A Filosofia das Desavenças: Entre a Guerra e a Criação
setembro 29, 2026
A Filosofia das Desavenças: Entre a Guerra e a Criação
A investigação sobre os conflitos humanos conduz a uma constatação inquietante: a desavença, na sua aparente banalidade, possui a capacidade de reconfigurar destinos individuais e coletivos.
Por que algo tão corriqueiro quanto um desentendimento pode, em questão de minutos, transformar irmãos em estranhos, sócios em adversários e nações em campos de batalha?
A pesquisa aqui apresentada examina como a filosofia, desde a Antiguidade até a contemporaneidade, tem compreendido a discórdia — ora como motor da história, ora como doença da alma.
A importância deste estudo é urgente, pois vivemos tempos de polarização extrema, onde a desavença deixou de ser um dissenso saudável para se tornar um abismo intransponível.
As desavenças são tão antigas quanto a própria humanidade.
Do desentendimento entre dois amigos à guerra entre nações, o conflito parece ser uma constante inescapável da condição humana.
Heráclito via no conflito (pólemos) o pai de todas as coisas; Hobbes, no Leviatã, descreveu o estado de natureza como uma guerra de todos contra todos; Hegel interpretou a história como uma dialética de teses e antíteses que se resolvem em sínteses superiores.
Doutrinadores como Nietzsche, em A Gaia Ciência, e Foucault, em Microfísica do Poder, demonstraram que o conflito não é uma anomalia a ser eliminada, mas uma dimensão constitutiva das relações humanas.
Novas interpretações, como as de estudiosos da resolução de conflitos, sugerem que a desavença pode ser transformada em diálogo quando há disposição para escutar o outro sem aniquilá-lo.
A importância deste estudo reside na forma como a filosofia das desavenças ilumina as tensões que atravessam a história e o presente, recordando-nos que compreender o conflito é o primeiro passo para transcendê-lo.
Este artigo convida o autor e o leitor a percorrerem as principais correntes da filosofia clássica e moderna sobre o tema, para que a compreensão do dissenso ilumine a prática do diálogo.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).