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Henrique II (1133–1189): O Rei Fogo que Criou o “Pai da Common Law” e Morreu Devorado pela Própria Família

Henrique II (1133–1189) O Rei Fogo que Criou o “Pai da Common Law” e Morreu Devorado pela Própria Família

Henrique II (1133–1189): O Rei Fogo que Criou o “Pai da Common Law” e Morreu Devorado pela Própria Família

Introdução 

Confesso que, antes de me aprofundar na figura de Henrique II, eu o imaginava como um nome genérico entre os tantos reis da Inglaterra medieval — uma figura ofuscada pelos famosos herdeiros que gerou: o lendário Ricardo Coração de Leão, o sinistro João Sem Terra e a extraordinária Leonor da Aquitânia.

Ao longo desta pesquisa, porém, deparei-me com um personagem tão central quanto os grandes construtores de impérios que já estudei. Foi Henrique, não seus filhos, quem criou o chamado “Império Angevino”, uma vasta extensão territorial que se estendia da Escócia aos Pireneus.

Foi ele, não seus sucessores, quem lançou as bases do sistema jurídico inglês, merecendo o título de “Pai da Common Law” — um legado que ainda hoje estrutura o direito em dezenas de países.

Sua história, porém, também é a de um homem atormentado pela própria família: uma esposa que se rebelou contra ele, filhos que o traíram repetidas vezes e um amigo que, ao tentar defender os direitos da Igreja, foi assassinado em sua catedral — e cuja morte, ironicamente, fez de Henrique um dos reis mais humilhados da história.

Neste artigo, convido o leitor a conhecer a trajetória desse rei de energia indomável que, mais de oitocentos anos após sua morte, ainda é lembrado como um dos maiores governantes da Idade Média.

Biografia

Origens e Primeiros Anos: O Herdeiro da Anarquia

Henrique II nasceu em 5 de março de 1133 em Le Mans, na França, filho de Godofredo V, Conde de Anjou (apelidado de “o Belo”) e de Matilde da Inglaterra, filha do rei Henrique I da Inglaterra e neta de Guilherme, o Conquistador.

Seu pai foi o responsável por adotar o famoso ramo de “Plantageneta” para a família, uma alcunha que se tornaria o nome de uma das mais importantes dinastias reais da história inglesa — embora o nome “Plantageneta” propriamente dito só tenha sido usado muito mais tarde pelos descendentes de Henrique.

Curiosamente, o nome deriva de uma flor, o planta genista (giesta ou genista), que Godofredo usava em seu chapéu.

Quando Henrique I morreu em 1135, sua filha Matilde reivindicou a coroa, mas o trono foi tomado por seu primo Estêvão de Blois, desencadeando um período de guerra civil conhecido como “A Anarquia” (1135-1153), no qual a Inglaterra se fragmentou em zonas de controle militar, e a nobreza e o clero se rebelaram contra a autoridade real. Henrique envolveu-se aos catorze anos nos esforços de sua mãe para reivindicar o trono, e suas habilidades militares impressionaram até mesmo seus inimigos.

Estêvão, que havia perdido seu herdeiro e cuja posição tornara-se insustentável, concordou com o Tratado de Wallingford (1153), pelo qual adotou Henrique como seu sucessor.

A Ascensão ao Trono e o Casamento com Leonor da Aquitânia

Em 1151, Henrique herdou de seu pai os títulos de Conde de Anjou e Duque da Normandia. Pouco tempo depois, casou-se com Leonor da Aquitânia (1122-1204), uma das mulheres mais poderosas e influentes da Idade Média. O casamento foi uma das maiores aquisições territoriais da história: Leonor, cujo casamento com o rei Luís VII da França havia sido anulado, trouxe como dote o imenso Ducado da Aquitânia, que compreendia grande parte do centro e do oeste da França atual. Henrique era onze anos mais novo que Leonor, mas a união consolidou um vasto império que se estendia da Escócia até os Pireneus, dominando quase metade do território francês.

Em 19 de dezembro de 1154, Henrique foi coroado rei da Inglaterra na Abadia de Westminster, dando início à dinastia Plantageneta, que governaria a Inglaterra por mais de 300 anos.

