Nas pesquisas que realizei sobre a história do direito no mundo islâmico, a evolução dos tribunais árabes revelou-se uma das mais fascinantes jornadas da civilização humana.
Da erapré-islâmica (al-Jahiliyyah) ao período islâmico que se seguiu à revelação do Alcorão, os sistemas judiciais árabes transformaram-se radicalmente: de estruturas tribais informais, baseadas na honra e na vingança de sangue (qisas), para um sofisticado aparato jurídico fundamentado na lei divina (sharia), que influenciaria profundamente o direito em vastas regiões da África, Ásia e Europa.
No cerne dessa transformação está a figura do qadi (juiz), cuja autoridade emanava do califa e cuja função era aplicar a lei islâmica, interpretando o Alcorão e a Suna para resolver disputas e garantir a justiça.
O processo judicial, que evoluíra das arbitragens beduínas, tornou-se formalizado, com regras de evidência, testemunho e procedimento que visavam assegurar uma decisão justa. A este sistema, somou-se a justiça extraordinária do mazalim, que corrigia abusos do poder e resolvia casos complexos que escapavam à jurisdição ordinária, demonstrando a tensão entre a lei revelada e as necessidades da administração política.
O grande historiador Ibn Khaldun, em sua Muqaddima, analisou o impacto das estruturas sociais sobre a justiça, enquanto Al-Farabi, em sua obrasobre a cidade virtuosa, refletiu sobre a necessidade de um governante justo que aplicasse a lei divina.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes históricas – desde os tratados de direito islâmico até as crónicas dos viajantes medievais – convida o autor e o leitor a explorarem os meandros de umsistema que, como um dos pilares da civilização islâmica, influenciou profundamente o pensamento jurídico e político do Ocidente.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).