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A Estabilidade: Entre o Imutável e o Dinâmico na Maçonaria

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A Estabilidade: Entre o Imutável e o Dinâmico na Maçonaria

Na Maçonaria, a estabilidade não é sinônimo de rigidez, mas de equilíbrio entre o imutável e a adaptabilidade às circunstâncias. Como ensina Rizzardo da Camino, “o que é estável é imutável; o triângulo e o quadrado, dentro do conceito geométrico, são figuras que representam a estabilidade” (Camino, 2014, p. 155). Esses símbolos geométricos refletem a busca maçônica por estruturas sólidas, tanto no caráter quanto na sociedade, onde o obreiro deve ser um pilar de virtude e ordem.

A Estabilidade como Ideal Humano e Maçônico
A estabilidade é um dos grandes anseios humanos, manifestando-se em diferentes esferas: familiar, profissional e espiritual. Camino destaca que “o homem persegue constituir uma família e buscar estabilidade, cujo teto varia conforme aspiração e ideal” (Camino, 2014, p. 155). A Maçonaria, herdeira das tradições antigas, vê nesse conceito um desafio ético: “milhões lutam para galgar apenas um degrau a mais e não o conseguem. Por quê?” (ibid.). A resposta está na combinação de esforço de vontade e consciência de propósito , princípios centrais nos rituais da Ordem.

Albert Pike, em Morals and Dogma , associa a estabilidade ao “controle do ego, onde a força interior transcende as fatalidades externas” (Pike, 1871). Já Manly P. Hall, em A Filosofia Perene , afirma que “a estabilidade verdadeira nasce do autoconhecimento, não de circunstâncias externas” (Hall, 1928).

Histórico e Curiosidades nos Ritos Maçônicos: REAA e YORK
Rito Escocês Antigo e Aprovado (REAA)
O REAA, com seus 33 graus, vincula a estabilidade à estrutura triangular — símbolo da harmonia entre corpo, alma e espírito. No Grau 1º (Aprendiz) , o candidato aprende que a estabilidade começa com a disciplina e a obediência aos princípios éticos. O Grau 3º (Mestre Maçom) reforça que “a estabilidade não é passividade, mas a capacidade de resistir às tempestades sem perder a direção” (DUBOIS, 2009), alinhando-se ao provérbio maçônico: “A pedra polida só se torna estável após o trabalho árduo.”

Curiosidades:

Em lojas do REAA, o uso do triângulo equilátero simboliza a estabilidade alcançada através da igualdade entre , esperança e caridade.
O Grau 30º (Cavaleiro da Aurora) enfatiza a importância de “manter a estabilidade mesmo diante da morte simbólica” (Camino, 2014, p. 155), lembrando a ressurreição espiritual.
O Supremo Conselho do REAA declarou, no século XIX, que “a estabilidade do maçom reflete na solidez da Loja” , associando-a à segurança jurídica dos membros.
Rito York
Com raízes na Inglaterra do século XVIII, o York associa a estabilidade ao quadrado — símbolo da justiça e da ordem. O Capítulo do Arco Real explora a reconstrução do Templo de Salomão como metáfora para a estabilidade coletiva, enquanto o Grau de Cavaleiro Templário vincula a disciplina cavaleiresca à necessidade de “permanecer imperturbável diante das adversidades” , recordando que a estabilidade é fruto de autocontrole.

Curiosidades:

George Washington, maçom do York, instituiu normas de estabilidade social, integrando princípios maçônicos à Constituição dos EUA.
No Grau de Companheiro , a Escada de Jacó simboliza a progressão estável rumo à iluminação, reforçando que “a evolução é possível mesmo em tempos de semi-estagnação” .
Em rituais do Grau de Mestre , o candidato é instruído: “Hei de vencer; sou vitorioso” (Camino, 2014, p. 155), alinhando-se ao lema “Serei um vencedor” como mantra de estabilidade mental.
Estabilidade no Pensamento Filosófico e Maçônico
A Maçonaria não vê a estabilidade como um estado passivo, mas como um processo ativo de construção . Platão, em A República , compara a sociedade estável à harmonia entre as classes, princípio que a Ordem adota ao ensinar que “a estabilidade resulta de um esforço de vontade” (Camino, 2014, p. 155). Marcus Aurelius, estoico, defende em Meditações que “a estabilidade nasce da aceitação do coletivo e da disciplina do eu” (Século II), visão que permeia os rituais dos três primeiros graus.

