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A Árvore Fraternal: Como a Maçonaria Influenciou a Criação de Outras Grandes Ordens

A Arvore Fraternal Como a Maconaria Influenciou a Criacao de Outras Grandes Ordens

A Árvore Fraternal: Como a Maçonaria Influenciou a Criação de Outras Grandes Ordens nos EUA

Ao longo dos anos dedicados à pesquisa sobre as sociedades fraternais, sempre me impressionou como a Maçonaria – com sua estrutura de lojas, rituais iniciáticos e símbolos milenares – se consolidou como o grande arquétipo das organizações de irmandade no mundo ocidental.

O que poucos sabem, no entanto, é que sua influência se estendeu muito além das suas próprias lojas, servindo como modelo e inspiração para dezenas de outras fraternidades que surgiram nos Estados Unidos entre o final do século XIX e o início do XX.

A investigação sobre esta influência ganhou consistência ao confrontar a obra Freemasonry in Context: History, Ritual, Controversy (2004), organizada pelos renomados historiadores Arturo de Hoyos e S. Brent Morris, que documentam de forma direta como a Maçonaria influenciou o desenvolvimento de irmandades como os Knights of Pythias, Elks, Moose, Woodmen of the World e, de uma maneira particular e complexa, os Knights of Columbus.

Cada uma dessas organizações, em maior ou menor grau, bebeu da fonte maçônica – seja adotando a sua estrutura de graus, seja adaptando os seus rituais, seja, num caso, surgindo como uma resposta direta à Ordem.

Este artigo, fruto de uma pesquisa que atravessou os arquivos da história fraternal, convida o autor e o leitor a redescobrirem como a árvore maçônica, lançando sementes em solo americano, gerou uma floresta diversa de irmandades que, cada qual a seu modo, perpetuam o ideal da fraternidade universal – e que, mesmo quando se distanciam da fonte, carregam consigo o seu DNA iniciático

Quando se fala em sociedades fraternais, a Maçonaria é, sem dúvida, a primeira que vem à mente. Com sua estrutura de lojas, rituais iniciáticos e símbolos milenares, ela se consolidou como o grande arquétipo das organizações de irmandade no mundo ocidental.

O que poucos sabem, no entanto, é que sua influência se estendeu muito além de suas próprias lojas, servindo como modelo e inspiração para dezenas de outras fraternidades que surgiram nos Estados Unidos entre o final do século XIX e o início do XX.

A obra Freemasonry in Context: History, Ritual, Controversy (2004), organizada pelos renomados historiadores Arturo de Hoyos e S. Brent Morris, documenta essa influência de forma direta: a Maçonaria influenciou o desenvolvimento de outras irmandades, como os Knights of Pythias, Elks, Moose, Woodmen of the World e, de uma maneira particular e complexa, os Knights of Columbus.

Este artigo explora como cada uma dessas organizações, em maior ou menor grau, bebeu da fonte maçônica — seja adotando sua estrutura de graus, seja adaptando seus rituais, seja, em um caso, surgindo como uma resposta direta a ela.

Knights of Pythias: A Fraternidade do Fundador Maçom

Fundada em 19 de fevereiro de 1864 em Washington, D.C., por Justus H. Rathbone, a Ordem dos Cavaleiros de Pítias (Knights of Pythias) é uma das mais antigas sociedades fraternais não maçônicas dos Estados Unidos.

Rathbone, que era maçom, baseou o ritual da nova ordem na história de amizade entre Dâmon e Pítias, dois filósofos da Grécia Antiga que se dispuseram a morrer um pelo outro.

A influência da Maçonaria é evidente em múltiplos aspectos:

Elks: Da Paródia à Identidade Própria

A Ordem Benevolente e Protetora dos Alces (Benevolent and Protective Order of Elks — BPOE) tem uma origem menos solene, mas igualmente reveladora da influência maçônica.

Fundada em 1868 em Nova York a partir do Jolly Corks, um clube social de artistas de minstrel show, a ordem inicialmente emprestou suas práticas e rituais da Maçonaria.

As primeiras décadas dos Elks foram marcadas por uma forte dependência do modelo maçônico:

Apesar dessa evolução, a dívida inicial com a Maçonaria é indiscutível. A ordem, que ainda hoje possui mais de 1.900 lojas nos Estados Unidos, começou sua trajetória como um reflexo — ainda que cômico — da grande fraternidade.

Moose: Inspirado nos Elks e na Maçonaria

A Ordem Leal dos Alces (Loyal Order of Moose) foi fundada em 1888 em Louisville, Kentucky, por John Henry Wilson, e reorganizada em 1906 por James J. Davis. Sua relação com a Maçonaria é indireta, mas igualmente significativa.

Woodmen of the World: O Fundador que Era Maçom

Fundada em 1890 em Omaha, Nebraska, por Joseph Cullen Root, a Woodmen of the World (W.O.W.) é um exemplo clássico de como a Maçonaria serviu de modelo para as chamadas fraternal benefit societies (sociedades fraternais de benefício mútuo).

Knights of Columbus: A Resposta Católica à Maçonaria

A relação entre os Cavaleiros de Colombo (Knights of Columbus — K of C) e a Maçonaria é a mais complexa e paradoxal de todas. Fundada em 1882 pelo Padre Michael J. McGivney em New Haven, Connecticut, a ordem católica surgiu em grande parte como uma resposta à Maçonaria.

Conclusão

A influência da Maçonaria sobre outras fraternidades é um capítulo fascinante e muitas vezes subestimado da história social americana.

Seja através da estrutura de graus, dos rituais iniciáticos ou simplesmente do conceito de uma “loja” como unidade organizacional, a Maçonaria forneceu o modelo arquitetônico para dezenas de outras ordens que surgiram no período de ouro do fraternalismo (1865-1920).

Como observam De Hoyos e Morris, essa influência é tão abrangente que se tornou quase invisível. Os Knights of Pythias, os Elks, os Moose e os Woodmen of the World — e até mesmo os Knights of Columbus, em sua oposição — todos carregam, em sua estrutura e em seus rituais, a marca indelével da grande fraternidade que os precedeu.

Pesquisa e Redação Ivair Ximenes Lopes

Referências Bibliográficas e consultas

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MM I-Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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