O Império Angevino e a Restauração da Autoridade Real

Quando Henrique subiu ao trono, com apenas 21 anos, encontrou seus domínios devastados por duas décadas de guerra civil. Nos primeiros anos de seu reinado, restaurou a administração real, reconstruiu a hegemonia inglesa sobre Gales e consolidou o controle total sobre suas terras francesas. Ao contrário de seus antecessores, Henrique era um governante energético, viajando constantemente entre seus domínios e acompanhando pessoalmente cada aspecto da administração. Sua corte era itinerante, e ele passava mais tempo na França do que na Inglaterra, gerenciando seu vasto império com mão de ferro.

Henrique controlava, em vários momentos, não apenas a Inglaterra e grande parte da França, mas também exercia hegemonia sobre Gales, a Escócia e a Bretanha. Na Escócia, impôs o Tratado de Falaise (1174), que tornava o rei Guilherme I seu vassalo, subordinando a Igreja escocesa à inglesa e entregando castelos estratégicos.

O Conflito com Thomas Becket

Henrique II teve ao seu lado como chanceler o seu amigo Thomas Becket. Em 1162, Becket foi nomeado arcebispo de Cantuária, o cargo religioso mais importante da Inglaterra. Henrique esperava que Becket, agora líder da Igreja inglesa, cooperasse com seus planos de limitar a autonomia judiciária da Igreja, especialmente o direito de clérigos acusados de crimes serem julgados por tribunais eclesiásticos em vez dos tribunais reais.

O plano deu terrivelmente errado. Becket, longe de ser um fantoche dócil, tornou-se um defensor ferrenho dos privilégios da Igreja e renunciou à chancelaria para não servir a dois senhores.

Em 1164, Henrique promulgou as Constituições de Clarendon, um conjunto de leis que regulamentavam as relações entre a Igreja e o Estado, limitando a competência dos tribunais eclesiásticos e subordinando o clero ao poder real. Becket recusou-se a aceitá-las e foi forçado ao exílio na França.

Anos de negociações infrutíferas se seguiram. Em 1170, Becket retornou à Inglaterra, e a crise atingiu seu clímax. Em uma explosão de fúria, Henrique teria perguntado, na presença de seus cortesãos: “Ninguém vai me livrar deste padre intrometido?” Quatro cavaleiros interpretaram a frase como uma ordem e, em 29 de dezembro de 1170, assassinaram Thomas Becket diante do altar da Catedral de Cantuária.

O assassinato chocou a cristandade. A repercussão foi tão grande que Henrique foi obrigado a negociar com o papado, aceitou fazer penitência pública diante do túmulo do mártir, e o rei foi obrigado a renunciar às Constituições de Clarendon, além de financiar cruzadas. Becket foi canonizado em 1173 e tornou-se um dos santos mais populares da Inglaterra medieval, com seu santuário em Cantuária atraindo peregrinos de toda a Europa.

A Grande Revolta (1173-1174)

Enfraquecido pelo escândalo Becket, Henrique enfrentou sua maior provação: uma rebelião de três de seus filhos legítimos — Henrique, o Jovem (coroado rei associado em 1170), Ricardo (futuro Ricardo Coração de Leão) e Godofredo —, de sua esposa Leonor da Aquitânia e dos barões que os apoiavam. A revolta durou 18 meses (abril de 1173 a setembro de 1174) e contou com o apoio do rei Luís VII da França, do rei Guilherme I da Escócia, do duque da Bretanha e do conde de Flandres.

A deserção de sua amada esposa, que apoiou os filhos contra ele, foi um golpe pessoal devastador. Leonor foi capturada e permaneceria prisioneira de Henrique pelos quinze anos seguintes. A rebelião, no entanto, fracassou, em parte devido à habilidade militar de Henrique e à lealdade de seus fiéis comandantes. Os membros rebeldes da família real foram forçados a se reconciliar com o pai. Três anos depois, Henrique tomou uma atitude simbólica no Castelo de Winchester: forçou seus filhos a prestarem uma homenagem pública de submissão a seu irmão mais novo, João Sem Terra, como herdeiro do trono — uma decisão que plantou as sementes de futuros conflitos.

