Entre os filósofos do mundo islâmico, poucos foram tão decisivos para a transmissão do pensamento grego quanto Abu Nasr al‑Farabi. Conhecido no Ocidente como Alfarábi, e reverentemente chamado de “Segundo Professor” — logo depois de Aristóteles, “o Primeiro” — ele foi o primeiro a apresentar a filosofia como um sistema coerente no Islão, sintetizando as tradições gregas num todo orgânico. Neste artigo, procuro traçar a sua biografia, as suas obras e o seu legado, que o consagrou como uma das figuras mais influentes da filosofia medieval.
I. Biografia
Origens e viagens (c. 870–943)
Abū Naṣr Muḥammad ibn Muḥammad al‑Fārābī nasceu por volta de 870 em Farab, na Transoxiana (atual Cazaquistão), filho de uma família de origem persa. Viajou para Bagdá, o centro intelectual do mundo islâmico, onde estudou filosofia, lógica, medicina e matemática, sob a orientação dos grandes mestres da época.
Em 943, partiu para Damasco e, mais tarde, para o Cairo. Faleceu em Damasco por volta de 950, provavelmente assassinado, segundo algumas fontes, por uma quadrilha de ladrões.
II. Obras
“A Cidade Virtuosa” (Ārā ahl al‑madīna al‑fāḍila) — A sua obra mais famosa, que descreve uma cidade governada pelo conhecimento e pela justiça, inspirada na “República” de Platão.
“O Livro da Música Grande” (Kitāb al‑mūsīqī al‑kabīr) — O mais importante tratado sobre a teoria musical da Idade Média islâmica.
“A Gemologia da Inteligência” (Fī uṣūl al‑ʿaql) — Tratado sobre a hierarquia dos intelectos, que exerceu profunda influência sobreAvicena.
“O Tratado sobre os Intelectos” (Risāla fī al‑ʿaql) — Análise das diferentes aceções da inteligência no pensamento grego.
“Os Fundamentos do Ser” (ʿUyūn al‑masāʾil) — Um sumário do seu sistema filosófico.
III. Curiosidades
“Segundo Professor”. Chamado “o Segundo Professor” — pois o primeiro era Aristóteles —, tal foi a sua genialidade e influência em todos os domínios do saber islâmico.
Músico talentoso e inventor. Al‑Farabi era um exímio executante de alaúde e terá inventado ou aperfeiçoado vários instrumentos musicais. Diz‑se que conseguia, com a sua música, fazer rir ou chorar os seus ouvintes.
Polímata sem limites. Escreveu mais de uma centena de obras, cobrindo todos os domínios do conhecimento: lógica, ética, política, física, metafísica, música, psicologia e cosmologia.
Construtor de sistema. Mais do que qualquer outro filósofo islâmico, apresentou a filosofia como um sistema coerente e desenvolveu um sistema original que lhe é próprio.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).