O G∴O∴F∴, que tinha a decoração de seus Templos baseada no Rito Francês, começou a praticar o R∴E∴A∴A∴ sem fazer as devidas alterações, misturando aspectos desses Ritos, fruto disso, hoje, o R∴E∴A∴A∴ é o mais enxertado do mundo, principalmente, aqui no Brasil, com a ajuda do criador das Grandes Lojas, o Irmão Mário Bhering, que buscou agradar a G∴L∴U∴I∴, a fim de conquistar sua simpatia e reconhecimento.
O Oriente elevado foi criado para simbolizar o Santuário do Grau Rosa-Cruz. O Venerável Mestre, preferencialmente, deveria ter, no mínimo, o Grau 18º, assim como os que tinham assento no Oriente.
O Oriente elevado, jamais fez parte da ritualística dos Graus Simbólicos e, portanto, não deveria ter permanecido na descrição do Templo após o desaparecimento das Lojas Capitulares, pois isso contribuiu para desinformar a respeito do Templo adequado para as Lojas Simbólicas.
No RitualEmulation, existe o chamado Santo Real Arco, criado por volta de 1751, baseado no retorno do povo judeu da Babilônia e em uma antigalendasobre a descoberta de umaltar, de uma cripta e da Palavra Sagrada. Não chega a serumGrau em si, embora essa não seja a interpretação de boa parte dos maçons ingleses, mas, sim, uma extensão do Grau de Mestre, tendo ritualística própria, e parte do ritual reservada, apenas, aos “Past Masters”.
Em meio à tentativa de união das Grandes Lojas Inglesas (Modernos e Antigos), isso chegou a serum impasse. Em 1813, concretizou-se a união dessas Potências, sendo que a Maçonaria Inglesa considerou que, no Simbolismo, existem, apenas, os trêsGraus conhecidos, porém o Santo Arco Real, nesses, está inserido (vai entender!), embora exista um Supremo Grande Capítulo que o administra separadamente.
O Templo com o piso do Oriente elevado, oriundo das Lojas Capitulares, passou a ser reservado aos Mestres Instalados, o que veio a fortalecer essa nova categoria, que possui segredos próprios e exclusivos.
Voltamos a perguntar: MestreInstalado é umGrau? A resposta é não. Porém, sua superioridade hierárquica sobre o Mestre Maçom se caracteriza na Cerimônia de Instalação, no momento em que todos os Mestres Maçons Não-Instalados, mesmo os portadores dos Altos Graus, são obrigados a cobrirem o Templo.
Dada a sua experiência, adquirida por haver presidido uma Loja, compõe o Colégio de Mestres Instalados de sua Oficina, e aí, até, justificando sua presença no Oriente, servindo como consultores, em auxílio ao Venerável Mestre.
O termo Past Master tem sua origem na Maçonaria Inglesa e é próprio do RitoEmulation, servindo para designar o Ex-Venerável Mestre. De forma errônea, algumas Grandes Lojas, como a Americana e a Brasileira o adotaram. Para os americanos, é válido pelo idioma inglês adotado e por praticarem o Craft no Simbolismo, mas, para nós brasileiros, usuários da língua portuguesa, esse termo nada tem a ver, principalmente, por não existir no R∴E∴A∴A∴.
Temos visto muitos Irmãos pronunciarem o termo “PastVenerável”, o que vem a ser pior ainda, já que não define qual idioma se pretende usar. O certo é tratar o MestreInstalado, que recém encerrou seu Veneralato, de Ex-Venerável.
Há cerca de 10 anos, quando proferimos uma palestra no Rio de Janeiro sobre “Cabala e Maçonaria”, relacionamos a Árvore da Vida com os cargosem Loja e tivemos a oportunidade de fazer uma analogia da invisível e misteriosa Sephira Daat, cujo significado é “Conhecimento”, posicionada, ocultamente, na coluna central da Árvore da Vida, entre Kether (Coroa – a origem de Tudo) e Tiphereth (local do Eu Superior), com a figura do MestreInstalado. Tal Sephira, somente, surge após a realização das 10 Sephiroth, interligadas através dos 22 caminhos da Sabedoria, relacionados aos 22 Arcanos Maiores do Tarô, que, somando-se às 10 Sephiroth, aludem ao número 32, os 32 Portais da Sabedoria.
Em relação ao corpo humano, são os nossos 32 dentes, localizados na boca, de onde vem a força do Verbo, da Vibração, o Poder da Criação Espiritual. O surgimento da Sephira Daat soma o cabalístico númeroMestre, o 33, tão nosso, porém oriundo de Antigas e Ocultas Tradições, do qual pouquíssimos Iniciados nos Verdadeiros Mistérios têm conhecimento, como a Ordem dos Traichu-Marutas. Mas esse já é outro assunto, que poderemos, até, tratar em outra oportunidade.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (RitoYork). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).