Nas pesquisas que tenho realizado sobre os movimentos que moldaram a identidade brasileira, poucos episódios me fascinaram tanto quanto a Revolução Farroupilha.
Não se trata apenas de uma guerra civil entre republicanos e imperialistas, mas de um fenómeno complexo onde se entrelaçam questões fiscais, anseios de autonomia, ideais republicanos — e uma influência discreta, porém decisiva, da Maçonaria.
O que começou como uma revolta de estancieiros contra os altos impostos do Império transformou-se na mais longa guerra civil da história do Brasil, dando origem a uma república efémera e a uma das mais duradouras tradições culturais do país.
A importância deste estudo reside na forma como a Revolução Farroupilha (1835-1845) ilumina as tensões entre o poder central e as elites provinciais, entre a fiscalidade imposta e a autonomia desejada. A guerra, que durou dez anos, foi marcada por batalhas como o Combate do Seival, onde Antônio de Souza Neto proclamou a República Rio-Grandense, e por figuras como Bento Gonçalves, Bento Manuel Ribeiro e Giuseppe Garibaldi, que participaram ativamente do conflito.
Doutrinadores como Alfredo Varela, em História da GrandeRevolução, e Moysés Vellinho, em Capitania d'El-Rei, documentaram a participação maçónica, enquanto novas interpretações, como as de Alexandre Barata, destacam a Ordem como instituiçãofundamental na luta pela estruturação de um Estado laico e de uma educação pública no Brasil.
Este artigo, fruto de uma pesquisa que percorreu os arquivos da revolução e a historiografia sulina, convida o autor e o leitor a explorarem os contornos, as curiosidades e a participação maçónica nesse movimento que, até hoje, ecoa nas celebrações da Semana Farroupilha e na memória de umpovo que ousou sonhar com a liberdade.
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"Labor omnia vincit", um lema para inspirar a perseverança e a determinação, enfatizando que o trabalho árduo e a dedicação superam quaisquer obstáculos.
MM (GLEMS), Inspetor Geral da Ordem (REAA), Servidor da Pátria e da Humanidade (Rito Brasileiro), MR e ME (Rito York).
No fim, a única elevação que realmente importa é a da nossa própria alma.
A Maçonaria Regular é uma fraternidade histórica, fundada entre os séculos XVII e XVIII, baseada em moralidade, filantropia e busca do conhecimento.
No Brasil, no simbolismo, apenas uma Federação e duas Confederações representam potências reconhecidas internacionalmente: Grande Oriente do Brasil (GOB), as Grandes Lojas Estaduais (CMSB) e os Grandes Orientes Estaduais (COMAB); todas as demais não têm reconhecimento oficial. O reconhecimento entre potências é um ato diplomático e soberano.
A Confederação Maçônica Interamericana (CMI), criada em 1947, reúne 94 grandes potências de 26 países.
Uma Loja regular deve estar vinculada a uma das três potências reconhecidas no Brasil e seguir normas específicas de regularidade.
Maçonaria Regular MS
A maçonaria regular no Mato Grosso do Sul é composta pelo Grande Oriente do Brasil - Mato Grosso do Sul (GOB-MS) (GOB), Grande Loja Maçônica do Estado do Mato Grosso do Sul (GLEMS) (CMSB) e Grande Oriente do Estado do Mato Grosso do Sul (GOMS) (COMAB).