Contrabando de Livros Maçônicos para o México: Um Editor da Filadélfia e a Inquisição
agosto 26, 2026
Contrabando de Livros Maçônicos para o México: Um Editor da Filadélfia e a Inquisição
Durante o início do século XIX, a América Latina vivia sob o rigoroso controle da Inquisição espanhola, que monitorava de perto qualquer sinal de subversão religiosa ou política, especialmente no que dizia respeito à circulação de ideias consideradas heréticas.
Nesse cenário de censura e perseguição, um livro publicado na Filadélfia tornou-se o centro de uma trama fascinante de contrabando, tradução e resistência intelectual, iluminando um capítulo pouco conhecido, mas de importância capital para a compreensão da difusão da Maçonaria na América hispânica.
É exatamente essa história que os pesquisadores Paul Rich, Guillermo De Los Reyes e Antonio Lara desvendam no capítulo "Smuggling Masonic Books to Mexico: A Philadelphia Publisher and the Inquisition" (Contrabando de Livros Maçônicos para o México: Um Editor da Filadélfia e a Inquisição), publicado na coletânea Freemasonry in Context: History, Ritual, Controversy (2004), organizada pelos renomados historiadores maçônicos Arturo de Hoyos e S. Brent Morris.
A obra, considerada o compêndio mais autorizado de estudos maçônicos disponível, reúne ensaios de scholars consagrados que exploram a rica e controversa história social e cultural da Ordem.
No centro da narrativa está Mathew Carey, um jovem editor irlandês que, com o apoio do Marquês de Lafayette, estabeleceu nos Estados Unidos uma editora que produzia livros proibidos, posteriormente contrabandeados para o México.
A pesquisa de Rich, De Los Reyes e Lara lança luz sobre os meandros dessa operação ilegal, revelando como a circulação de ideias maçônicas desafiou o poder da Inquisição e contribuiu para a formação do pensamento liberal na América Latina. Ao resgatar essa história de coragem intelectual e resistência, os autores convidam o leitor – e especialmente os estudiosos da história maçônica e latino-americana – a mergulhar num episódio que evidencia o papel crucial da maçonaria na luta pela liberdade de expressão e na construção de sociedades mais abertas.
Neste artigo, fundado nesta investigação, há o desejo que se inspire novas reflexões sobre os caminhos tortuosos, mas fundamentais, pelos quais as ideias viajam e transformam o mundo.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).