Carlos de Morais Camisão
Filho de Joaquim de Moraes Camisão, nasceu na Província do Rio de Janeiro em 8 de maio de 1821 e faleceu em 29 de maio de 1867, acampamento da margem esquerda do rio Miranda, atualmente município de Jardim-MS. (na época, terras da Fazenda Jardim – Nioac – Província de Mato Grosso)
Frequentou a Real Academia Militar; conforme o Regulamento de 1839. O Imperial Corpo de Engenheiros (ICE) 02/12/1839 a 05/04/1842; Batalhão Provisório de Linha da Província de São Paulo 09/05/1843 a 22/05/1843; ICE 23/05/1843 a 18/10/1843; 4º Batalhão de Artilharia 15/05/1844 a 25/10/1849; Comandante da Companhia de Artífices da Província de Pernambuco 26/10/1849 a 02/12/1854; Fortaleza do Brum, abril e maio de 1851; Corpo Artífices da Corte 02/12/1854 a 1858; Corpo do Amazonas 10/1858 a 02/1860; Comandante do 2º Batalhão de Artilharia a partir 1860
Participou da repressão à Revolução Praieira em Pernambuco em 1848. E Comandou o 2º Batalhão de Artilharia na Campanha do Paraguai. Comandou as Forças Expedicionária ao Sul da Província do Mato Grosso, conduzindo a coluna da Vila de Miranda à Laguna no Paraguai e deste ponto até a margem esquerda do rio Miranda.
Para socorrer a Província de Mato Grosso depois da afronta com que nos provocou o Governo do Marechal Solano Lopes, cujas forças invadiram, em fins de 1864, o território de Mato Grosso, o Governo Imperial Brasileiro organizou, com contingentes do Rio, São Paulo, Minas e Goiás, e Mato Grosso, uma Força ou Expedição ou Coluna ou Corpo de Exército, pois há várias denominações para este contingente que não fora composto só por militares. No Decorrer da viagem foram sedo agregados civis, mulheres, crianças, mercadores, índios.
Camisão assumira o comando da Coluna em 1° de janeiro de 1867. Era, portanto, o seu quarto comandante, desde a partida do Rio de Janeiro. O Coronel Drago, julgado muito moroso nas providências que lhe foram determinadas, foi chamado à Corte.
O Brigadeiro José Antônio da Fonseca Galvão, gravemente enfermo, teve de abandonar a missão depois de ter falecido.
Taunay, narra estas despedidas “No dia 29 de maio tornou-se evidente que o coronel morreria”.
Nesta época a medicina e consequentemente os dois médicos que acompanhavam as Forças Brasileiras não dispunham ainda do conhecimento sobre as causas, o que provocava realmente a contaminação pelo cholera morbus, vibrio cholerae e por sua vez os tratamentos adequados. Entres hipóteses, sabia-se que que tinha uma associação com alimentos e agua contaminada. Apesar da desidratação dos pacientes enfermos pela intensiva diarreia, era proibido beber a agua.
O coronel foi enterrado em uma cova que se tinha aberto debaixo de uma alentada árvore no meio do mato, com o seu uniforme e as suas insígnias e em outra cova logo à direita foi o corpo do Tenente-Coronel Juvêncio colocado pelos seus colegas da comissão de engenheiros e por alguns oficiais do Corpo de Artilharia.

“Labor omnia vincit”, um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
O grau não faz o homem; o homem é que deve fazer-se digno do grau.
Um avental bordado, uma joia reluzente ou um título pomposo nada significam se não estiverem apoiados sobre a solidez do caráter.
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.











