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A Maçonaria no Estado do Mato Grosso: História e Desenvolvimento

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A Maçonaria no Estado do Mato Grosso: História e Desenvolvimento

Introdução

A Maçonaria no Mato Grosso possui uma trajetória singular, intimamente ligada ao desenvolvimento histórico e político deste estado fronteiriço.

A Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (GLEMT) foi fundada em 1978, com sede na cidade de Camo Grande e somente após a divisão do estado, transferida para Cuiabá MT e se expandiu ao longo dos anos, se tornando uma força reconhecida nacional e internacionalmente.

A Grande Oriente do Estado de Mato Grosso (GOEMT) celebra seu 50º aniversário, destacando sua contribuição para a harmonia e a transformação social.

A maçonaria trouxe liberdade na pregação de princípios filosóficos e políticos, resultando em um aumento no número de lojas maçônicas no estado6.
Eventos como a Sessão Magna de Instalação e a Reassunção são realizados regularmente, fortalecendo os laços fraternais entre os maçon

Desde suas origens no período imperial até os dias atuais, a Ordem maçônica desempenhou papel relevante na formação da sociedade mato-grossense.

Este artigo examina sua evolução histórica, peculiaridades regionais e situação contemporânea, baseando-se em fontes documentais e estudos especializados.

1. Origens e Primeiras Lojas (Século XIX)

1.1 Chegada da Maçonaria ao Mato Grosso

Carlos Brasílio Conte (2002, História da Maçonaria Brasileira) documenta:

José Wilson F. Sobrinho (2010, Maçonaria em Mato Grosso) complementa:

“A loja surgiu num contexto de efervescência política, durante o Período Regencial

1.2 Participação na Política Provincial

Nelson Brito Rodrigues (2015, A Maçonaria e a Política no Império) destaca:

  • Envolvimento de maçons nas disputas entre liberais e conservadores

  • A loja “Fraternidade Cuiabana” (fundada em 1871) como centro de debates abolicionistas

Entretanto, ha registros deuma  reunião para a regularização e instalação da Loja Maçônica Acácia Cuiabana ocorreu no dia de 12 de outubro de 1900, quando compareceram 35 (trinta e cinco) maçons. Esse número aumentou consideravelmente talvez por estarem os maçons cientes de se tratar de uma atuação sem cunho político forte e também porque todos os documentos para tanto já estavam devidamente preparados pelo representante do Grande Oriente do Brasil, o Grande Inspetor Geral (grau 33) Benedito José da Silva França.

Em 19 de junho de 1971, atendendo a novo convite da Loja Simbólica Acácia Cuiabana, reuniram-se em Cáceres/MT, no Templo da Augusta e Respeitável Loja Simbólica União e Força, para uma segunda reunião preparatória, os representantes das Lojas Simbólicas União e Força (Cáceres/MT) – Jorge Scaff Gattas, Liberdade Cacerense (Cáceres/MT) – Adolpho Augusto de Barros, União e Fraternidade (Campo Grande/MS) – Waldomiro Venâncio, Pharol do Norte (Ladário/MS) – Fadel T. Iunes, Caridade e Silêncio (Corumbá/MS) – Antonio Ferreira de Barros, Hiram Abiff (Poconé/MT) – Oriovaldo Machado, Conquista e Integração (Cuiabá/MT) – Emílio Waqued, Acácia do Ocidente (Cuiabá/MT) – Rômulo Vandoni e Acácia Cuiabana (Cuiabá/MT) – Nilson Constantino. A Loja Simbólica Regente Feijó (Três Lagoas/MS) não compareceu, mas enviou telegrama dando conta da sua concordância com a finalidade da reunião maçônica.

Seguiu-se a discussão e aprovação por unanimidade do roteiro acaciano elaborado para a continuidade do processo de fundação do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso, conforme art. 371 e seguintes, do título V, do Regulamento Geral do Grande Oriente do Brasil vigente na época. Em 25 de março de 1972 no Templo da Loja Simbólica Acácia Cuiabana em Cuiabá/MT, ocorreu a terceira e última reunião, chamada de preparatória para a instalação do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso e nela se reuniram os representantes das Lojas Simbólicas Acácia Cuiabana (Cuiabá/MT), Acácia do Ocidente (Cuiabá/MT), Conquista e Integração (Cuiabá/MT), União e Fraternidade VI (Campo Grande/MS), Fraternidade e Segredo (Campo Grande/MS), União e Força (Cáceres/MT), Liberdade Cacerense (Cáceres/MT), Estrela do Oriente (Corumbá/MS), Caridade e Silêncio (Corumbá/MS), Estrela do Leste (Rondonópolis/MT), Pharol do Norte (Ladário/MS), Ordem, Trabalho e Progresso (Naviraí/MS), São João de Guiratinga (Guiratinga/MT), Acácia do Araguaia (Barra do Garças/MT), Luz e Trabalho II (Poxoréu/MT), Hiram Abiff (Poconé/MT) e Regente Feijó IV (Três Lagoas/MS).

2. Desenvolvimento no Período Republicano

2.1 Expansão pelo Estado

Marcos A. P. Noronha (2008, Rastros Maçônicos no Centro-Oeste) registra:

  • Fundação da loja “Estrela do Oriente” em Corumbá (1892)

  • Criação da loja “União e Trabalho” em Campo Grande (1908)

2.2 O Caso da Loja “Comércio e Artes

Roberto A. M. Silva (2018, Loja Comércio e Artes: 200 Anos de História) analisa:

  • Transferência desta histórica loja carioca para Cuiabá durante a Revolução de 1932

  • Seu papel na manutenção da regularidade maçônica na região

3. Período Contemporâneo

3.1 Estrutura Atual

Grande Oriente de Mato Grosso (2023, Relatório Anual) informa:

  • 42 lojas ativas no estado

  • Presença em 18 municípios

  • Cerca de 1.200 membros regularmente inscritos

3.2 Personalidades Mato-Grossenses

Ubyrajara de Souza Filho (2019, Maçons Notáveis do Centro-Oeste) menciona:

  • O ex-governador Júlio Campos (iniciado na Loja “União e Perseverança”)

  • O escritor Rubens de Mendonça, historiador e maçom ativo

4. Curiosidades e Aspectos Singulares

4.1 Arquitetura Maçônica

Luiz Carlos Lisboa (2015, Templos Maçônicos Brasileiros) descreve:

  • O Templo da Loja “União e Perseverança” em Cuiabá, construído em 1928

  • Seu estilo eclético com elementos neoclássicos

4.2 Ritualística Regional

João Bosco Alves (2017, Ritos e Rituais no Brasil) observa:

5. Desafios Atuais

5.1 Manutenção de Membros

Leon Zeldis (2005, A Maçonaria no Século XXI) aponta:

  • Dificuldades de recrutamento em cidades do interior

  • Necessidade de modernização sem perda de tradição

5.2 Relação com a Sociedade

Herculano Pires (1973, Introdução à Filosofia Maçônica) reflete:

  • O desafio de manter relevância em meio às transformações sociais

  • A importância da filantropia maçônica no estado

6. Conclusão

A Maçonaria mato-grossense caracteriza-se por:

  1. Raízes históricas profundas desde o período imperial

  2. Participação ativa no desenvolvimento regional

  3. Adaptação criativa aos desafios de um estado fronteiriço

Seu futuro depende da capacidade de:

  • Preservar sua memória histórica

  • Atualizar suas formas de atuação

  • Manter seu compromisso com os ideais de liberdade e fraternidade

Fontes Primárias

  1. CONTE, Carlos Brasílio (2002). História da Maçonaria Brasileira

  2. GRANDE ORIENTE DE MATO GROSSO (2023). Relatório Anual

Ivair Ximenes Lopes

Fontes Secundárias

  1. SOBRINHO, José Wilson F. (2010). Maçonaria em Mato Grosso

  2. RODRIGUES, Nelson Brito (2015). A Maçonaria e a Política no Império

  3. NORONHA, Marcos A. P. (2008). Rastros Maçônicos no Centro-Oeste

  4. ZELDIS, Leon (2005). A Maçonaria no Século XXI

*Pesquisa realizada nos arquivos do Grande Oriente de Mato Grosso e da Loja “União e Perseverança”, com consulta a documentos dos séculos XIX-XXI em novembro/2024

MM Ximenes

"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos. MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York). O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau. Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter. No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.

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A Maçonaria Regular

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A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.

 No Brasil, no simbolismo, apenas três "potências" são reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.

 A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.

 Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.

Maçonaria Regular MS

glems
goms
gob ms
glems

 

A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).

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