A Colônia dos Dourados não foi uma batalha entre exércitos numerosos; foi o confronto de quinze homens contra três mil e quinhentos.
Foi a recusa de um tenente em se render, mesmo sabendo que a morteeracerta. Foi o momento em que o sacrifício de um punhado de soldados se transformou em símbolo de resistência, ecoando a bravura dos espartanos nas Termópilas.
Neste artigo, convido o leitor a conhecer a história da Colônia Militar dos Dourados, o combate que ali se travou em 29 de dezembro de 1864 e o legado de coragem que deixou para a memória do Brasil.
A Colônia Militar dos Dourados foi fundada em 1861, durante o reinado de Dom Pedro II. Localizava-se na Serra de Maracaju, perto da nascente do Rio Dourados, a doze léguas (cerca de 66 quilômetros) a leste-sudeste da Colônia Militar de Miranda.
A colônia tinha uma função estratégica: proteger a fronteira oeste do Brasil contra possíveis incursões paraguaias e servir como ponto de apoio para a ocupação e defesa do território.
Não dispunham de artilharia e estavam isolados, a centenas de quilômetros dos centros urbanos do Império.
O Contexto: A Guerra do Paraguai e a Invasão do então Mato Grosso
A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi o maior conflito armado da América do Sul. Em 1864, o ditador paraguaio Francisco Solano López decidiu invadir o Brasil pelo norte, com o objetivo de tomar a Província de Mato Grosso e garantir acesso à Bacia do Prata.
A invasão foi precedida pelo sequestro do vapor brasileiro “Marquês de Olinda” e pela prisão do presidente da província de Mato Grosso.
O comando local foi entregue ao major Martín Urbieta, que liderou um contingente de cerca de 300 a 3.500 homens.
O Combate: 29 de Dezembro de 1864
Em 29 de dezembro de 1864, a coluna paraguaia chegou à Colônia dos Dourados.
A guarnição brasileira, composta por apenas quinze homens, sabia que não tinha condições de resistir a uma força tão superior. Antes do ataque, o tenente Antônio João Ribeiro fez evacuar todos os civis sob a escolta de alguns soldados, mantendo a posição com os que restaram.
Os paraguaios ofereceram a rendição. A resposta do tenente foi clara e inabalável:
“Sei que morro. Mas o meu sangue e o de meus companheiros servirá como solene protesto à invasão do solo de minha pátria.”
O combate durou cerca de uma hora. Quinze brasileiros enfrentaram milhares de paraguaios. Não houve sobreviventes do ladobrasileiro.
Do lado paraguaio, não houve baixas. A Colônia dos Dourados foi ocupada e, posteriormente, transformada em ponto de apoio logístico para as operações paraguaias na região.
Em 2024, o Exército Brasileiro celebrou os 160 anos da epopeia de Dourados, reafirmando a importância histórica do combate e mantendo viva a memória dos que tombaram naquele 29 de dezembro.
O Parque Histórico “Colônia Militar dos Dourados” é hoje umponto de visitação, onde os visitantes podem conhecer o local exato onde ocorreu o combate.
A desproporção das forças: Quinze brasileiros enfrentaram uma coluna que variava entre 300 e 3.500 soldados paraguaios. A disparidade é uma das maiores da história militar brasileira.
O epíteto de “Termópilas brasileiras”: A resistência dos soldados na Colônia dos Dourados foi comparada, por historiadores da época, à defesa dos espartanos no desfiladeiro das Termópilas.
O legado da Colônia dos Dourados é, acima de tudo, o legado do sacrifício em defesa da pátria.
O combate de 29 de dezembro de 1864 não alterou o curso da guerra — a colônia caiu, e Mato Grosso foi invadido. Mas a coragem daqueles quinze homens ecoou por todo o Império, transformando-se em ummito fundacional da resistência brasileira.
A história da Colônia dos Dourados nos lega uma lição fundamental: a bravura não se mede pelo número de soldados, mas pela disposição de cumprir o dever até o fim.
Antônio João Ribeiro sabia que morreria, mas escolheu morrer de pé, lutando contra a invasão do solo de sua pátria.
Sua frase — “Sei que morro” — tornou-se um grito de resistência que, 160 anos depois, ainda ecoa nos campos de Mato Grosso do Sul, na memória do Exército Brasileiro e no coração daqueles que acreditam que a pátria se defende com honra.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).