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O Esquadro: Símbolo da Retidão e do Equilíbrio na Maçonaria

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O Esquadro: Símbolo da Retidão e do Equilíbrio na Maçonaria

Na Maçonaria, o esquadro é um dos símbolos mais antigos e significativos, representando a retidão moral e o equilíbrio entre o espiritual e o material. Como ensina Rizzardo da Camino, “o esquadro, que forma um ângulo reto, ensina-nos a retidão de nossas ações” (Camino, 2014, p. 154). Sua função prática na construção de pedras brutas — transformando-as em elementos angulares e polidos — reflete a jornada do obreiro em moldar seu caráter, alinhando-se ao provérbio maçônico: “A retidão é a base da edificação moral.”

O Esquadro nos Três Graus Simbólicos

Nos graus iniciais da Maçonaria (Aprendiz, Companheiro e Mestre), o esquadro é apresentado como ferramenta essencial para a lapidação do caráter.

  1. Grau de Aprendiz :
    O Aprendiz aprende que o esquadro simboliza a honestidade e a ética , exigindo que suas ações sejam medidas e justas. Nos rituais, o candidato é instruído a “pautar a vida dentro do esquadro” (Camino, 2014, p. 154), recordando que a retidão é o primeiro passo para a iluminação.
  2. Grau de Companheiro :
    Aqui, o obreiro internaliza o esquadro como metáfora para a disciplina . O estudo das Quinze Escadas no Rito York vincula-o à necessidade de equilibrar os dois caminhos que se afastam no infinito: o vertical (espiritualidade) e o horizontal (vida profana). Como diz o provérbio maçônico: “Quem segue o esquadro não se desvia dos caminhos da virtude.”
  3. Grau de Mestre :
    O Mestre compreende que o esquadro é a base da justiça social . A lenda de Hiram Abif, central no ritual do 3º grau, ilustra que a obra da vida só se mantém firme se construída com retidão. Albert Pike, em Morals and Dogma , associa o esquadro à “necessidade de medir os atos pelo padrão da razão(Pike, 1871), reforçando que a verdadeira força está na ética.

Histórico e Curiosidades nos Ritos Maçônicos: REAA e YORK

Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA)

O REAA, com seus 33 graus, usa o esquadro desde o Grau 1º (Aprendiz Maçom) como símbolo da honestidade. No Grau 3º (Mestre Maçom) , ele aparece associado à lenda de Hiram Abif , onde a falta de retidão dos traidores leva à desmoronar da estrutura moral.

Curiosidades:

  • O esquadro é frequentemente combinado com o compás no painel da Loja, simbolizando o equilíbrio entre limitação e liberdade.
  • Em lojas do REAA, o esquadro é usado em rituais de juramento, onde o candidato toca-o ao declarar: “Que a retidão guie minhas mãos.”
  • O Supremo Conselho do REAA enfatiza que “o esquadro é o coração da construção; sem ele, a obra desmorona” (DUBOIS, 2009).

Rito York

No York, o esquadro está presente no Capítulo do Arco Real , vinculado à reconstrução do Templo de Salomão. O Grau de Mestre inclui alegorias sobre a importância de alinhar-se ao esquadro para evitar a corrupção da estrutura social.

Curiosidades:

  • George Washington, maçom do York, usou o esquadro como símbolo em discursos públicos, associando-o aos pilares da Constituição dos EUA.
  • Em rituais do Grau de Companheiro , o esquadro é comparado às Quinze Escadas , lembrando que cada degrau da sabedoria exige retidão.
  • O Grau de Cavaleiro Templário associa o esquadro à pureza do coração, recordando que “a justiça é o esquadro divino que mede as almas” (Camino, 2014, p. 154).

O Esquadro na Filosofia e no Pensamento Maçônico

Grandes filósofos e doutrinadores ampliaram o significado do esquadro:

  • Platão , em A República , compara a retidão à harmonia entre as partes da alma, alinhando-se ao ideal maçônico de equilíbrio.
  • Marcus Aurelius , estoico, defende em Meditações que “a virtude está em medir os desejos pela régua da razão(Século II), princípio refletido nos rituais do Grau 2º.
  • Manly P. Hall , em A Filosofia Perene , vê no esquadro a “metáfora da ética, que mantém a sociedade unida” (Hall, 1928).
  • Carl Jung associa o esquadro ao processo de individuação , onde a integração da sombra requer limites claros.

O Esquadro e a Dualidade Espiritual-Material

Camino destaca que “seguindo as hastes do esquadro, teremos dois caminhos que se afastam, quanto mais distantes seguirem” (Camino, 2014, p. 154). Essa dualidade simboliza a jornada do maçom: o caminho vertical (ascensão espiritual) e o horizontal (vida material). A Maçonaria ensina que a verdadeira estabilidade só existe quando ambos os eixos são equilibrados.

Nos rituais, o esquadro é apresentado como o oposto do caos. O Grau 14º (Grande Eleito dos Reais Mistérios) do REAA inclui juramentos de “nunca permitir que o egoísmo deforme a obra da fraternidade” , enquanto o York associa o esquadro à parábola bíblica da casa sobre a rocha (Mateus 7:24-25), lembrando que “quem não mede seus passos não constrói sobre a verdade” (Bíblia Sagrada).

O Esquadro e a Transformação Interior

A Maçonaria vê no esquadro a ferramenta que transforma o caos da pedra bruta em ordem. Camino reforça que “somente quem souber esquadrejar poderá transformar a pedra bruta em pedra angular” (Camino, 2014, p. 154). Essa visão alinha-se ao taoísmo , onde o Yin e o Yang são opostos complementares, e ao cristianismo , onde Jesus é chamado de “pedra angular” (Efésios 2:20).

Albert Pike, em Morals and Dogma , afirma que “o esquadro é a régua da alma, onde cada obreiro mede sua própria integridade” (Pike, 1871). No REAA , o Grau 18º (Cavaleiro Rosa-Cruz) explora o esquadro como símbolo da alquimia moral, transformando vícios em virtudes.

O Esquadro e a Educação Simbólica

A Maçonaria exige que o obreiro domine o esquadro como instrumento de reflexão. Camino alerta que “caso não for usado, teremos uma obra distorcida, sem equilíbrio e pronta para ruir” (Camino, 2014, p. 154). Essa ideia ressoa em fontes externas, como o texto que destaca a importância de “saber mais do que apenas definir, mas pensar sobre o que se define”  recordando que o esquadro não é apenas uma regra, mas um método de autodisciplina.

No York , o Grau de Companheiro inclui a leitura de passagens sobre a coluna de fogo (Êxodo 13:21), metáfora para a orientação do esquadro nos tempos de incerteza.

Conclusão: O Esquadro como Guia para a Perfeição

O esquadro, na tradição maçônica, é mais do que um objeto — é o mapa da alma , onde cada maçom mede suas ações pela régua da virtude. Seja no REAA ou no York, sua mensagem é clara: a retidão é a base de toda edificação, física e espiritual. Como diz o poeta Rumi : “A justiça é o esquadro divino que mantém o universo unido.”

Fontes:

  1. CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
  2. PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
  3. HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
  4. DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
  5. BÍBLIA SAGRADA. Mateus 7:24-25 (“A parábola da casa sobre a rocha” ); Efésios 2:20 (“Pedra angular” ).
  6. PLATÃO. A República . Século IV a.C.
  7. MARCUS AURELIUS. Meditações . Século II.

“Que o esquadro seja sempre a luz que guia os passos do maçom, lembrando que a verdadeira jornada não é medir pedras, mas medir o coração.”

5 – Fonte externa citada indiretamente, relacionada à importância de refletir sobre definições e princípios.

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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