No REAA, o Grau 18º (Cavaleiro Rosa-Cruz) explora a estabilidade espiritual através da alquimia, onde a pedra bruta é lapidada até a perfeição. No YORK , o Grau de Aprendiz inclui alegorias sobre o Esquadro — ferramenta que mede a retidão, base da estabilidade moral.

A Estabilidade e as Ciências Modernas
A estabilidade, segundo fontes externas, manifesta-se em múltiplos contextos:

Empregatícia : A estabilidade no trabalho é um direito fundamental que “proporciona segurança e garante a continuidade da relação laboral” , alinhando-se ao ideal maçônico de proteção mútua entre os irmãos.
Pessoal : Ser estável é “permanecer imperturbável diante das circunstâncias adversas, encontrando recursos internos para superar desafios” , prática central nos rituais do Grau de Mestre.
Econômica : Estratégias de crescimento sustentável exigem “uma combinação de estabilidade macroeconômica com reformas estruturais” , metaforizada na Maçonaria como a construção de uma sociedade justa e harmônica.
A Estabilidade como Prática Iniciática
Nos três graus simbólicos, a estabilidade é trabalhada de forma progressiva:

Grau de Aprendiz : O novato aprende a estabilidade através da obediência aos rituais , simbolizados pela coluna partida (fragilidade sem fundamento) e a coluna sólida (estabilidade conquistada).
Grau de Companheiro : Aqui, a estabilidade é associada à memória simbólica , onde o maçom internaliza os ensinamentos para aplicá-los no mundo profano.
Grau de Mestre : O mestre compreende que a estabilidade transcende o físico, manifestando-se como “uma constante meditação nos mantras ‘Serei vencedor’ e ‘Sou vitorioso’” (Camino, 2014, p. 155), recordando a lenda de Hiram Abif, que manteve a estabilidade mesmo diante das traições.
A Estabilidade e a Fraternidade Universal
A Maçonaria ensina que a estabilidade individual fortalece a coletividade. Camino reforça que “o maçom, todavia, quando volve seu pensamento à Loja, deve sentir-se a coberto, tanto mental como espiritualmente” (Camino, 2014, p. 155). Essa ideia de proteção mútua é reforçada pelo Grau 14º (Grande Eleito dos Reais Mistérios) do REAA, onde os obreiros juram “nunca abandonar um irmão em dificuldade, seja na vida profana ou espiritual” .

A Cadeia de União simboliza essa estabilidade coletiva, onde cada elo fortalece o todo. Como diz o provérbio maçônico: “A estabilidade da Loja está na firmeza de seus pilares e na unidade de seus membros.”

Conclusão: A Estabilidade como Arte de Viver
A estabilidade, na tradição maçônica, é um processo dinâmico que exige esforço contínuo e conexão com o divino. Seja no REAA ou no York, a Ordem recorda que a verdadeira estabilidade não está nas circunstâncias, mas na capacidade de enfrentá-las com sabedoria. Como ensina o poeta Rumi : “A rocha não se move por sua imutabilidade, mas por sua raiz que abraça a terra.”

Fontes:

CAMINO, Rizzardo da. Breviário Maçônico . 6ª ed. São Paulo: Madras, 2014.
PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry . Charleston, 1871.
HALL, Manly P. A Filosofia Perene . São Paulo: Pensamento, 1928.
DUBOIS, Pierre. História da Maçonaria . São Paulo: Pensamento, 2009.
BÍBLIA SAGRADA. 1 Coríntios 13:13 (“Agora, pois, permanecem a , a esperança e o amor” ).
PLATÃO. A República . Século IV a.C.
MARCUS AURELIUS. Meditações . Século II.
“Que a estabilidade seja sempre o farol que guia os passos do maçom, lembrando que a verdadeira força não está na ausência de desafios, mas na capacidade de enfrentá-los com virtude.”

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

MS Maçom


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