A Morte e o Fim de uma Era

Henrique II, que nunca se recuperou totalmente da traição de seus filhos, faleceu em 6 de julho de 1189 no Castelo de Chinon, na França, aos 56 anos de idade. Diz a tradição que, ao saber que seu filho mais amado, João, também o havia traído, o rei virou-se para a parede e murmurou: “Que vergonha para um rei conquistador ser vencido por uma mulher [Leonor] e por seus próprios filhos.” O corpo de Henrique foi sepultado na Abadia de Fontevrault, ao lado de sua esposa Leonor, em um túmulo duplo que pode ser visitado até hoje.

Seu filho e herdeiro, Ricardo I, o Coração de Leão, sucedeu-o, mas passou a maior parte do reinado fora da Inglaterra, lutando na Terceira Cruzada. Foi o filho caçula, João Sem Terra, que, após a morte de Ricardo, herdaria um império fragmentado e seria forçado a assinar a Magna Carta (1215), o documento que limitou o poder real pela primeira vez na história inglesa — em grande parte como consequência dos conflitos iniciados por seu pai.

Feitos e Conquistas

O legado de Henrique II é vasto e transformador:

  1. “Pai da Common Law”: Foi durante seu reinado que o direito comum inglês (common law) começou a se desenvolver, substituindo as leis locais fragmentadas por um sistema jurídico uniforme em todo o reino. Henrique criou juízes itinerantes (justices in eyre) que viajavam pelo país aplicando as mesmas leis, e desenvolveu o sistema de “writs” (ordens reais) que permitia que os súditos levassem suas queixas diretamente aos tribunais reais. Graças a Henrique II e a seus conselheiros, a monarquia inglesa foi o único poder leigo na Europa Ocidental a estabelecer um direito comum no início do século XIII.

  2. Criação do “Império Angevino”: Ao herdar a Normandia e Anjou e casar com Leonor da Aquitânia, Henrique criou um vasto conjunto de territórios que se estendia da Escócia aos Pireneus, governando a Inglaterra, a metade ocidental da França e exercendo influência sobre Gales, a Escócia, a Irlanda e a Bretanha. Ele foi o primeiro rei a intitular-se “Rei da Inglaterra, Duque da Normandia e da Aquitânia e Conde de Anjou”.

  3. Reforma administrativa e militar: Henrique restaurou a autoridade real após a anarquia, reorganizou o sistema de impostos (o “Dangeld”), profissionalizou o exército e estabeleceu uma administração centralizada com um tesouro (Exchequer) eficiente e burocratas treinados.

  4. Restauração da hegemonia inglesa: Henrique restabeleceu o controle inglês sobre Gales e a Escócia, impondo tratados de vassalagem, e iniciou a conquista da Irlanda, obtendo a bula papal Laudabiliter que autorizava a invasão e se tornando Lorde da Irlanda em 1171.

  5. Legado dinástico: Henrique II foi o pai de dois reis da Inglaterra (Ricardo I e João I), além de ser avô de Eduardo I e ancestral de todos os monarcas ingleses subsequentes, estabelecendo uma dinastia que governaria a Inglaterra por mais de 300 anos.

Curiosidades

  1. “Curtmantle” (Manto Curto) : Henrique era conhecido por seu apelido Curtmantle (“Manto Curto”), devido ao seu hábito de usar mantos mais curtos do que o costume da época — uma preferência que o tornava mais prático para as longas cavalgadas entre seus vastos domínios.

  2. Poliglota e culto: Ao contrário da maioria dos reis medievais, Henrique dominava várias línguas, incluindo latim, francês e inglês antigo. Era um patrono do conhecimento e incentivou o desenvolvimento das universidades e da literatura em sua corte.

  3. A lenda do rei devorado pela família: A famosa frase atribuída a Henrico ao saber da traição de seus filhos captura a essência de seu reinado: um homem que conquistou um império, mas foi consumido pela própria família. “Que vergonha para um rei conquistador ser vencido por uma mulher e por seus próprios filhos.”

  4. A amante Rosamund Clifford: Henrique teve várias amantes ao longo da vida, mas a mais famosa foi Rosamund Clifford, a “Bela Rosamund”, por quem se apaixonou quando já tinha 40 anos. Diz a lenda que Leonor da Aquitânia teria envenenado Rosamund por ciúmes, mas a história é apócrifa.

  5. A Grande Torre de Dover: Henrique II mandou reconstruir a Grande Torre do Castelo de Dover, um dos castelos mais imponentes da Inglaterra, em parte para rivalizar com o crescente culto a Thomas Becket e consolidar seu poder simbólico.

