movimentos fossem maçônicos.

No caso de João Pessoa, é possível afirmar que sua trajetória ocorreu em um ambiente político no qual existiam redes maçônicas organizadas.

Para sustentar que João Pessoa foi efetivamente maçom, contudo, seria necessário localizar o registro individual correspondente.

Essa cautela não diminui a importância da Maçonaria na história paraibana. Ao contrário, permite estudar sua participação de maneira historicamente mais rigorosa.

A dimensão simbólica de João Pessoa

Depois de sua morte, João Pessoa passou por um processo de transformação simbólica.

O político que havia enfrentado conflitos com setores da oligarquia paraibana tornou-se símbolo nacional da oposição derrotada nas eleições de 1930.

Seu assassinato passou a ser apresentado como elemento central da narrativa revolucionária.

A mudança do nome da capital para João Pessoa consolidou essa memória.

Seu corpo foi posteriormente sepultado no Rio de Janeiro, onde recebeu homenagens oficiais.

A memória de João Pessoa, portanto, ultrapassou a política paraibana e tornou-se parte da construção da identidade política da Revolução de 1930.

João Pessoa e Getúlio Vargas

A relação entre João Pessoa e Getúlio Vargas foi essencialmente política.

Os dois foram os candidatos da Aliança Liberal em 1930.

Vargas era candidato à Presidência e João Pessoa à Vice-Presidência.

A chapa foi derrotada por Júlio Prestes e Vital Soares.

Depois do assassinato de João Pessoa, sua morte tornou-se um dos elementos utilizados para mobilizar os setores que defendiam a ruptura com o governo federal.

Quando Vargas assumiu o poder em novembro de 1930, a memória de João Pessoa passou a integrar a legitimidade simbólica do novo governo.

João Pessoa e a construção do mito político

A transformação de João Pessoa em mártir não ocorreu exclusivamente por causa de sua atuação administrativa.

Foi resultado da combinação de três fatores: sua posição como presidente da Paraíba, sua participação na Aliança Liberal e seu assassinato em meio à crise política nacional.

A construção do mito político de João Pessoa foi, portanto, posterior e também resultado da utilização de sua memória pelos grupos vencedores da Revolução de 1930.

Isso não elimina sua importância histórica, mas permite compreender como memória política e acontecimentos históricos podem se entrelaçar.

Considerações finais

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi militar, advogado, magistrado, ministro do Supremo Tribunal Militar e presidente da Paraíba. Sua administração estadual enfrentou interesses oligárquicos e promoveu reformas fiscais, administrativas e econômicas.

Sua entrada na política nacional ocorreu no momento de crise da Primeira República.

Ao aceitar a candidatura a vice-presidente na chapa de Getúlio Vargas, tornou-se uma das principais figuras da Aliança Liberal.

Seu assassinato, em 26 de julho de 1930, transformou-o em símbolo político e contribuiu para a mobilização que culminou na Revolução de 1930.

Quanto à Maçonaria, o cenário histórico é igualmente relevante, mas exige precisão. A Paraíba possuía uma estrutura maçônica consolidada muito antes de 1930. Lojas como Regeneração do Norte e Branca Dias estavam em atividade, e a Grande Loja da Paraíba foi fundada em 1927.

Entretanto, **não foi localizada, nesta pesquisa, documentação primária suficiente para afirmar categoricamente que João Pessoa tenha sido iniciado maçom**.

Assim, a formulação mais segura para a historiografia maçônica é: **João Pessoa viveu em uma sociedade paraibana na qual a Maçonaria possuía forte organização e presença entre as elites profissionais e políticas, mas sua própria condição de maçom permanece sem comprovação documental primária localizada.**

Essa distinção é fundamental para que a história da Maçonaria seja estudada sem diminuir sua influência real e, ao mesmo tempo, sem atribuir à Ordem ou aos seus membros uma participação que a documentação ainda não permite demonstrar.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes
Fontes Pesquisadas

[1]: https://mapa.arquivonacional.gov.br/index.php/mapa/centrais-de-conteudo/producao/biografias/1015-joao-pessoa-cavalcanti-de-albuquerque?utm_source=chatgpt.com “João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque”
[2]: https://dspace.stm.jus.br/bitstream/handle/123456789/50681/173biog%20Jo%C3%A3o%20Pess%C3%B4a%20Cavalcanti%20de%20Albuquerque%20Var.%20Jo%C3%A3o%20Pessoa%20Cavalcante%20de%20Albuquerque.pdf?isAllowed=y&sequence=10&utm_source=chatgpt.com “Doutor JOÃO PESSOA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE”
[3]: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/porto-do-capim-representa-a-historia-viva-da-cidade-de-joao-pessoa/?utm_source=chatgpt.com “Porto do Capim representa a história viva da cidade de João Pessoa”
[4]: https://grandelojapb.org/sobre/loja/id/266?utm_source=chatgpt.com “Lojas Jurisdicionadas | Sobre a GLEPB | Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba”
[5]: https://ipatrimonio.org/joao-pessoa-grande-loja-maconica-branca-dias?utm_source=chatgpt.com “João Pessoa – Grande Loja Maçônica Branca Dias | ipatrimônio”

You might also like:

Marcado:

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

Deixe uma resposta

A Maçonaria Regular

3
4
1
2

 

A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom

Nossas TAGs

Assine a Newsletter

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

Junte-se a 9.564 outros assinantes

Desclpa! Você não pode copiar conteúdo desta página.

Descubra mais sobre MS MAÇOM

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo