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A Trolha, uma investigação pessoal

A Trolha uma investigação pessoal

A Trolha, uma investigação pessoal

Nas pesquisas que realizei sobre os instrumentos da tradição construtiva, a trolha sempre me surgiu como um objeto de aparente simplicidade, mas de profunda ressonância simbólica.

Ao contrário do esquadro ou do compasso, cuja geometria os eleva imediatamente ao plano das ideias abstratas, esta humilde colher de pedreiro – que em sua essência se limita a espalhar argamassa e alisar superfícies – esconde em sua forma modesta uma das mais eloquentes lições filosóficas da tradição ocidental.

A minha motivação, ao iniciar esta investigação, foi a de desvendar como um utensílio tão singelo pôde ascender a um dos mais expressivos emblemas da Maçonaria, simbolizando no Terceiro Grau a própria capacidade humana de promover a concórdia, a tolerância e a fraternidade.

Ao mergulhar nas fontes históricas e filosóficas, fui surpreendido pela forma como a trolha, desde os seus primórdios na mais remota antiguidade até à sua utilização quotidiana nos canteiros de obras das catedrais medievais, tem sido um testemunho da relação entre o trabalho manual e a elevação espiritual.

O filósofo Ernst Bloch, ao refletir sobre o gesto de alisar, notou que "o movimento da mão que espalha a argamassa é o mesmo que unifica o que estava separado" – uma intuição ecoada no simbolismo maçônico, onde a trolha nos ensina que a verdadeira construção não se faz apenas com pedras, mas com a capacidade de unir os corações.

A investigação revelou que este instrumento, ao mesmo tempo que é uma ferramenta de ofício, é também uma metáfora para a arte de construir pontes entre os homens, de alisar as arestas do caráter e de ocultar as imperfeições, como lembra o ritual do grau de Mestre.

Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu as fontes arqueológicas, históricas e maçônicas, convida o autor e o leitor a redescobrirem a trolha como um dos mais eloquentes emblemas da tradição iniciática.

Compreender a sua trajetória é compreender que a verdadeira obra não se limita ao edifício de pedra, mas se estende ao templo interior que cada um de nós é chamado a construir – e que, como ensinou o escritor e maçom, a ferramenta mais poderosa não é a que ergue muros, mas a que une o que a discórdia separou.

Que esta leitura nos inspire a usar a trolha da concórdia para alisar as rugosidades do nosso caráter e para construir, com gestos simples, uma fraternidade mais sólida.

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MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

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gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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