  6. O rei que nunca esteve em paz: Henrique passou seu reinado guerreando constantemente — contra a França, contra seus filhos, contra a Igreja. Mesmo nos intervalos das guerras, viajava incessantemente entre seus domínios, raramente permanecendo mais de algumas semanas no mesmo lugar.

  7. A reconciliação forçada com o papa: Após o assassinato de Becket, Henrique foi forçado a fazer uma penitência humilhante. Em 21 de maio de 1172, na Catedral de Avranches, ajoelhou-se diante dos legados papais e jurou sobre os Evangelhos que não ordenara nem desejava a morte de Becket. Como punição, foi ordenado a financiar 200 cavaleiros para as cruzadas por um ano e a restaurar todos os privilégios da Igreja.

  8. O leito de morte solitário: Henrique morreu sozinho, abandonado por seus filhos e por grande parte de seus cortesãos. Apenas um servo leal, Guilherme Marshal (que mais tarde se tornaria regente de João e um dos maiores cavaleiros da história), permaneceu ao seu lado.

  9. O “rei do papel”: Ao contrário de seu neto, o famoso Ricardo III, Henrique raramente aparece em romances ou filmes, sendo ofuscado pelos filhos. No entanto, historiadores o consideram um dos administradores mais competentes e inovadores da Idade Média.

  10. O túmulo em Fontevrault: O corpo de Henrique II repousa na Abadia de Fontevrault, ao lado de Leonor da Aquitânia, em uma tumba que retrata o casal deitado lado a lado — um símbolo de seu poder conjunto, apesar dos conflitos que os separaram. O túmulo é uma das poucas efígies reais do século XII ainda preservadas na França.

Obras e Legado

Ao contrário de outros monarcas literatos, Henrique II não foi um escritor. No entanto, sua produção intelectual foi imensa, sob a forma de leis, tratados e decretos:

Principais Contribuições Jurídicas e Administrativas

  • Assizes de Henrique II: Uma série de decretos reais que reformaram a justiça e a administração. As mais importantes incluem a Assize of Clarendon (1166), que estabeleceu procedimentos para julgamento criminal, e a Assize of Northampton (1176), que expandiu o sistema de juízes itinerantes.

  • O “Tractatus de Legibus et Consuetudinibus Regni Angliae” (Tratado das Leis e Costumes do Reino da Inglaterra) : O mais antigo livro de direito inglês, escrito por Ranulf de Glanvill, o principal juiz de Henrique nos últimos dez anos de seu reinado. O tratado descreve o sistema de “writs” e consolidou o direito comum inglês. É um dos documentos mais importantes da história jurídica ocidental.

  • Constituições de Clarendon (1164): Um conjunto de 16 cláusulas que pretendia regular as relações entre a Igreja e o Estado e limitar a competência dos tribunais eclesiásticos.

  • Exchequer Rolls: Os primeiros registros financeiros regulares que permitiram o controle real sobre a arrecadação de impostos.

Obras Inspiradas em Henrique II

  • The Lion in Winter (peça de James Goldman, 1966; filme de 1968): A obra mais famosa ambientada no reinado de Henrique II. Narra o Natal de 1183, quando a família real se reúne em Chinon para discutir a sucessão, em meio a traições, adultérios e conspirações. Peter O’Toole interpretou Henrique no filme ao lado de Katharine Hepburn como Leonor, ambos indicados ao Oscar.

  • Becket (peça de Jean Anouilh, 1959; filme de 1964): O drama que narra a amizade e a ruptura entre Henrique II (Peter O’Toole) e Thomas Becket (Richard Burton). O filme foi um sucesso de crítica e público e ajudou a popularizar a história do conflito entre o rei e o arcebispo.

  • The Pillars of the Earth (romance de Ken Follett, 1989): Embora não seja inteiramente centrado em Henrique, o épico da construção de uma catedral ocorre durante a guerra civil entre Matilde e Estêvão, culminando na ascensão de Henrique II.

  • The Devil’s Brood (romance de Sharon Kay Penman, 2008): Parte de sua série sobre os Plantagenetas, narra os conflitos familiares de Henrique II, incluindo a rebelião de 1173-1174.

