Havia um jovem pastor que apascentava seu rebanho nas proximidades de uma aldeia. Por tédio ou por travessura, ele decidiu pregar uma peça nos aldeões.
Correu até a vila aos gritos: “Socorro! Um lobo! Um lobo está atacando minhas ovelhas!” Os moradores, tomados pela compaixão e pelo dever, abandonaram suas tarefas e correram com foices e paus para afugentar a fera.
Ao chegarem, no entanto, encontraram apenas o pastor a rir-se deles, pois não havia lobo algum. O rapaz repetiu a brincadeira em outra ocasião, e novamente os aldeões acudiram, apenas para serem novamente zombados.
Dias depois, um lobo verdadeiro apareceu e atacou o rebanho. Desesperado, o pastor gritou com todas as forças: “Um lobo! Um lobo! Desta vez é verdade!”
Mas os aldeões, cansados das mentiras anteriores, ignoraram seus gritos, pensando que era mais uma brincadeira. O lobo devorou as ovelhas, e o pastor aprendeu, tarde demais, que mentiras repetidas destroem a confiança que leva uma vida para ser construída.
Entre todos os ensinamentos éticos que a Maçonaria cultiva, o culto à Verdade e o compromisso com a Palavra Empenhada ocupam lugar central, senão o mais elevado. Esta fábula, tão simples em sua narrativa infantil, revela uma profundidade simbólica que dialoga diretamente com os juramentos solenes, a liturgia e a vida cotidiana do obreiro.
O pastor mentiroso é a antítese do maçom verdadeiro. Ele encarna o profano que trata a palavra como instrumento de divertimento e capricho, ignorando seu peso sagrado.
Mas essa corrente é frágil, feita de elos de credibilidade.
Quandoum obreiro mente, mesmo que por uma “brincadeira” ou por vaidade, ele não apenas desonra a si mesmo — ele enfraquece toda a cadeia fraterna, criando dúvida e desconfiança no seio da Oficina.
O grito falso do pastor é o equivalente maçônico ao boato, à maledicência, ao falso testemunho, e a fábula alerta que esses atos, embora pareçam inofensivos, destroem o alicerce da união.
Há ainda uma leitura iniciática mais aguda: o “lobo” não é apenas uma ameaça externa.
Na Maçonaria, o lobo pode simbolizar as paixões descontroladas, os vícios, a ignorância ou mesmo a inveja que ronda a comunidade.
O pastor que mente repetidamente adormece a vigilância dos aldeões, e quando o perigo real — ou seja, a queda moral, a traição ou a decadência espiritual — se aproxima, ninguém mais acorre em seu socorro.
Por fim, o desfecho trágico da fábula ecoa um dos princípios mais severos da ética maçônica: a mentira não fica impune. O pastor perdeu seu rebanho (seu trabalho, sua vida, sua missão) exatamente porque traiu a confiança alheia.
Da mesma forma, o maçom que se afasta da verdade — seja no exagero de suas qualificações, na omissão de seus defeitos, na falsidade de seus votos ou na difamação de seus irmãos — acaba por se isolar, perdendo a própria razão de existir na Ordem, que é a busca da Luz pela via da mais absoluta sinceridade consigo e com o próximo.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).