John Milton nasceu em Londres, no dia 9 de dezembro de 1608, filho de um próspero banqueiro e compositor, o que lhe permitiu receber uma excelente educação. Estudou no St Paul’s College e, em 1625, ingressou no Christ’s College, em Cambridge, onde permaneceu até 1632, concluindo o curso com o título de Mestre de Artes.
Antes mesmo de se formar, em 1631, Milton começou a escrever seus primeiros poemas e sonetos em latim, italiano e inglês. Sentia-se predestinado ao ofício de poeta. Datam dessa época os poemas que caracterizavam sua “fase idílica”, como O Alegre e O Contemplativo.
Viagens e Engajamento Político
Em 1638, após perder sua mãe, Milton viajou para a França e para a Itália, onde entrou em contato com a arte renascentista que tanto admirava. De volta à Inglaterra, mergulhou na turbulência política da Guerra Civil Inglesa. Entre 1641 e 1660, dedicou-se à luta pelos puritanos e pelas liberdades civis. Escreveu panfletos antieclesiásticos, defendeu o divórcio — inspirado em seu casamento malsucedido — e, em 1649, apoiou Oliver Cromwell, tornando-se um de seus secretários quando Cromwell assumiu o governo da República Inglesa. Em 1651, dirigiu o jornal Mercurius Politicus, empenhado na luta política a favor de Cromwell e da república.
Em 1652, Milton perdeu completamente a visão. Apesar da cegueira, continuou a produzir uma obra monumental. Com a Restauração da monarquia em 1660, Milton, partidário de Cromwell, foi preso. Só escapou da condenação à morte devido ao seu grande prestígio. Libertado, dedicou-se à escrita de sua obra-prima, ditando os versos para as filhas.
John Milton faleceu em 8 de novembro de 1674.
A Obra: “Paraíso Perdido” (1667)
A Gênese da Obra
Milton concebeu a ideia de “Paraíso Perdido” por volta de 1640, imaginando-a inicialmente como uma tragédia em cinco atos intitulada “Adam Unparadiz’d”. Escreveu sua epopeia na forma atual principalmente entre 1658 e 1665. O poema foi originalmente publicado em 1667, em dez cantos. Uma segunda edição foi publicada em 1674 em doze cantos.
O Contexto e a Ambiguidade Política
Milton escreveu seu épico num período marcado pelo declínio da República Inglesa, pela Restauração da monarquia em 1660 e pela extinção de suas esperanças políticas imediatas. O poema é frequentemente interpretado como uma alegoria política: embora narre a história da queda de Satanás e da humanidade, a conhecida lealdade de Milton a Oliver Cromwell sugere que ele pode ter pretendido que o poema fosse umcomentário sobre os eventos da Guerra Civil Inglesa.
Nesta leitura, Cromwell estaria para Satanás assim como Deus estaria para o rei Carlos I. Essa interpretação ajuda a explicar por que Satanás é retratado com traços tanto positivos quanto negativos — arrependimento, tristeza, vergonha, mas também malícia e decepção. As interações entre Deus e Satanás ao longo do poema devem ser lidas com a lente do ambivalente relacionamento de Milton com ambos os regimes.
A Estrutura da Obra
O poema é uma epopeia sobre o tema bíblico da queda de Adão e Eva. É dividido em doze livros e ultrapassa os 10.000 versos escritos em versos brancos (sem rima). A obra trata fundamentalmente sobreo problema do mal e do sofrimento, respondendo à pergunta de por que umDeus bom e todo-poderoso permite que o mal exista. Milton expressa seu propósito logo no início: “justificar os caminhos de Deus”.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).