  • Thomas Becket: Warrior, Priest, Rebel (biografia de John Guy, 2012): Uma das mais aclamadas biografias do arcebispo, que ilumina seu relacionamento com Henrique e o contexto político do reinado.

  • Henry II: A Prince Among Princes (biografia de Richard Barber, 2015): Estudo abrangente sobre o reinado, o caráter e as realizações do rei.

  • Henry II: New Interpretations (coletânea editada por Christopher Harper-Bill e Nicholas Vincent, 2007): Volume acadêmico que reavalia o legado de Henrique sob múltiplas perspectivas, incluindo suas reformas jurídicas, sua política religiosa e suas relações familiares.

  • “The Murder of Thomas Becket” (programa da BBC, 2004) : Documentário da série “Horizon” que recria o assassinato e seus desdobramentos políticos.

  • Castle Builders (série da BBC, 2018): Episódio dedicado aos castelos de Dover e Chinon, construídos e reformados por Henrique II.

Considerações Finais

Ao final desta pesquisa, fica evidente que Henrique II foi uma das figuras mais extraordinárias e influentes da Idade Média. Energético, implacável, inteligente e inovador, ele foi o verdadeiro arquiteto do Império Plantageneta — a base do poder inglês que duraria séculos. Sua maior obra foi a criação do direito comum inglês, o common law, um dos legados mais importantes da civilização ocidental, que ainda hoje estrutura os sistemas jurídicos de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e da própria Inglaterra.

No entanto, sua vida também é uma tragédia shakespeariana: um rei que conquistou um império, mas foi consumido pela própria família. Sua esposa rebelou-se contra ele; seus filhos conspiraram para depô-lo; seu amigo mais próximo foi assassinado em sua catedral, e o assassinato transformou-se em um culto que humilhou o rei publicamente. E, no final, morreu sozinho, abandonado, murmurando palavras de vergonha.

A grande ironia de sua história talvez seja esta: Henrique II, que passou a vida lutando para centralizar o poder real, criou as instituições jurídicas que, sob seu filho João, limitariam para sempre a autoridade do monarca através da Magna Carta. Em um gesto poético, o “Pai da Common Law” gerou o sistema que tornaria a Inglaterra uma monarquia constitucional.

Como escreveu o historiador John Gillingham, “Henrique II foi o maior rei da Inglaterra que a maioria das pessoas nunca ouviu falar”. Não pela falta de importância, mas porque suas realizações foram ofuscadas pelos filhos que o traíram e pela lenda sombria do arcebispo assassinado. Mas a história, ao contrário da memória popular, não esqueceu: o sistema jurídico que ele criou ainda está vivo, a dinastia que ele fundou ainda governa (a Casa de Windsor é descendente direta de Henrique II), e seu império — embora fragmentado — deixou marcas indeléveis na geografia política da Europa. O “rei fogo” queimou com intensidade, e suas cinzas ainda aquecem o mundo moderno.

Pesquisa e redação Ivair Ximenes Lopes

Fontes de Pesquisa

  • Wikipédia, a enciclopédia livre. “Henrique II de Inglaterra”. [pt.m.wikipedia.org]

  • eBiografia. “Henrique II da Inglaterra”. [www.ebiografia.com]

  • BBC History. “Henry II and the Creation of the English Common Law”. Cambridge University Press.

  • BBC Bitesize. “Who was Thomas Becket and why did he clash with the king?”.

  • Cambridge University Press. “Justice and Police” (Medieval Panorama).

  • Cambridge University Press. “Henry II and the Creation of the English Common Law” (Henry II: New Interpretations).

  • Cambridge University Press. “The Father of the Common Law (c.1154–1215)” (A Historical Introduction to English Law).

  • Taylor & Francis. “The kings and the Church, 1154–1227” (Ruling England 1042–1227).

  • Taylor & Francis. “Establishing royal governance and the Becket challenge” (The Rise).

  • Aventuras na História. “Filhos bastardos e traições: o casamento infernal de Henrique II e Eleanor da Aquitânia”.

  • Depositphotos (Editorial) . “O túmulo do rei Henrique II — Fotos editoriais”.

  • Wikipédia, a enciclopédia livre. “Revolta de 1173-1174”.

  • Wikipedia, the free encyclopedia. “Revolt of 1173–1174”.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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