Um poderoso leão, rei da floresta, dormia tranquilamente à sombra de uma árvore após um farto banquete.
Umpequeno rato, correndo despreocupado, passou por cima de seu corpo e acabou despertando a fera. O leão, furioso, estendeu sua pata enorme e prendeu o rato sob suas garras, pronto para esmagá-lo.
O rato, tremendo de medo, implorou: “Por favor, ó grande rei, poupe minha vida! Se me deixar ir, umdia poderei retribuir-lhe o favor.”
O leão riu alto da ideia absurda de que um ratinho poderia algum dia ajudar o rei dos animais. Mas, achando graça da situação e movido por um gesto de magnanimidade, soltou o rato e deixou-o ir.
Dias depois, o leão caiu em uma armadilha de caçadores, enredado em uma grossa corda.
Rugiu desesperado, mas não conseguia se libertar.
O rato, ouvindo os rugidos, reconheceu a voz do leão que o poupara. Correu até o local e, com seus dentes afiados, roeu a corda até que o leão pudesse escapar.
Livre, o leão olhou para o pequeno rato e reconheceu que até o mais fraco dos seres pode serum salvador.
A moral da história é: “Nenhum ato de bondade é pequeno demais, e não se deve desprezar ninguém com base na aparência ou no tamanho.”
A relação entre o leão e o rato, tão desigual em força e estatura, espelha a relação entre os irmãos na Oficina, onde graus distintos, idades diversas e capacidades variadas convivem em perfeita harmonia, cada qual com seu papel e sua importância.
O rato, por sua vez, simboliza o Aprendiz, o neófito, o irmão que ainda está nos primeirospassos, aparentemente frágil, ignorante e sem recursos.
A fábula, contudo, desmonta essa hierarquia superficial: o rato, que parece nada poder oferecer, é quem, no momento crítico, salva o leão. Isso ensina ao maçom mais experiente que jamais deve subestimar ou menosprezar o irmão mais novo, mais humilde ou menos instruído.
Cada obreiro, independentemente de seu grau, traz consigo dons únicos e insubstituíveis, e o Templo só se sustenta quando todas as pedras, grandes e pequenas, cumprem sua função.
A humildade do leão é umponto central. Ele não precisava soltar o rato; tinha todo o direito, pela força bruta, de eliminá-lo. Mas a magnanimidade — uma qualidade que a Maçonaria cultiva como expressão da alma elevada — o levou a perdoar e a confiar. Esse ato de misericórdia não é ingênuo; é uma escolha consciente de exercer o poder com suavidade, reconhecendo que a verdadeira grandeza não está em esmagar os pequenos, mas em elevá-los.
O rato, por sua vez, não esquece o benefício recebido. Sua gratidão é ativa; ela se transforma em ação concreta. Na Maçonaria, a gratidão não é um sentimento passivo, mas um compromisso de reciprocidade — o irmão que foi ajudado deveestar pronto, quando necessário, a estender a mão a quem o socorreu, e isso se chama Cadeia de União.
Há ainda uma leitura profunda sobre a rede de caçadores que aprisiona o leão. Essa rede pode ser interpretada como as armadilhas do mundoprofano: os vícios, as paixões descontroladas, as ciladas da vaidade, a solidão do orgulho.
O leão, apesar de sua força, não consegue romper as cordas com seus músculos — isso mostra que a forçafísica ou a autoridade institucional são insuficientes para libertar o homem de seus maiores problemas. A libertação vem de fora, de um gesto inesperado, de uma ajuda que não se esperava.
O rato, com sua pequenez, roe a corda — ou seja, desfaz os nós do sofrimento com uma paciência e uma tenacidade que o leão não possuía. Isso ensina que a ajuda fraterna muitas vezes vem de onde menos se espera e que o verdadeiro maçom está sempre aberto a receber auxílio, mesmo que este venha de um irmão aparentemente inferior.
O Esquadro nos ensina a retidão, mas a humildade nos ensina a curvar-nos diante da grandeza que habita no menor dos irmãos.
No fim, a fábula é um hino à Fraternidade: não aquela fraternidaderetórica e vazia, mas a que se prova nos fatos, na troca de favores, na lembrança do bem recebido e na prontidão para retribuí-lo.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).