Um histórico sobre os últimos 10 Grão-Mestres da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE)
resumo preliminar
O Grão-Mestre da Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) é Sua Alteza Real, o Príncipe Eduardo, Duque de Kent. Ele ocupa este cargo há mais de 50 anos. A UGLE é a entidade que governa a Maçonaria regular na Inglaterra e é considerada a principal potência maçônica do mundo. A UGLE foi formada em 27 de dezembro de 1813 com a união da Grande Loja dos Antigos e a Grande Loja dos Modernos.
O texto base pede um levantamento dos últimos dez Grão-Mestres da UGLE e requer ainda pesquisa histórica, visões críticas e a doutrina mais aceita acerca do papel e continuidade dessa figura na Maçonaria Regular.
1. os últimos 10 grão‑mestres (desde 1813)
Conforme registros oficiais, os dez ocupantes mais recentes do mais alto cargo da UGLE são :
Prince Augustus Frederick, Duke of Sussex (1813–1843)
Thomas Dundas, 2nd Earl of Zetland (1844–1870)
George Robinson, 3rd Earl de Grey and Ripon (1870–1874)
Albert Edward, Prince of Wales (futuro Rei Edward VII, 1874–1901)
Prince Arthur, Duke of Connaught and Strathearn (1901–1939)
Prince George, Duke of Kent (1939–1942)
Henry Lascelles, 6th Earl of Harewood (1942–1947)
Edward Cavendish, 10th Duke of Devonshire (1947–1950)
Roger Lumley, 11th Earl of Scarbrough (1951–1967)
Prince Edward, Duke of Kent (1967–presente)
Destes, nove eram membros da realeza ou aristocracia, refletindo a tradição inglesa de manter o cargo nas mãos da nobreza ou da família real.
2. pesquisa histórica e contexto
A UGLE foi fundada em 27 de dezembro de 1813 com a unificação das Grandes Lojas “Moderns” e “Antients”. Desde então, tem mantido uma linhagem contínua de Grão‑Mestres desde o primeiro, o Duke of Sussex .
A estabilidade no cargo — em particular desde 1967 — contrasta com outras jurisdições, onde o mandato costuma ser anual ou bienal .
A presença de nobres e membros da família real reforça o estatuto honorário e cerimonial da função, acima de uma gestão executiva direta da ordem.
3. opiniões contrárias
Nos Estados Unidos e em outras jurisdições, críticas apontam que o cargo de Grão‑Mestre na Inglaterra tem natureza principalmente honorária, distante da mobilidade democrática vista na Maçonaria Americana.
Alguns maçons regulares questionam se a permanência prolongada da família real no posto pode gerar uma percepção de elitismo ou entrave à meritocracia interna.
4. doutrina mais aceita na maçonaria regular
Na UGLE, o Grão‑Mestre é tradicionalmente um dignitário honorífico, com o Pro Grand Master exercendo funções executivas quando necessário. Internamente, o Conselho de Propósitos Gerais e executivos profissionais (como o Grand Secretary) desempenham a administração cotidiana, de acordo com o rito e doutrina regulares. Esse modelo é amplamente aceito e visto como eficaz para manter coesão e regularidade .
5. conclusões
O perfil aristocrático reforça a continuidade histórica e simbolismo tradicional da UGLE.
A longa permanência do atual Grão‑Mestre, Prince Edward, Duke of Kent (desde 1967), embora incomum fora da Inglaterra, é justificável pelo caráter representativo do cargo e tradição institucional
O modelo funciona dentro da doutrina regular da UGLE, que separa bem o papel honorário do cargo de fato executivo, assegurando governança estável e alinhada aos princípios maçônicos regulares.
Autor: Ivair Ximenes Lopes
referências
Lista de Grão‑Mestres da UGLE
Discussões sobre natureza honorária vs executiva do cargo
Estrutura organizacional e governança

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











