Há um momento, na vida de quem pensa a sério, em que a pergunta "como sabemos o que sabemos?" deixa de ser uma curiosidade académica e se transforma numa vertigem.
O Trilema de Münchhausen é o nome dessa vertigem. A cada tentativa de justificar uma crença, surge a necessidade de justificar a justificativa, e assim por diante, numa corrente que parece não ter fim.
O trilema confronta-nos com a possibilidade inquietante de que a certeza absoluta — aquela que buscamos na ciência, na matemática e na filosofia — pode ser, em última instância, inalcançável.
Como o Barão de Münchhausen tentando puxar-se para fora do pântano pelos próprios cabelos, vemo-nos diante da aparente impossibilidade de encontrar um fundamento sólido para o conhecimento.
A investigação aqui apresentada examina as origens, as formulações e as implicações deste trilema, recorrendo às fontes históricas e filosóficas.
O nome evoca o barão alemão que, segundo a lenda, se salvou de um pântano puxando-se pelos próprios cabelos — uma imagem perfeita para a circularidade da justificação. Hans Albert, na sua Treatise on Critical Reason, formulou o trilema em três chifres: o regresso infinito, o círculo vicioso e a interrupção dogmática.
Doutrinadores como Aristóteles, nos Segundos Analíticos, procuraram um fundamento último; Descartes, nas Meditações, tentou ancorar o conhecimento no cogito; e Popper, na Lógica da Investigação Científica, propôs substituir a busca de fundamentos pela crítica falibilista.
Novas interpretações, como as de estudiosos da epistemologia contemporânea, sugerem que o trilema não invalida o conhecimento, mas exige uma atitude de humildade e abertura à revisão.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste desafio, para que a compreensão dos seus limites ilumine a prática da investigação e do diálogo.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).