O CoronelFrancisco Xavier de Albuquerque (identificado em diversas fontes militares como Major Albuquerque) foi umoficial do Exército ImperialBrasileiro que atuou de maneira relevante na Força Expedicionária do Mato Grosso, especialmente durante o episódio dramático da Retirada da Laguna, em 1867.
Embora menos conhecido que figuras como Camisão, Taunay ou o Guia Lopes, seu papel foi técnico, disciplinado e essencial para a manutenção da estrutura militar da coluna durante a operação
Não existem tantos registros biográficos detalhados sobre a origem familiar de Albuquerque quanto sobreoutrosoficiais da época, algo comum no século XIX. O que a documentação militar confirma é que:
Após o ataque surpresa do Paraguai ao território de Mato Grosso, o Império organizou a Força Expedicionária, composta por tropas regulares, voluntários e integrantes da Guarda Nacional. O Major Francisco Albuquerque integrava esse corpo, ocupando posição importante na administração tática da artilharia, logística e disciplina militar.
A expedição, abatida por doenças, fome e perseguições paraguaias, teve seu momento mais crítico com a morte do Coronel Camisão, em maio de 1867. Mesmo antes desse evento, o Major Albuquerque já exercia papel decisivo na manutenção da estrutura militar de uma tropa debilitada.
De acordo com relatos de época, incluindo o famoso registro de Alfredo d’Escragnolle Taunay, Albuquerque:
• Demonstrou firmeza disciplinar
Mesmo diante da perda de soldados, falta de medicamentos e escassez de alimentos, o Major manteve a tropa organizada no que era possível, evitando ruptura completa da formação.
• Atuou ativamente na proteção da coluna
Participou da coordenação de movimentos defensivos contra a cavalaria paraguaia durante trechos críticos da retirada.
• Auxiliou diretamente o novo comandante, Ten.-Cel. Juvêncio
Após a morte de Camisão, o Major Albuquerque foi um dos oficiais que forneceram estabilidade e apoio para que o comando pudesse ser exercido de forma eficiente.
Algo fundamental, considerando que muitos soldados já estavam debilitados demais para combate.
O comportamento de Albuquerque é descrito por contemporâneos como sério, sóbrio, dedicado e extremamente disciplinado, virtudes indispensáveis diante da catástrofe que se desenrolava no interior do Mato Grosso.
Embora não tenha se tornado personagem central das narrativas literárias ou dos grandes relatos históricos, o Major Francisco Albuquerque representa:
O oficial técnico, que sustenta a tropa quando os heróis mais lembrados tombam.
A disciplina militar silenciosa, que mantém a estrutura do Exército mesmo em condições colapsadas.
O profissional que não abandona o dever, mesmo quando a morte por fome ou doença parecia certa.
Em obras como A Retirada da Laguna, Taunay menciona Albuquerque como um dos oficiais mais importantes para manter a ordem e a lucidez da coluna. Sem figuras como ele, a retirada poderia ter se transformado em tragédia ainda maior.
5. Legado
O legado do Major Francisco Albuquerque se projeta em três direções:
Albuquerque representou o padrão do oficialimperial preparado para atuar em áreas remotas, onde logística, armas e moral eram tão importantes quanto o combate direto.
Sua história lembra que muitos dos que asseguraram a sobrevivência da Força Expedicionária não tiveram o mesmo destaque que seus comandantes, mas tiveram valor equivalente.
Sua biografia é, ao mesmo tempo, um testemunho de sacrifício e um tributo ao corpo técnico do Exército Imperial, sem o qual a sobrevivência dos remanescentes e o próprio registro histórico da jornada jamais teriam sido possíveis.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). “Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).