Marquês de Olinda torna-se o ministro do Império
Pedro de Araújo Lima, o Marquês de Olinda, assumiu em 19 de setembro de 1837, o cargo de presidente do Conselho de Ministros, equivalente a um primeiro-ministro parlamentar do Brasil.
O Padre Diogo Feijó renuncia e nomeia para o seu posto, o Marquês de Olinda, que havia sido recentemente eleito para o Senado pela província de Pernambuco.
Pedro de Araújo Lima foi estudar em Portugal muito jovem. Formou-se em direito em Coimbra e veio para o Brasil em 1819. Teve grande papel na Independência do Brasil e foi membro da primeira Assembléia Nacional Constituinte, em 1823.
Seu ministério ficou conhecido como o Ministério das Capacidades.
Com mais de 50 anos de vida pública, foi autor de vários ensaios sobre ciência política como o Projeto de Constituição para o Império.
Nascido em 1793 na cidade de Sirinhaém , Pernambuco, Pedro de Araújo Lima foi primeiro ministro e regente do Império do Brasil. Sua história está ligada a fatos marcantes do período colonial, mas estes assuntos ainda reverberam na atualidade. Fatos como a eterna luta de alas conservadoras contra alas liberais, as alterações de leis e decretos por meio de novas interpretações e a ocupação de cargos importantes por pessoas ligadas aos políticos são pontos de análise deste período.
Araújo de Lima foi eleito após a abdicação do regente Diogo Feijó. Disputou acirradamente com o liberal Antônio Francisco de Paula Holanda Cavalcanti, mas um fator foi decisivo na vitória de Araújo Lima: As revoltas que estouravam pelo país, tendo como maior exemplo a Sabinada de 1837. Isso fez com que a proposta conservadora de Araújo Lima agradasse os setores que estavam sendo ameaçados, como as oligarquias rurais e a própria classe política.
Seu primeiro ato ficou conhecido pela criação do “ministério das capacidades”, que foi formado por: Joaquim José Rodrigues Torres, futuro Visconde de Itaboraí, para a Marinha, Maciel Monteiro nos assuntos Estrangeiros, Miguel Calmon para a Fazenda e, por fim, Sebastião do Rego Barros na Guerra, todos considerados regressistas.
O objetivo desta nova formação política era fortalecer o poder Executivo, eliminar os núcleos de revoltosos e anarquistas; e restabelecer a ordem no Brasil. Um dos argumentos utilizados por Araújo de Lima e seus nomeados foi o de que a “baderna” era fruto do princípio democrático que dominara os primeiros anos de regência e também a criação do Ato Adicional de 1834, apelidado pelos conservadores de “carta de anarquia”.
Foi com esta argumentação que Araújo de Lima, junto à seu gabinete, homologou, em maio de 1840, a chamada Lei Interpretativa do Ato Adicional, que revisou alguns pontos da reforma de 1834. Para muitos historiadores, esta lei representou um grande retrocesso na política brasileira, pois o Ato Adicional foi a conquista que mais se aproximou de um sistema democrático na época do Brasil Império.
Com a reforma do Ato Adicional, as províncias perderam quase toda sua participação política. A nova interpretação centralizava o poder do governo central, que poderia nomear funcionários públicos e funcionários de polícia e justiça aos cargos governamentais. Mas os liberais já tramavam uma maneira de derrubar Araújo de Lima e, assim, se uniram ao jovem Dom Pedro II para planejar o Golpe de Maioridade.
Então, em julho de 1840, não suportando mais a agitação do povo e do partido liberal, Araújo de Lima e seu partido sucumbiram ao Golpe de Maioridade, que coroou Dom Pedro II e lhe deu autoridade para por fim às disputas políticas. Porém, mesmo que este golpe representasse um avanço liberal, o início do Segundo Reinado não deu uma nova configuração às práticas políticas da época.
A maioria dos liberais e dos conservadores pertencia à elite latifundiária que se uniu por um mesmo projeto político na época de Araújo de Lima. Sendo assim, a vitória liberal que desencadeou o fim da regência não mudou em absolutamente nada as regalias e direitos dos grupos que controlavam o país até então.
Morreu em 7 de junho de 1870.
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“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.












Um comentário
Pedro de Araújo Lima, (Antas, PE, 22.12.1793; Rio de Janeiro, RJ, 07.06.1870). Representou Pernambuco nas Cortes de Lisboa (1821) e na Constituinte brasileira (1827), na Câmara dos Deputados (1826-37) e no Senado (1837-70). Conselheiro de Estado (1842), ministro da Justiça e Estrangeiros (1832), de Estrangeiros e Fazenda (1848). Presidente do Conselho de Ministros (1848, 1857, 1862 e 1865). Regente do Império (1837-40). Organizou o ministério conservador (1848) e chefiou o Gabinete dos Velhos – 1862 e o Gabinete das Águias (1865). Sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.