Há móveis que são apenas móveis — e há móveis que são tronos.
O Sólio pertence à segunda categoria. Na sua aparente simplicidade de assento elevado, ele condensa séculos de história, teologia e simbolismo, revelando-se não como um objecto, mas como o centro espiritual de onde a Luz se irradia sobre a Loja.
Compreender o Sólio é compreender a própria hierarquia iniciática da Ordem, pois nele se senta o Venerável Mestre, e é a partir dele que se orienta o trabalho, se transmite a palavra e se exerce a autoridade que emana da tradição.
A pesquisa aqui apresentada examina as origens, as diferenças, os usos e as curiosidades que cercam este símbolo, recorrendo às fontes históricas, maçónicas e filosóficas.
A investigação revela que o Sólio, também chamado de Trono ou Cadeira do Rei, tem raízes na antiguidade — desde a cadeira curul dos magistrados romanos até ao sólio episcopal das basílicas cristãs — e que a Maçonaria o adoptou como símbolo da autoridade legítima, fundada não no poder pessoal, mas na sabedoria e na justiça.
Doutrinadores como Albert G. Mackey, em Symbolism of Freemasonry, e W. L. Wilmshurst, em The Meaning of Masonry, reconheceram no Sólio a expressão visível da autoridade espiritual do Venerável, enquanto René Guénon, em Símbolos Fundamentais da Ciência Sagrada, viu nele a reprodução do axis mundi, o eixo do mundo que liga o céu à terra.
Novas interpretações sugerem que o Sólio representa o ponto de convergência entre a tradição e a actualidade, entre a autoridade que se recebe e a que se exerce.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as profundezas deste símbolo, para que a compreensão do Sólio ilumine a prática da liderança e do serviço na Ordem
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).