A Origem do uso da Espada para o Oficial Militar
Histórico
Toda arma metálica, de mão, com lâmina e punho para uma ou duas mãos, chama-se espada.
Houve tempo em que a espada era símbolo de honra e orgulho. Quebrar a espada de um homem significava degradá-lo. Entregá-la equivalia a render-se. Beijá-la era ato de adoração. Jurar sobre ela solenizava um compromisso.
A origem da espada é muito remota. Entre as relíquias do homem pré-histórico já se encontram objetos em forma de espada no período neolítico, de pedra e de chifre de rena. Os homens da idade do bronze usavam-na desse metal. Na Europa adotou-se a de ferro entre 1700 a.C.
As espadas dos antigos assírios eram retas e delgadas.
As dos Gregos, de metal, alargavam para o centro, tomando a forma de uma folha. É mais recente o uso da espada como arma de ataque e defesa. Há evidências de que, originalmente, era utilizada como um dardo, sendo pontiaguda. Em seguida, tornou-se arma de corte, passando a perfurante com o processo das civilizações. Tácito descreve as batalhas dos legionários de Agrícola, em que as pontiagudas espadas dos romanos, que bem as esgrimiam, sobrepujavam as rústicas e rombudas armas dos britânicos.
As espadas dos asiáticos até hoje têm folha curta e usam-se como armas cortantes. As cimitarras em forma de meia-lua são a arma característica dos cavaleiros orientais. Há muito tempo, a cidade de Damasco, na Síria, ganhou fama com a fabricação de resistentes e flexíveis cimitarras de aço.
Os japoneses tinham grande variedade de espadas, quase todas para serem empunhadas com as duas mãos. No arquipélago Malaio, a arma universal é o “CRIS”, espada ou adaga que as pessoas de todas as categorias sociais usam. Os povos maometanos possuem o “ITAGÔ, que com a sua dupla folha curta é arma formidável e extremamente perigosa.
A época das cruzadas foi glória para a espada, que se torna arma característica dos cavaleiros. No século XVI, a velha espada larga de dois fios alongou-se e estreitou-se para transformar-se no estoque, que não é arma cortante, mas perfurante. A esgrima surgiu como arte.
Nos séculos XVII e XVIII quase todos os cavaleiros usavam a espada como parte indumentária. Fracas demais para a vida militar, foram substituídas por outras mais largas, de um só fio, com lâminas ligeiramente curvas, como reminiscência da influência oriental. Tais espadas deram origem ao sabre.
As espadas militares de hoje só se usam como arma de guerra nos países orientais. Nos demais, geralmente constituem distintivo do Posto de Oficial. São ostentadas nas solenidades e nas formaturas como símbolo de dignidade.
COMPONENTES DA ESPADA (PRINCIPAIS PARTES BÁSICAS):
- Lâmina: A extensão de aço que forma a espada.
- Guarda: Peça de metal que impede a espada do oponente de deslizar até o punho e cortar sua mão.
- Punho: Sendo a empunhadura da espada, um punho é normalmente feito de couro, arame ou madeira. Ele é preso à espiga da lâmina para proporcionar uma forma confortável de empunhar uma espada.
- Pomo: A extremidade da espada onde está o punho. Os botões normalmente são maiores do que o punho e impedem que a espada escape da mão, além de fornecer um pouco de contrapeso para a lâmina.
(1) Da idade de bronze
(2) Grega
(3) Romana
(4) Normanda
(5) Dos cruzados
(6) Espada longa do séc. XV
(7) Florete do Séc. XVI
(8) Espada com guarda mão, de Ferrara, Séc. XVII
(9) Sabre da cavalaria francesa, 1880
(10) Sabre da cavalaria inglesa, 1914
(11) Machete centro-americano
(12) Espada de Timor
(13) Florete
(14) Cimitarra indo-persa
(15) Talwar indiano
(16) Kukri gurkha
(17) Kris malaio
(18) Adaga marata
(19) Espada sudanesa e bainha
(20) Espada japonesa e bainha
Fonte: Nova Enciclopédia Barsa – Vol 2 – 1997 – Pg. 35

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
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No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











